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A Mixórdia Coletânea II: Prophets Of Destruction

Mictlan ou Inframundo… era o submundo da mitologia Asteca pelo qual, arduamente, a maioria das almas humanas peregrinavam em direção ao extremo Norte, rumo ao tormento de provações em nove níveis distintos. Alfim, alcançar a Paz da eternidade.

Recentemente, em 2 de Março, A Infernal Family Crew lançou seu primeiro mefistofélico V.A., compilado pelo mexicano Czar Psikcopata, manager da IFC, e pelo dinamarquês Snuratekk, artista nato, produtor musical e designer.

Mathias Christensen (aka Snuratekk) atua na cena underground da Europa desde 2004. Sendo proprietário da Sonic Contrast Beings – Record Tribe onde dissemina novos artistas psicodélicos e promove suas artes. Além da SnurArt Design que produz diversas peças de roupas customizadas.

Segundo Mathias, não houve nenhuma seleção de track ou manipulação na criação dos artistas. Apenas foram invocados… A ideia é que todos se sintam livres para a mais pura expressão. Sendo assim, todos guiem o caminho da história.

O V.A. é repleto de frequências experimentais sutis, fractais oblívios de obliteração, atmosferas perturbadoras e diabólicas que induzem a pessoa a extrema histeria ou contemplação em meio ao caos.

Prepare-se para aniquilação de sua percepção acerca de bpms!!!

Creepy Track List:

1. Ra – Horror (xxx bpm)

2. Cosmic Wizard – Monita De Guayaba (205 bpm)

3. Bhassam – Island Of The Dolls (xxx bpm)

4. Multikhauzal – Agares (xxx bpm)

5. Audionimus – Sasfire (220 bpm)

6. MinDelve – Secret Basement (300-xxx bpm)

7. Belfegor – Daemoniorum (222 bpm)

8. Azark – Mortuus Inferni (215 bpm)

9. Dravna – Destruction Is A Form Of Creation (260 bpm)

10. Khorshid – Just My Imagination (xxx bpm)

11. Annalah – Perversion Of The Virgin (215 bpm)

12. ShamoOrtee – Beauty Macrocosom (245 bpm)

13. Snuratekk – Alfablòt Ritual (20/460 bpm)

14. Dajjal – Dimension Of Darkness (220 bpm)

15. K-Owl – Whispercraft (xxx bpm)

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Versão completa:

Infernal Family Crew Bandcamp Page: https://infernalfamilycrew.bandcamp.com/

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A Era Psygeddon de Annalah

Poderes arcanos ressurgem. Aglomeração de sombras. Tempos de admiração e terror em breve tecerão sobre nós, é a época da obliteração.

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O crepúsculo da noite forçá-nos a iluminar intensamente os meandros de nossa jornada. O Projeto musical Annalah originou-se em plena selva de concreto, em Melbourne, a capital mais populosa do estado de Vitória, Austrália. Criado por Zac Peters em Abril deste ano, completamente imerso nas frequências experimentais obscuras e cataclísmicas existentes em nosso mundo, proporciona ao ouvinte um estado de purificação e libertação em meio a uma nova visão da Era Darkpsy que está por vir.

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Zac Peters aka Annalah
  • Trajetória Artística

Em 2002, com 4 anos de idade, Zac foi introduzido ao mundo da música clássica, envolvido com lições de piano, por influências de seus pais que o incentivaram bastante. Perdurou até o 10 anos.

Por volta de 2008, durante os 10 anos de idade, foi apresentado ao álbum da dupla Daft Punk, “Homework”. Completamente extasiado com as variações de samples e loops que interagiam nas músicas. Ainda assim, seu coração era guiado para as sonoridades mais densas do álbum como Rollin’ a Schartin’ e Rock’n Roll.

Desde então, iniciou-se sua obsessão e mergulhou profundamente em gêneros e subgêneros underground, até se apaixonar pelo gênero Core e Hard Trance.

Durante o percurso dos anos, Zac conheceu Fabrizzio Marcenaro, aka Belfegor, e se tornaram grandes amigos. Com o tempo, Fabrizzio, devido seu envolvimento árduo com a produção sonora, tentou diversas vezes convencer Zac a começar a mixar. Por anos o nervosismo dele o impedia, até que comprou uma Controladora de Dj barata e durante as práticas, nasceu o que hoje é conhecido por ANNALAH.

Ao longo de 2015, o projeto era voltado apenas para Dj Set, nem imaginava que ia vir a produzir e muito menos ter a oportunidade de trabalhar em duas labels tão cedo. Todavia, no decurso do ano, Zac foi convidado a tocar Psycore ou Hitech numa festa de aniversário, uma pvt underground localizada a 15min de trem da cidade de Melbourne. Zac descreve este momento como angustiante, pois não se considerava bom o bastante para se apresentar ao público. No entanto, depois de uma hora de “puro pânico” o set havia terminado e se sentia aliviado ao ouvir que foi muito bem recebido.

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Atualmente, em Abril deste decorrente ano, após ver a criação de automatizações em Bassline pelo Belfegor, isso atingiu sua percepção e uma ideia surgiu em sua mente, decidiu que ia começar a produzir.

  • “Highly Technical DarkCore”

Ao iniciar seu processo de produção musical, Zac dedica-se desde o início ao aperfeiçoamento de suas técnicas, com a ajuda de Belfegor, os dois vem desenvolvendo um novo olhar para o bassline.  Nota-se que não se configura um novo gênero ou vertente, apenas um modo de modulação e modificação de kick and bass. Zac conceitua da seguinte forma:

– Apocalyptic Psychedelic (Breaking Point): Ao final do dia tudo se resume ao momento final. São escolhas que você faz, são consequências que você enfrenta. Então viso proporcionar uma experiência psicodélica que irá impulsioná-lo para o momento de “Breaking” (Quebra). Eu sou libriano! Então, eu creio que este conceito reflete meu signo também. Pois você faz algo ou não faz.

Também tenho um animal dentro de mim, lutando para sair. A música representa a luta de controlar o animal para que você possa transcender em plena consciência.

– DeusCore: é um conceito que surge entre mim e Fabrizzio, enquanto tentamos em nossa primeira faixa de versus. tínhamos criado uma linha de baixo que se tornou o motivo “DeusCore”. A ideia é escura, profunda, experimental. Não é mesmo um gênero real ou qualquer coisa, apenas o conceito técnico completo de DarkPsycore.

  • Interação Artística

Annalah é um projeto de Dark Psychedelic Experimental, além de disseminar o gênero Core. Assim, transpassa a dualidade de dia e noite, podendo transitar e ser concebido entre diurno e noturno. De modo a construir e explorar atmosferas de tensão com um bassline ofensivo, propiciando profundos estados alterados de consciência.

Em 10 de Abril de 2016, FRMO foi a 1ª festa que Annalah se apresentou, no Outback australiano. No evento, encontrou seus amigos e celebrou junto a deles esse momento único e prazeroso.

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Fabrizzio Marcenaro (esquerda), Ilan Mosesson (Meio) e Zac Peters (Direita)
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Click da Mãe de Zac!! haha
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Voltando do FRMO

Em Junho de 2016, ocorreu o Transposition Lobby uma festa que reuniu o público psicodélico australiano. O evento emana paz, interação e diversão entre os presente.

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Instalações da Transposition Lobby
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Zac e Fabrizzio

Em 09 de Setembro de 2016, A Psyed by Psyed indoor que aconteceu na MusicMan Megastore em Bendigo, próximo de Melbourne, trouxe uma noite épica de Dark Psychedelic e sua Prole haha difundindo o cenário underground na região.

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“Ventos tempestuosos inflamam brasas, gerando uma força imparável.” – Zac Peters

  • ENTREVISTA:

Sem mais delongas, diretamente de Melbourne, local onde nasceu e vive atualmente, Zac Peters dialoga a respeito de diversos aspectos e envolvimento com relação a música em sua história de vida.

A.M.E – At what moment in your life, did you feel the first contact with the world of music? [Em que momento em sua vida, sentiu o primeiro contato com a música?]

ZAC –  I have been brought up with music since a child, from age 4 I was enrolled into piano lessons, and this continued to around age 10. However, this experience had always seemed forced by my parents and my heart wasn’t truly in piano. At around age 10, I was introduced to Daft Punk’s album ‘Homework’, and this is where my obsession truly began. The engaging loops and samples took my heart! Finding a liking for the more ‘harder’ songs on the album, ie. Rollin’ and Scartchin’ and ‘Rock’n Roll’, I naturally delved deeper into the subgenres and fell in love with the Core genres and hard trance.

[Eu tenho sido educado com música desde criança, a partir de 4 anos de idade eu estava matriculado em aulas de piano, e isto continuou há cerca dos 10 anos de idade. No entanto, esta experiência sempre tinha parecido forçada pelos meus pais e meu coração não estava verdadeiramente no piano. Por volta de 10 anos de idade, eu fui apresentado ao álbum do Daft Punk “Homework”, e isto é onde minha obsessão realmente iniciou.  Os loops envolventes e samples tomaram meu coração! Encontrando um agrado para canções mais “sólidas” do álbum , isto é, “Rollin’ a Schartin’” e “Rock’nRoll”, naturalmente, eu mergulhei mais fundo nos subgêneros e me apaixonei com o gênero Core e Hard Trance.]

A.M.E – What did you fascinate by eletronic music? [O que te fascinou pela música eletrônica?]

ZAC –  What fascinated me about electronic music was the simple majesty of the 4/4 Kick. The amount of energy and power stored in every kick excited me greatly, always begging for the next 32 bars. Also, the way that it is so obscurely tangible has also always intrigued me, I always found it impossible to imagine the production of those synths, but now as I am now producing it puzzles me even more how interactive frequency is.

[O que me fascinou acerca da música eletrônica foi a simples magnificência do Kick 4/4. O montante de energia e potência armazenado em cada  Kick, me exalta extremamente, sempre suplicando pelos próximos 32 bars. Além disso, da forma que é tão obscuramente tangível, também sempre me intrigou, eu sempre achei impossível imaginar a produção daqueles synths, mas agora, como eu já estou produzindo, eles intricam-me, ainda mais como interativa a frequência é.]

A.M.E – How was the beginning of your career? Do you remember where was your first presentation? [Como foi o inicio de sua carreira? Você relembra onde foi sua primeira apresentação?]

ZAC –  My good friend Fabrizzio aka Belfegor had been trying to convince me to start mixing darkpsy, for ages I was too nervous to learn but eventually I bought a cheap DJ Controller and started to practice and create what eventually became ANNALAH.

I started my project as a DJ, I did not imagine that I would end up producing, let alone getting the opportunities to work with two record labels so soon!

I started my DJ project in December 2015,  and after only a little while, a birthday party came up and I was asked to play Psycore or Hitech. Now at this point I was NOT good at mixing 😅, so as you can imagine it was very nerve wracking. I was playing at a underground party in a local parkland around 15 minute train ride from Melbourne City. After what seemed like an hour of pure panic my set was over and I was relieved to hear that it was very well received.

I began producing in early April this year; after watching Belfegor write automations to his bassline, I began to notice how the automisations that he was drawing was affecting it. A lightbulb popped in my head and I decided that I was going to start to produce.

I began to explore Ableton and learn how its basic functions worked, eg. fades, tranpose, and thus naturally my first tracks consisted of all samples except for an Operator bassline that Belfegor taught me to use basically.

[Meu bom  amigo Fabrizzio, também conhecido por Belfegor, tinha tentado me convencer a iniciar mixagem de Darkpsy, por anos eu estava nervoso demais para aprender, mas finalmente eu comprei uma controladora de DJ barata e criar, por fim, o que veio a ser ANNALAH.

Originei meu projeto como um DJ, eu não imaginava que eu ia acabar produzindo, e muito menos ter a oportunidade trabalhar com duas gravadoras tão cedo!

Introduzi meu Projeto de Dj, em Dezembro de 2015, e após apenas um pequeno tempo, uma festa de aniversário surgiu e fui convidado para tocar Psycore ou Hitech. Neste momento, eu NÃO era bom em mixagem L, então como você pode imaginar, era muito angustiante. Eu estava tocando em uma festa underground num terreno, em torno de 15 min de trem da cidade de Melbourne. Depois o que parecia como uma hora de puro pânico meu set estava terminado e eu estava aliviado ao ouvir que foi muito bem recebido.

Eu comecei a produzir cedo em Abril deste ano, depois de assistir o Belfegor escrever automações no Bassline dele, atentei como as automatizações que ele estava desenhando, estavam  afetando-o. Uma lâmpada estalou dentro da minha cabeça e eu decidi que ia começar a produzir.

Iniciei a explorar o Ableton e aprendi como são as funções básicas trabalhadas, por exemplo fades, tranpose e thus naturalmente minhas primeiras faixas consistiam em todas as amostras, exceto por um Operator Bassline que Belfegor me ensinou a usar basicamente.]

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A.M.E – Who were your influences?[Quem foram suas influências?]

ZAC –  My number one influence will always be my brother Belfegor! He inspired me to express myself and learn! If I never met him, I don’t even know if I would of started to make music, I wouldn’t of had the confidence to even suggest it! He inspires my creativity, as I have been brought up with parents that have wanted me to be good at maths and logical things, I can often get caught up in technicalities and loose inspired sound, so if it wasn’t for Belfegor I wouldn’t have any ideas to work. 😛

Coming in second I would have to say Crone. His dark, ambient vibe alongside his killer bassline had me in love with fast and dark psychedelic genres! I remember weeks and weeks where I would listen to Crone’s EP ‘No Hope’ and his Soundcloud non-stop!

[Minha influência número um sempre será meu irmão Belfegor! Ele me inspirou a expressar-me e aprender! Se eu nunca o conhecesse, não sei nem se eu teria começado a fazer música, eu não teria tido a confiança nem para sugerir isso! Ele inspira minha criatividade, como eu tenho sido educado com pais que me queriam para ser bom em matemática e coisas lógicas, posso muita das vezes ser apanhado em tecnicismo e som frouxo fomentado, então se não fosse pelo Belfegor não teria nenhuma ideia para trabalhar 😛

Vindo em segundo eu teria que dizer, Crone. Seu Dark, Ambient Vibe ao lado de seu killer bassline, tinha me apaixonado por gêneros psicodélicos obscuros e acelerados! Relembro de semanas e semanas onde eu ouvia o Ep do Crone, “No Hope” e seu soundcloud sem parar!]

A.M.E – What are the origins of the name “Annalah”? How did you create the Annalah’s Project? [Qual a origem do nome “Annalah”? Como você criou o projeto Annalah?]

ZAC –  Annalah is a misspelling of the word ‘Anala’ which is how the Hindu god of fire Agni is called when he is referred to in the Vasus!

This also is inspired by Belfegor. As I am an Air sign and he is a Fire sign, my Air blows his Sagittarius spark completely out of control causing a cataclysmic destructive force. When a fire burns down the forest, it means new life. And I believe this is true for consciousness as well. You have to destroy what you think you are, to actualise who you REALLY are. This is what I hope my music achieves.

[Annalah é um erro ortográfico da palavra “Anala” que é como o deus hindu de fogo Agni é chamado quando ele é referido em Vasus!

Isso também é inspirado pelo Belfegor. Como eu sou um signo de ar e ele é um signo de fogo, meu ar sopra sua centelha de Sagitário completamente fora do controle, causando uma força destrutiva cataclísmica. Quando se apaga um incêndio na floresta, quer dizer vida nova. E acredito que isso é verdade para a consciência também. Você tem que destruir o que você pensa que é, para atualizar quem você REALMENTE é. Isto é o que eu espero que minha música alcance.]

A.M.E – Does your solo Project occupy a long time of your day? [O seu Projeto solo ocupa bastante tempo do seu dia?]

ZAC –  Depends, mostly I spend time with my beautiful girlfriend Tallulah, and when I’m with her I try to make reasonable time to produce, say maybe 3 hours maximum a day. She supports me in every way possible and loves to see me enjoy myself and experience me evolve through my music. However when I’m with my friend Belfegor, which is often, I will be up all night all day writing music and I’ll turn into a psycore zombie hahaha 😛

But I would say I balance my personal, social, and music life quite well.

[Depende, na maioria das vezes eu passo o tempo com minha linda namorada Tallulah, e quando estou com ela, tento criar o tempo razoável para produzir, digamos, talvez 3 horas no máximo por dia. Ela me apóia em todos os sentidos possíveis e ama ver eu me divertir e experimentar me desenvolver por meio de minha música. Entretanto quando eu estou com meu amigo Belfegor, o que é muita das vezes, estarei acordado toda noite, toda manhã, escrevendo música e transformarei em um zumbi psycore hahaha 😛

Mas eu diria que equilibro a minha vida pessoal, social e a música muito bem.]

A.M.E – What are your hobbies when aren’t working, producing or traveling?[Quais são seus hobbies quando não está trabalhando, produzindo ou viajando?]

ZAC –  Can I say listening to music?? Hahahahaha I think my main hobby would be spending time with people that I love, sounds corny but to be honest there’s nothing else more rewarding in life. I hadn’t really had any hobbies for many years as I had been depressed for quite a long time. So music has really given me the drive to keep moving forward!!

[Posso dizer ouvindo música?? hahahahaha Eu acho que meu principal hobby seria passando o tempo com as pessoas que amo, parece cafona, mas para ser honesto,  não há nada mais gratificante na vida. Eu realmente não tinha nenhum hobby por muitos anos pois eu havia sido deprimido durante bastante tempo. Então a música tem realmente me dado para seguir em frente!!]

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A.M.E – What inspire you in your artist’s life style? [O que te inspira em sua vida artística?]

ZAC –  I spent a lot of my teen years throwing my life away for drugs and instant fixes. It’s taken years of growth and self-actualisation to get myself to where I am now. My music depicts the chaos that is my darkside, and the light that can be found when fear is put aside. My music is a reflection of my journey through my own self.

[Eu passei muitos anos de minha adolescência jogando minha vida fora por drogas e soluções rápidas. Levou anos de crescimento e auto-realização para mim mesmo chegar onde estou agora. Minha música representa o caos que é o meu lado negro, e a luz que pode ser encontrada quando o medo é posto de lado. Minha música é um reflexo da minha jornada através do meu próprio ser.]

A.M.E – Do you know to play some instrument? What? [Você sabe tocar algum instrumento? Qual?]

ZAC –  I can play guitar and keys basically 🙂

[Eu posso tocar guitarra e teclas basicamente :)]

A.M.E – For you, how happen your creative process to create news sounds? [Para você, como ocorre o seu processo criativo para criar novas músicas?]

ZAC –  Up until recently all my sounds were either samples, or very short synths that were stretched and effected. In the last month thought I have only been using synths except for things such as Vocals. I play all my synths with my NOVATION Launchkey Mini 25 key MIDI controller. Such a small basic controller but its knobs and pads have allowed me to intuitively play and record synths throughout the whole track. Everyday I’m learning new techniques, things are making more and more sense as my experience in production goes on.

[Até recentemente, todos os meus sons eram samples ou sintetizadores muito curtos que foram esticados e efetuados. No último mês, pensei que eu apenas havia utilizado synths, exceto para coisas tais como Vocais. Eu toco todos meus synts com meu controlador MIDI NOVATION Launchkey Mini de 25 teclas. Tal um pequeno controlador de base, mas são botões e blocos que me permitiram intuitivamente a tocar e gravar synths ao longo de toda a track. Todos os dias, eu estou aprendendo novas técnicas, coisas estão ganhando mais e mais sentido como minha experiência na produção continua.]

A.M.E – How define your loudness? What do you hope to convey to the people? [Como você define sua música? O que você espera transmitir às pessoas?]

ZAC –  I hope to create a sense of cataclysm that leaves you two options ‘Do or Don’t’. Everything in life comes down to that one moment where you decide whether you do something or you don’t. Whether it’s going for a walk to the park or traumatic experiences, the only person that can take charge of your destiny is yourself. It’s all about the choices you make and the consequences you face. My music aims to force you into a state of ‘breaking’ where you are no longer able to think, and you just DO, to strip the ego and transcend above what is material and leave  your soul naked and beautiful for the world to see.

We need to feel free to express ourselves however we feel fit and not be afraid of other peoples, opinions or perceptions as they are just a reflection of themselves. Because we are light and still a fire burns bright in the darkness of nights….

[Eu espero criar um senso de cataclisma que te deixa duas opções “fazer ou não fazer”. tudo na vida se resume a um momento onde você decide se você faz ou não. Seja está indo para uma caminhada ao parque ou experiências traumáticas, a única pessoa que pode assumir o controle do seu destino é você mesmo. É tudo acerca das escolhas que você faz e as consequências que enfrenta. minha música tem o objetivo de forçá-lo a um estado de “quebra” onde você já não é mais capaz de pensar, e você apenas FAZ, para retirar o Ego e transceder acima do que é material e deixar sua alma nua e bela para o mundo ver.

Nós necessitamos sentir-nos livres para expressar a nós mesmos, todavia nós sentimos aptos a não estar com medo de outros povos, opniões ou percepções como eles são apenas um reflexo de si mesmos. Porque nós somos Luz e ainda uma chama queima brilhante na escuridão das noites……]

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A.M.E – Nowadays, what are your main influences? [Hoje em dia, quais são suas principais influências?]

ZAC –  My main influence these days would have to be Azhalon (BR). His experimentalist style with his kick arrangement has inspired lots of new creative flow.

[Minha principal influência nos dias de hoje teria de ser Azhalon (BR). Seu estilo experimentalista com seu arranjo de kick tem inspirado muitos novos fluxos criativos.]

A.M.E – What are the programs that you use to build your tracks? [Quais programas que você utiliza para criar suas faixas?]

ZAC –  All my tracks are produced on Ableton Live 9.5, but I also use Ableton 9.0 so I can collaborate with others 🙂

[Todas minhas tracks são produzidas no Ableton Live 9.5, mas eu também uso Ableton 9.0 assim eu posso colaborar com outros :)]

A.M.E – Do you like to make experiments when producing or acting live? [Você gosta de fazer experimentações durante a produção ou atuando ao vivo?]

ZAC –  I haven’t had much experience playing live, so I am still learning heaps. It’s just about the confidence, because I know I have the skill and intuition to adapt to the music I am playing and be the master. However, there is no darkpsy/psycore scene where I am so there are not many opportunities to play.

[I não tenho tido muita experiência tocando ao vivo, então eu ainda estou aprendendo um à beça. É apenas sobre a confiança, porque eu sei que eu tenho a habilidade e intuição para adapta à música que eu estou tocando e ser o mestre. No entanto, não há nenhuma cena de Darkpsy/Psycore onde eu estou, por isso não há muitas oportunidades para tocar.]

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A.M.E – What was the presentation that marked you most? Why? [Qual foi a apresentação que mais te marcou? Por quê?]

ZAC –  ‘Imminence’. This is one of the cooler tracks I’ve made and it was also a huge learning curve. I created a heavy attack kick and bassline that drove through the synths and FX and took you on a melodic journey through BPMs automisations. This is really the track where I discovered why I was making music, I was making music to heal.

[“Imminence”. Esta é uma das tracks mais legais que tenho feita e foi também uma enorme curva de aprendizado. Eu criei um attack de kick e bass pesado que atravessou os synths e FX e levou você a uma jornada melódica através de BPMs automatizados. Esta realmente é a track em que descobri porque eu estava fazendo música, eu estava fazendo música para curar.]

A.M.E – What do you think about musical moviments that are arising in Australia? [O que pensas a respeito dos movimentos musicais que estão surgindo na Australia?]

ZAC –  There is a huge psytrance scene in Australia, however it is almost exclusively focused on ‘light’ trance, for example Full-On, Progressive, and ProgPsy, with the darkest hours Twilight and Forest. I have noticed a substantial number of people becoming interested in Hitech these days, so maybe people will start being interested in more experimental Psychedelic music. A lot of psy fans in Australia don’t even consider psycore music, and is very disrespected. So it is hard sometimes to find inspiration. But thats why I have Belfegor! And recently Menterama (Galactic Crew) moved to Melbourne so now we have another friendly face 🙂

[Há uma cena enome de Psytrance na Ausralia, no entanto, é quase exclusivamente focada sobre “leve” trance, por exemplo Full-On, progressive e ProgPsy, com horas mais obscuras de Twilight e Forest. Tenho notado um número substancial de pessoas se interessando em Hitech hoje em dia, assim talvez as pessoas começarem a se interessar por músicas psicodélicas mais experimentais. Muitos fãs de psy na Australia nem sequer consideram música Psycore, e é muito desrespeitado. Por isso, as vezes é difícil encontrar inspiração. Mas por causa disso que tenho Belfegor! E recentemente Menterama (Galactic Crew) mudou-se para Melbourne, então agora temos uma outra face amigável :)]

A.M.E – How do you visualize the progress of underground genres like darkpsy and its subgenres into the Australia? [Como você visualiza o progresso de gêneros undergrounds como darkpsy e seus subgêneros na Australia?]

ZAC –  I think eventually people will delve deeper into darkpsy as the need for something more substantial and personal than Prog or Fullon, which I find to be too commercially based and not enough soul. There is a quite a successful darkpsy party on NYE in Sydney every year, but I have yet to see it for myself.

 [Eu acho, eventualmente, que as pessoas vão aprofundar no Darkpsy como a necessidade de algo mais substancial e pessoal do que Prog e FullOn, o que considero ser também baseada comercialmente,  e não a alma suficiente. há uma parte darkpsy bem sucedida na NYE em Sidney todo ano, mas ainda tenho que ver por mim mesmo.]

A.M.E – What do you think of Australia’s scene electronic? [O que você acha da cena eletrônica Australia?]

ZAC –  I think Australia has quite a good electronic scene, lots of events all the time, of all sorts from psy to techno to dub to glitch! However it is hard to find experimental events, there are lots of breakcore events but I haven’t explored that scene properly yet.

[Eu acho que a Australia tem uma boa cena eletrônica, muitos eventos o tempo todo, de todos os tipos, de psy ao techno, ao Dub, ao Glitch! Entretanto, é difícil encontrar eventos experimentais, há muitos eventos de Breakcore, mas eu não exploro essa cena ainda adequadamente.]

A.M.E – What are your expectatives for the Annalah project? And you as a artist? [Quais são suas expectativas para o projeto Annalah? E você como artista?]

ZAC –  My ultimate goal is to travel the world playing parties and festivals, but all my expectations are to keep producing and keep learning.

[Meu último objetivo é viajar o mundo tocando em festas e festivais, mas todas as minhas expectativas são para manter a produção e continuar aprendendo.]

A.M.E – Actually, what are your biggest challenges? [Atualmente, quais são seus maiores desafios?]

ZAC –  My biggest challenge is my constant movement, I live between my house and my girlfriends house which are on the complete opposite sides of Melbourne!!!!

[Meu maior desafio é o meu constante movimento, eu vivo entre a minha casa e a da minha namorada que estão em completo lados opostos de Melbourne!!!!]

A.M.E – What are you passionate about in life, than music? [O que você é apaixonado na vida, além da música?]

ZAC –  Can I say my beautiful other half Tallulah? She keeps me humble, loyal and on the right path. I couldn’t ask for a greater gift than the heart of someone who loves without condition!

[Posso dizer minha bela outra metade Tallulah? Ela me mantém-me humilde, leal e no caminho certo. I não poderia pedir um presente maior do que o coração de alguém que ama sem condição!]

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A.M.E – What’s new in relation to releases, tours and collabs? [Quais as novidades em relação aos lançamentos, turnês e collabs?]

ZAC –  I am currently working on my first release at the moment! To be released on Galactic Crew (Mexico). I also am working on an EP for sometime next year. No details about tours yet, but it’s definitely the plan! Need to find work to visit other countries 🙂

[Atualmente, eu estou trabalhando no meu primeiro lançamento no momento! Para ser lançado na Galactic Crew (Mexico). Eu também estou trabalahando em um EP para o próximo ano. Não há detalhes sobre tours ainda, mas é definitivamente o plano! Necessidade de encontrar trabalho para visitar outros países :)]

A.M.E – Is there any place you have never been presented and really want to play? [Existe algum lugar que você nunca tenha se apresentado e realmente deseja tocar?]

ZAC –  There isn’t a experimental darkpsy scene in Australia, so I’m not sure about this question, but one day I would love to play major festivals such as Kali Mela and Master of Puppets.

[Não há uma cena de dark experimental na Australia, assim eu não estou certo sobre esta questão, mas um dia eu amaria tocar nos maiores festivais tal como Kali Mela e Master of Puppets.]

A.M.E – An unforgetble moment into the life? [Um momento inesquecível em sua vida?]

ZAC –  Hahahah, that is a hard question!! The first time I drove up the windy dirt road and heard the ‘doof, doof’ in the bush 😉

[Hahahah, Essa é uma questão difícil!! A primeira vez que eu dirigi até a estrada de terra sinuosa e ouvi o “doof, doof” no mato ;)]

A.ME. – Greatful, Zac!!!!! We enjoy so much ❤

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A Mixórdia Coletânea I: Aureum Horologium

A essência de nossa realidade/dualidade: histeria e serenidade; paz e caos são ressonadas e guiadas pelos conterrâneos das terras dos altos BPM’s.

Atualmente, no dia 1º de Agosto do decorrente ano, o Dj produtor austríaco Alex  Dimoiu, também reconhecido por The Mogli, devido seu notório envolvimento com produtores, reuniu faixas de contribuições de novos projetos sonoros da cena underground do mundo. Segundo Alex, a ideia de fazer o álbum surgiu por meio de uma amiga da gravadora Hippyflip, a djane produtora Faina, no momento em que iniciaram um projeto juntos, Nectribus. Além disso, ressalta a ajuda recebida pelos amigos, como a masterização das faixas feitas pelo Nocturne’s Creatures e a realização do lançamento desta épica coletânea pela Label Hyprid Records.

A Hyprid Rec. é uma independente gravadora austríaca fundada por Peter K. (Zhoprenica/Kypernetic) e David M. (Paratax) em 2011, Salzburg. Constituída com o intuito de disseminar música eletrônica de gêneros como Darkpsy, High Tech, Psycore, N.A.P. (New Age Psychedelic) e experimentações em sublimes frequências.

Neste sentido, a label expõe a visão de vislumbrar e recriar novas áreas e aspectos anormais de se desfrutar a música. Afinsal a música é formada de matéria infinita e atemporal.

Particularmente, vejo como fulgor de despertar e incentivo à exploração de frequências e sonidos audíveis ainda não habitados do que vêm para o mundo. O álbum progredi de 180 à 230 BPM’s, difundindo total experimentalismo de estilos elevados da cultura eletrônica underground.

Alex enfatiza que os artistas foram selecionados devido o estilo de produção de cada um, são músicas propriamente intensas, profundas e repletas de energia. Apreciem:

  • Tracklist:

01. Riptide – My Horse is a Raver (180 BPM)
02. Unreal Sign – Psychedelic Teknotizm (185 BPM)
03. Nocturnes Creatures – Aureum Noctis (188 BPM)
04. Audiokidnapping – Fame Bitch (190 BPM)
05. Psylocida – Ouroboros (196 BPM)
06. Lova – Lets Dance (202 BPM)
07. Spakum Hupakum – Corrosive Drops (202 BPM)
08. MantiCore – Growth is pain(ful) (204 BPM)
09. Psyloairlines – Omega (210 BPM)
10. Alien Hardware meets Osiris – Sacred Deathstar (210 BPM)
11. Zhoprenica – Calibrate 1111 System
12. Kontaton – Vortex (215 BPM)
13. Alpscore – Nuway (200-220 BPM)
14. Logic Psycho – Overstimulation (220 BPM)
15. Mirror Me – Aureum Phareum (225 BPM)
16. Aloc – Overlook Hotel (230 BPM)

cover

Obtenha a versão completa:
Hyprid Rec page: http://www.hypridrecords.com/va-aureum-horologium/

The Mogli Bandcamp page: themogli.bandcamp.com/album/v-a-aureum-horologium