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[ENTREVISTA] E agora vamos conhecer o trabalho da Elih-SD Cenografia.

Faaaaala Apreciadores de Música Eletrônica! Jovens antenados no que há de melhor dentro deste universo cósmico, onde vivenciamos coletivamente essas experiências psicodélicas da floresta digital amazônica, que reverbera seus frutos da terra para as abundantes zonas de experimentação artística pelo Brasil. E nessa constante senda artística, vasculhando o arcabouço de artistas da Terrinha, Belém do Pará e Castanhal, encontramos um Apreciador de Música Eletrônica que dedica uma bela parte de seu tempo à prática de montagem de palcos e cenografia para os eventos de eMusic da Região,  Eliabe Santos (Elih-SD – Cenografia). Nascido na cidade de Castanhal e residindo atualmente em Belém do Pará, nosso mano tem se destacado com suas técnicas em Bio Construção nas vibes. Um quase engenheiro sanitarista pela UFPa, vem falar um pouco das sua trajetória em mais uma Entrevista, aqui no Colunas AME. Vamos lá!

A. M. E. – Meu amigo, Eliabe, o que lhe motivou à entrar nessa senda cenográfica no mundo da música eletrônica amazônico?

ELIABE – Quando comecei a frequentar os meus primeiros eventos de E-Music, por volta de 2007, nasceu a vontade de fazer parte dos bastidores deste universo, queria contribuir de alguma forma com a construção de tudo, lembro-me bem o dia em que cheguei cedo em um evento e pude acompanhar a finalização do trabalho da equipe de cenografia, um ambiente onde todos se ajudavam em prol de algo maior, aquilo me fascinou!
Com isso, procurei conhecer mais sobre a arte de decorar, comecei a pesquisar e por volta de 2009 já estava esticando os primeiros tecidos em eventos realizados por amigos, em seguida foram surgindo oportunidades para fazer trabalhos em Belém (capital).

Psychos – Castanhal-PA
A. M. E. – Já trabalhastes ao lado de ótimos profissionais no ramo da ‘decor’, falemos um pouco dessas experiências?

ELIABE – Durante essa caminhada pude trabalhar com inúmeros profissionais, de vários ramos ( pintura, bio-construção e etc), dentre
eles grandes nomes da cenografia nacional, com isso tive a oportunidade de aprender um pouco com cada um deles, em
especial com o Basdos, Danyel Rodrigues ( Psy Decor ) e Liano Dornelles ( Surya Ecoart). Com eles tive meus primeiros

contatos com técnicas de construção, foram as experiências mais importantes que tive.

Tierra Progressiva

A. M. E. – Existem artistas de cenografia, amazônia afora, que lhe influenciam com seus trabalhos?

ELIABE – O Brasil possui muitos profissionais que exploram muito bem a bio-construção e cenografia psicodélica, mas tem uma galera que faço questão de sempre estar acompanhando, entre eles; Surya Eco Art, uma empresa que busca  acima de tudo promover a Sustentabilidade em eventos, através da utilização de tecnologias da bio-construção, do  distrito federal; a Spectrohm arts bio-construçao & cenografia (GO), que sempre lança projetos inovadores  e a SPankartZ Artistic Installations ( SP ), alguns dos “monstros” da cenografia nacional.

Tierra Progressiva

 A. M. E. – Quais os momentos inesquecíveis de sua trajetória?

ELIABE – Carrego vários momentos que marcaram a minha trajetória com este projeto de cenografia, mas sem dúvida o que mais marcou positivamente foi a primeira vez que ele me levou para outro estado.

DJ Iogue no Palco da Quântica

A. M. E. – Quanto tempo, mais ou menos, é necessário para chegar no resultado final?

ELIABE – Isso é bem relevante, varia conforme a dimensão do evento e necessidade do cliente, tem trabalhos que passo 2 dias  construindo, mas também tem os que são necessários mais de uma semana, entre colheita, transporte da matéria prima e a construção.

A. M. E. – Na sua opinião, sentes que o trabalho de bio-construção e decoração é justamente valorizado dentro do movimento?

ELIABE – Atualmente sim, as produtoras estão dando uma maior atenção para a decoração dos seus eventos, estão prezando por qualidade,  até porquê sabem da necessidade de um evento bem estruturado que agrade e satisfaça as suas necessidades.

Victor Olisan na vibe da Quântica Org.

 A. M. E. – Agora tens novos projetos que estão além do trabalho de cenografia. Nos fale sobre essas novas atividades?

ELIABE – Isso mesmo, sempre gostei de me envolver em várias atividades, atualmente estou estudando a arte  das mixagens, uma curiosidade que já tinha há algum tempo mas só agora pude fazer um curso de teoria e  prática onde pude aprender e conhecer mais sobre essa art, tive duas pessoas que me ajudaram/ajudam bastante nesse processo de aprendizagem, sendo eles;  Yula Santos( Aka Zahra)[clique aqui para ler a entrevista com Yula] e Orlando Rodrigues ( Aka DJ Tizil ) proprietário da School Of DJs, que atualmente vem formando DJs que estão se destacando no cenário local.
A minha estréia aconteceu em novembro de 2017, foi incrível, pela 1º vez soube a sensação de estar no palco e não só construí-lo (kk).

Eliabe mixando na vibe VilaTrônic – Vila dos Cabanos 2018

A.M.E – O seu trabalho já lhe levou a participar de eventos fora do estado?

Eternity – MA

ELIABE – Já tive a oportunidade de participar de um Festival – Eternity Festival, no estado do Maranhão, onde, ao lado do André Diniz, realizamos a construção de 2 pistas. Outras oportunidades já apareceram, mas na época não tinha a disponibilidade de tempo necessária para poder realizar a viagem e participar do evento.

Eternity Festival – MA

A.M.E – Castanhal tem muitos recantos ainda não explorados, lembra de todas as festas que já tiveram na cidade?

ELIABE – O cenário eletrônico em Castanhal ganhou um forte destaque devido aos seus picos, bem natureza, geralmente com igarapé e muita sombra.
Difícil recordar de todos os eventos que já foram realizados na cidade, o movimento começou por volta de 2004 e vem crescendo a cada dia.

Intervenção Artística na Shamanic, vibe realizada pelo Eliabe;

A.M.E – Onde pretende chegar com seu trabalho?

ELIABE – Onde ele me levar, irei!

A.M.E – Fale sobre o Projeto E-Music em foco, quais seus objetivos?
ELIABE – Esse é um projeto que surgiu por acaso, ao buscar registros em video de alguns djs que tinha interesse observei a falta destes arquivos na rede, com isso comecei a registrar com meu aparelho celular, depois dos eventos recebia mensagens  dos amigos DJs procurando por algum video, até que em janeiro de 2015 surgiu a ideia de criar a fan page e um canal no youtube, hoje tenho mais de 100 registros.
Com o grande número de visualizações notei a necessidade de investir em qualidade audio/visual, com isso, há pouco tem

realizei a compra de alguns equipamentos ( que ainda estou aguardando a chegar), com a finalidade de obter um pouco mais de qualidade nos registros lembrando que isso tudo muito amador.

Eliabe registrando para seu projeto E-music em foco

Fanpage: E-Music em Foco!

.A. M. E. – Para finalizar, qual mensagem você deixa para nossos leitores, e aos que estão entrando agora nessa cultura?

ELIABE – 
Então, quero apenas alertar sobre um problema que tem acontecido nos eventos; a grande produção de resíduos sem descarte adequado, quero deixar aqui em forma de apelo para que todos tenham mais um pouco de educação e principalmente respeito para com o Solo Sagrado, aí galerinha, pista não é lugar de lixo, vamos nos conscientizar e dar o destino final adequado para o resíduo que geramos durante o evento.

Shamanic, em Castanhal. Visão noturna da projeção no Palco.

…….

E aqui terminamos mais uma matéria com nossos queridos conterrâneos artistas amazônicos! Compartilhem esta matéria com seus amigos e chamem mais pessoas para ler! Enjoy!

 

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Conversamos com Dyo Anderson em mais uma de nossas entrevistas!

Xama na Alta Apreciadores de Música Eletrônica!!

Estamos de volta para mais uma matéria envolvendo nossos artistas da cultura eMusic amazônicos, e agora vamos conversar com Anderson Dyo Carvalho, DJ de longa data e um dos produtores da XTR.  Dyo faz aniversário na data desta presente publicação (PARABÉNS MANO!!) e vai comemorar na próxima vibe do núcleo em questão, com a segunda edição de uma das festas que marcou a história deste núcleo, a Xuxa Tinha Razão – A Magia do Circo.

Flyer da Festa de Sábado 14/04

Com uma extensa história junto às mixagens musicais, desde as épocas que os discos de vinil ainda eram fabricados, Dyo vem acumulando uma vasta experiência em nosso cenário e em outras partes de Brasil, tovando, produzindo eventos, representando o Pará na composição de line-Ups de festivais de música eletrônica. Bora conversar um pouco com ele!

A.M.E. – Mano, nos fale mais da sua trajetória, do início até aqui. (aproximação com música, aproximação com a cena, como surgiu o Dyo que toca nas raves.)

Dyo – Tohany, por incrível que pareça cresci dentro do rock. Meu pai e muito fã de certas bandas como Pink Floyd, Led zepelin, AC&DC, Guns’N’Roses, então tinham reuniões em casa com seus amigos e eu ficava no meio dessa PVTs (rsrsr).

quando eu tinha uns 11 ou 12 anos eu comecei a ouvir mid house, era ouvinte de um programa da 100.90 Chamado Hot mix Dj consagrado chamado Euclides coelho, ele gravava programas ao vivo todas as sextas na conselheiro Furtado perto do colégio Santo Rosa, e eu tive a felicidade de estudar no ideal, então eu faltava algumas aulas só pra ve lo mixar, e muitas das vezes por estar com uniforme da escola ele mandava eu ir embora (hehe.)

Nessa época eu jogava muito vídeo game na Duque e conheci um amigo Chamado Paulo, ele tinha um par de tocas disco de correia da marca CCE, então eu ia muita a sua casa para poder aprender a mixagem e logo, com o meu amigo de infância Andre compramos um par desses CCE e uma caixa de discos e começamos uma brincadeira que aos poucos fomos levando à sério.
Os artistas da época que comecei a tocar nas festas de bairro era uma levada de tecno e musica pop, que tocava muito na jovem pan, foi quando passei a gostar desse estilo e o DJ da rádio já era o grandioso Halden Boy, ele tocava Paul Van Dik, Áqua, The Tamper, e depois viramos parceiros de cabine em algumas boates.
 
Aos 17 anos, junto com o Rogério Vaz conhecemos o Dj Sérgio Montinho, eu ia muita ao seu estúdio na Marquês próximo à Mauriti, e lá eu comprava as musicas. Lembro também que nessa época eu conheci o DJ do momento chamado Fábio Amaral, ele era residente da Pavam Disco Club, me viu gravando um CD mixado ao vivo no estúdio e me convidou pra conhecer a boate, e comecei la sendo iluminador, e algumas vezes ele me dava um canja (que era o memento de mixar algumas musicas) depois de alguns meses comecei a tocar na boate subterrânea que era considerada a segunda pista.
Então, foi de forma brusca, eu tinha tocado em varias boates como  Pavam, Palácio dos Bares, Spectrum, Rithymus, Go, Submarine; quando tive um desentendimento com um dos proprietários e resolvi parar de tocar, então estava surgindo a Xuxa Tinha Razão, um dos Idealizadores sempre foi o Ricardo Fofuxo que sempre me convidava pra fazer partes dos DJs, mas eu não curtia a cena underground ainda, não conseguia entender a essência da musica, o que ela transmitia. Até que em 2002 comecei a ir para as festas e lembro até hoje que fui no parque dos igarapés na festa do Emir, uma PVT e daí passei a frequentar direto. Aos poucos fui entendendo a musica, gostando e até hoje estamos aí, queria gostar menos (hehhe)!
 

o que me chateava nessa época quando comecei a tocar nas vibes era que todos falavam esse é o Dj irmão do fofuxo ou ricardo, mas nunca me chamavam pelo nome, o reconhecimento só veio em 2005 com um remix que eu fiz junto com o Ganjasonic da musica ilariê da Xuxa.



A. M. E. – Quais foram seus melhores momentos?

Dyo – Depois que eu fui descoberto pelo Festival Ganesha de Foz de Iguaçu as portas abriram nacionalmente, convite do UP (Universo Paralello), Resistência MainFloor, que estávamos conversando a tocada, mas não poderei mais ir. E o último que recebi convite foi Kranti, mas por motivo de força maior tive que cancelar e dar oportunidade pra amigos daqui de Belém que vão nos representar muito bem!

 

A. M. E. – Quanto a Cena local, qual sua visão do presente momento?

Dyo – A cena hoje está, na minha visão, muito bagunçada. Vejo que pessoas lidam como amadores, pensam que um CDJ, um sítio e DJ vai ser uma vibe, e não é assim. A festa tem que ter planejamento de no mínimo 5 meses e de pessoas que tenham consciência que tem pessoas trabalhando, artistas, colaborador da limpeza, bar, caixas, segurança, porteiros, bilheteria, ou seja, tem um conjunto de pessoas pra liderar, e lidar com muitas pessoas, a muito tempo, mesmo sendo festa não é fácil..

A. M. E.  – Quais os desafios atuais da Cena para o produtor de eventos eMusic?

Dyo – Hoje o maior desafio do cenário Paraense é organizar e diferenciar as festas verdadeiras das fraudes, não que nenhuma pessoa possa fazer festa, mas organize e saiba que tem deveres e obrigações.

A. M. E. – Nessa caminhada quais foram e quem são as pessoas importantes pra você e pro cenário cultural da eMusic daqui?

Dyo – A pessoa mais importante na minha vida Artística foi meu irmão, pra quem não sabe é um CEO da XTR, chama se Ricardo Junior, mais conhecido como (fofuxo). Foi ele que me chamou pra essa cena, pois Aqui pra nós eu não curtia (hahahah), mas hoje te digo que a parceria mais fechada que eu tenho é o DJ Lincon, a gente se entende e nunca se enganou, somos irmão de coração mesmo e estamos juntos à frente hoje da XTR. E as mulheres mais lindas que me dão Forças são a Lya e Carmen (minha mãe).

A. M. E. – No seu case atualmente o que podemos encontrar?

Dyo – Meu case hoje é muito amplo, não trabalho só com projetos conhecidos, trabalho com projetos novos que nem tem muita visibilidade, pois acredito em potencial, se o DJ faz uma track massa e essa track tem uma expectativa que o público pode aceitar eu vou e arrisco tocar, um exemplo de produtores que eu toquei muito foram Undercorver, Blastoiz, Avalon. Hoje tenho no case Mentsouste, Mazzodelic, ChikoDelic, entre outros.

A. M. E. – Qual sua história com produção de eventos?

A produção veio em 2006 com o convite do Thiago Viana fizemos algumas edições da Paradise, salve me em engano foram 3 edições, foi uma experiencia massa. Hoje ajudo o Fofuxo, Lincoln e João com umas festas, por exemplo XTR, Orion, Advanced Music e Tierra Progressiva com a Wanessa Lid.

Na Tierra eu fiz uma trabalho massa ano anterior com a Wanessa e a equipe do Dhuene e a festa foi sucesso e muito linda.

Fiquem ligados em meu Soundcloud:

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Dyo vai comemorar seu aniversário nesta sábado na edição 2.0 da Xuxa Tinha Razão – A Magia do Circo. Os Ingressos estão custando R$40,00 antecipadamente, se adiantem!

Feijoca, Quatro anos de inesquecíveis celebrações

Saudações da floresta, nobres apreciadores! Voltamos a apresentar nosso trabalho e reiniciando, mesmo que lentamente, nossas postagens.

E agora, em mais uma edição do Colunas Apreciadores de Música eletrônica, Trazemos até vocês mais uma matéria, desta vez falando do encontro mais underground de Belém, a tão conhecida Feijoada Eletrônica, que neste Domingo, dia 03 de Setembro, comemora 4 anos de muita psicodelia e celebrações marcantes.

Acontecendo uma vez por mês e acumulando históricas edições, este evento vem crescendo positivamente em nosso cenário. Em 4 anos, vários lugares diferentes, e até edições fora da região metropolitana já foram realizadas.

Muitas pessoas conheceram-se nesse evento, assim como muitas pessoas tiveram seu primeiro contato com uma vibe eletrônica indo na feijoada. Palco de diversidade, onde a tecnologia de som, iluminação e vídeo mapping se misturam juntando uma pista de dança que não fica um minuto parada, em alegria e celebração. A noite, os malabares de fogo se acendem e mais um brilho se eterniza. Sempre trazendo variedade no line up, abre espaços para novas apresentações. Um lugar onde a flâmula da paz é erguida e balança entre os presentes.

A Feijoada Eletrônica vai completar quatro anos e então resolvemos conversar um pouco com eles, e quem responde é o DJ Lincoln Rabelo, um dos CEOs desse maravilhoso evento, que também é um excelente DJ [Já entrevistamos ele, lembram? Vejam aqui!]. Vamos lá e conheçamos um pouco mais sobre a Feijoca!

Olha eu ai!

A.M.E. – Quantas edições a Feijoada Eletrônica já realizou?

Lincoln – Dia 03 de setembro estamos completando 48 edições.

A.M.E. – Qual a maior quantidade de público já alcançada?

Lincoln – De todas as edições, a que alcançamos o maior número de público, foi ano passado em comemoração aos três anos de evento. Esperamos bater esse recorde nesta edição em comemoração aos quatro anos.

A.M.E. – Quantos Djs já tocaram na feijoada?

Lincoln – Esta não é uma pergunta em que tenhamos uma resposta exata, mas tenho orgulho em dizer que sempre abrimos as portas cada vez mais, para que novos artistas venham ter a satisfação de poder mostrar seu trabalho em nosso palco.

A.M.E. – Já trouxeram quantas atrações?

Lincoln – Quando comemoramos um ano de evento, demos preferência em fazer um line up com as pratas da casa. Foi uma forma de retribuir aos DJs, que ao longo do tempo, estiveram junto conosco nos dando apoio. A partir da segunda edição, começamos a trazer atrações de fora para abrilhantar mais o evento e proporcionar uma experiência nova ao público. Tivemos a satisfação em ter, nada mais nada menos, que o live de um artista brasileiro que dispensa apresentações, Zumbi (Vagalume Recs). Nossa terceira apresentação foi o paraibano Aramis Venâncio, com o projeto Frenetic. Agora, nesta edição em comemoração de quatro anos, temos a felicidade em ter no nosso palco, um DJ que já é de casa e que o público sempre curtiu todas as suas apresentações, Dj Xamã (Vagalume Recs).

A.M.E. – Descreva seu sentimento em relação à esta realização.

Lincoln – Cada edição os sentimentos se renovam. Há uma mistura de muitos sentimentos bons, ainda mais, quando olho pra trás e vejo que o público entendeu a nossa proposta. Eu sempre tive vontade de fazer algo onde pudéssemos proporcionar o encontro de todos os amantes da e-music pelo menos uma vez por mês. Sempre vejo outros estilos musicais fazerem um tipo de evento desses e me veio a cabeça de formatar algo. A ideia era de fazer um encontro com todas as pessoas, que de alguma forma tivessem algum tipo de envolvimento. Dj’s, produtores de eventos, produtores musicais, familiares e amigos desses que trabalham no segmento, etc. E aí estamos hoje proporcionando os melhores momentos nas vidas das pessoas com muita paz, alegria e muita música de qualidade.

A.M.E. – quais foram as maiores dificuldades para estabelecer a feijoada mensal?

Lincoln – Graças a Deus não tivemos muitos problemas em estabelecer nosso calendário anual. Como disse agora pouco aí em cima, o público entendeu perfeitamente que uma vez no mês, é o suficiente para que tenhamos um evento íntegro. A intenção é não saturar! Nosso evento sempre foi regularizado perante as leis que determinam o acontecimento do mesmo. Queremos ter o prazer de festejar está data de aniversário por muitos longos anos.

A.M.E. – Quais voos a feijoada a inda pretende nos lançar?

Lincoln – Temos muitas coisas em mente para o futuro. Fomos pegos de surpresa quando recebemos o primeiro convite para realizarmos uma edição fora de nossa cidade. Logo após este convite, vieram outras propostas e até que fomos à ilha do Marajó. Foi um marco para nós, poder realizar para outras pessoas que não tinham a menor noção de como era nosso evento. E os convites não param de chegar. O nosso maior desafio vai ser feito em outro estado. Logo logo vocês ficarão sabendo. É o que posso adiantar.

A.M.E. – Qual a mensagem da feijoada para seu público?

Lincoln – Quando idealizei todo o projeto em minha cabeça sabia que teria que ter os parceiros certos. Afinal não chegamos a lugar nenhum sozinho. Hoje em dia não temos mais em nosso time o Dj André Sat, que por motivos de trabalho teve que se mudar de Belém, mas ele foi uma das peças que não poderia deixar de frisar. Com a saída dele, Stefan entra no projeto. E já tínhamos Rogério Lima e Victor Gama. Nosso intuito sempre foi chegar onde estamos agora. Dar alegria ao nosso público. Mostrar um ambiente no qual só se tenha amor, paz, respeito pelo próximo, todos os sentimentos bons que temos em nossos corações. Por isso a feijoada não tem um estereótipo, simplesmente é um encontro para todos que amam a e-music e que queiram um ambiente agradável. Nossa mensagem para nosso público é: Continuem levando sempre toda essa energia positiva, que cada um de vocês despejam e que torna cada edição mágica. Por isso somos protegidos por um campo de força produzido por cada um de vocês que ali está. Sejam todos bem vindos a mais uma comemoração de aniversário da Feijoca.


E aqui encerramos mais uma matéria no Colunas AME. Espero que tenham gostado e não esqueçam de compartilhar com seus amigos, e dar o seu gostei aqui em baixo no fim da pagina. Um forte abraço, até a próxima!

Nos vemos na feijoada!

Porque temos de respeitar a palavra Festival?

Quando se trata de música eletrônica, a palavra “Festival” é um adjetivo de suprema importância, que deve ser seguido à risca. Pois os Festivais de Música Eletrônica são expoentes dessa cultura. Eles servem de exemplos e não podem ser confundidos com as festas rave. É muito importante refletirmos esse ponto. Um Festival de Música Eletrônica é um encontro de artes e culturas alternativas, uma festa rave é também esse tipo de encontro, só que com bem menos artes e culturas alternativas.

Quando um anúncio diz “Festival tarará” a gente pensa logo em no mínimo 3 espaços em pleno funcionamento: Pista principal, Chill out e Espaço Cultural. Numa delas vai estar rolando apresentações musicais, na outra também mas para relaxar e na terceira desenvolve-se cultura, aquilo que acontece longe das pistas e levaremos para nosso dia-a-dia, vem com a gente da vibe, interiorizado, que podem ser conhecimentos, aprendizados, saberes, vivências, produções manuais, etc. E não podemos esquecer os espaços de cura que são muito importantes nas atuais circunstâncias de nossas sociedades e planeta.

Espaço de Cura em Festival de Música Eletrônica

Então pede-se respeito quando se for usar esta palavra que adjetiva algo que é tido quase como sagrado para os amantes dessa cultura da música eletrônica. Já compartilhamos aqui uma matéria que abordava o assunto. Temas como espiritualidade, diversidade cultural, identidade e consumo consciente, geralmente são abordados de maneiras intrínsecas e extrínsecas, desde a manifestação desses conhecimentos na montage do todo no festival, à  proliferação desses saberes dentro do festival. Festival é uma palavra que carrega uma gama de princípios norteadores de nossos paradigmas atuais no planeta. Festival, geralmente é um evento que buscar ser consciente de si mesmo e do todo que  o circunda. Tem essência trance envolvida.

Chill-out do #UP13. Tão essencial que crianças brincam.

Vemos então que o mal uso dessa palavra em eventos de pequeno porte, festas raves, não fazendo jus à magnificência do termo, causa uma comoção negativa e danos à comunidade trance ao banalizar o termo.

Não basta apenas a pista de dança, é preciso de áreas fora dali para desenvolvermos as ideias.

É nesse sentido que buscar compreender os significados profundos que norteiam essa cultura podem gerar maravilhosos resultados com o público consciente ao satisfazer a essência que buscam, e com o público não consciente ao trazer a experimentação de vivências que podem mudar suas vidas para a melhor.

Lembre-se de quem você é! Essa é sua essência!

Lembremos, festas rave não Festivais de Música Eletrônica. No Brasil e no Mundo podemos ver os festivais. Zuvuya Festival, Kundalini, Krant, Universo Paralello, Respect, Ressonar, Pulsar, Mundo de Oz, são exemplo brasileiros, dentro outros. Ozora, The Lost Theory, Boom Festival e The Midnight Sun, são exemplos internacionais. Observá-los é buscar baluartes que norteiam os sonhos. E para os produtores, tê-los como exemplo é sempre um bom caminho para boas realizações.

Essa é a mensagem que eu gostaria de passar para vocês sobre respeitar este adjetivo que é a palavra ‘Festival’, quando se tratar da cultura da música eletrônica e as culturas alternativas. Aho!

A Mixórdia Coletânea II: Prophets Of Destruction

Mictlan ou Inframundo… era o submundo da mitologia Asteca pelo qual, arduamente, a maioria das almas humanas peregrinavam em direção ao extremo Norte, rumo ao tormento de provações em nove níveis distintos. Alfim, alcançar a Paz da eternidade.

Recentemente, em 2 de Março, A Infernal Family Crew lançou seu primeiro mefistofélico V.A., compilado pelo mexicano Czar Psikcopata, manager da IFC, e pelo dinamarquês Snuratekk, artista nato, produtor musical e designer.

Mathias Christensen (aka Snuratekk) atua na cena underground da Europa desde 2004. Sendo proprietário da Sonic Contrast Beings – Record Tribe onde dissemina novos artistas psicodélicos e promove suas artes. Além da SnurArt Design que produz diversas peças de roupas customizadas.

Segundo Mathias, não houve nenhuma seleção de track ou manipulação na criação dos artistas. Apenas foram invocados… A ideia é que todos se sintam livres para a mais pura expressão. Sendo assim, todos guiem o caminho da história.

O V.A. é repleto de frequências experimentais sutis, fractais oblívios de obliteração, atmosferas perturbadoras e diabólicas que induzem a pessoa a extrema histeria ou contemplação em meio ao caos.

Prepare-se para aniquilação de sua percepção acerca de bpms!!!

Creepy Track List:

1. Ra – Horror (xxx bpm)

2. Cosmic Wizard – Monita De Guayaba (205 bpm)

3. Bhassam – Island Of The Dolls (xxx bpm)

4. Multikhauzal – Agares (xxx bpm)

5. Audionimus – Sasfire (220 bpm)

6. MinDelve – Secret Basement (300-xxx bpm)

7. Belfegor – Daemoniorum (222 bpm)

8. Azark – Mortuus Inferni (215 bpm)

9. Dravna – Destruction Is A Form Of Creation (260 bpm)

10. Khorshid – Just My Imagination (xxx bpm)

11. Annalah – Perversion Of The Virgin (215 bpm)

12. ShamoOrtee – Beauty Macrocosom (245 bpm)

13. Snuratekk – Alfablòt Ritual (20/460 bpm)

14. Dajjal – Dimension Of Darkness (220 bpm)

15. K-Owl – Whispercraft (xxx bpm)

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Versão completa:

Infernal Family Crew Bandcamp Page: https://infernalfamilycrew.bandcamp.com/

GoaTribe realizará sua Confra com a Festa dos Gnomos

Agora parando para observar os evento em nossas ribeirinhas terras amazônicas, chegamos às renomadas GoaTribe, que neste mês de janeiro fará a sua Festa dos Gnomos, Reunindo diversos núcleos atuantes no cenário da música eletrônica em Belém do Pará. Serão mais de 15h de festa, iniciando a tarde e entrando pela noite, onde habilidosos guerreiros das Pick-ups farão suas apresentações.

Os núcleos mais atuantes em nossa Cena foram convidados à dar o ar de suas graças, além disso tudo, ainda teremos a visita do Live de Psytrance Mental Control que fará sua apresentação na confraternização. A GoaTribe que este ano completará 8 anos de existência, contribui com o movimento da Cena de música eletrônica do norte do País, suas festas remontam memoráveis momentos que serão celebrados da melhor maneira em seu próximo evento.

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Em uma rápida entrevista com Thiago Viana aka Tinick [Entrevistamos ele, lembram?], um dos organizadores do evento e CEO do núcleo GoaTribe (GT), ficaremos por dentro do intuito do grupo para com seu público, das dificuldades que enfrentam na atual cena local e outras curiosidades da história dessa Org.

Enjoy!

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Flyer Oficial da Próxima GT.

A.M.E. – Quando foi a primeira GT?
THIAGO – A primeira GT foi num inesquecível 4 de Julho de 2009.


A.M.E. – De lá pra cá quais as principais mudanças?


THIAGO –
As principais mudanças foram nas inovações, na criatividade de se fazer um evento realmente diferente envolvendo a cultura Trance.
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GoaTribe 3.
 A.M.E. – O que a org da GT busca oferecer para seu público?

THIAGO – 
A GT busca oferecer um evento diferente e seguro, cheio de detalhes que não se vê normalmente. Algo pra encher os olhos e fixar mais o entendimento do que é esse tipo de festa no segmento e ampliar o conhecimento de estilos vindos de Goa.


A.M.E. – Quantos anos e quantas festas tem o Núcleo GT?

THIAGO – O núcleo GT iniciou seu trabalho oficialmente na PVT Pulso em Dezembro de 2016, e participamos já de outros eventos, com destaque para o casting completo na Insanity Confra 3.0.

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GoaTribe 6 – Ato 2 Trilogia dos Deuses.

A produtora GoaTribe existe desde Julho de 2009. Na nossa confra do dia 21 será a 10ª festa. Paramos de Novembro de 2010 até Fevereiro de 2014, pois eu estava bastante focado em outros projetos e eventos de grande porte na cidade, mas a saudade bateu em 2011 e apresentamos o projeto para vários produtores, sem sucesso e interesse. Onde conseguimos de fato ver alguém que acreditasse em tudo foi só mais tarde. Hoje várias pessoas nos procuram para fechar parcerias, fazer eventos e sociedade, mas a fidelidade 100% fica com quem acreditou na ideia, meu amigo e irmão Robson Ribeiro.

A.M.E. – Destes um time de produzir evento mas não parastes de trabalhar no ramo, certo?

THIAGO – Sim! Foram alguns anos em que cresci divulgando eventos, fazia um trabalho único e era um evento atrás do outro, portas se abriram para eventos fora da E-Music. O tempo ficou curto e decidi voltar com a GT, quando vi que muita coisa que eu via errada, ou que queria testar mas só poderia fazer no meu próprio evento pela liberdade. Se é uma opinião quase geral de que a GT sempre inova, e provou isso de 2014 pra cá, foi com muitas ideias simples e criativas que foram crescendo, mas sem autorização para fazer em outros eventos. As pessoas não acreditavam, não me davam ouvidos. Hoje tenho a felicidade de dizer que 80% dos eventos da cena procura a Pulso para fazermos a divulgação dos seus eventos, pois viram na GT coisas que antes muitos não tinham pensado ou não tinham coragem de fazer.

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A vibe que não rolou. [Arquivo GT]
A.M.E. – Quais as dificuldades que a GT encontra na Cena cultural de Música Eletrônica Local atualmente? 

THIAGO – As dificuldades que encontramos estão relacionadas aos locais para realizarmos os eventos, pois não há uma vasta variedade dentro dos critérios Legais e o difícil entendimento do público na questão comportamental, não só dele dentro dos eventos mas nas exigências, pois muitas produtoras realizam seus eventos de maneira irresponsável onde às vezes da certo, e o público entende que a forma como acontecem esses eventos é viável, Legal e normal. Quando não atendemos a essas exigências ficamos em uma difícil situação de relação com uma pequena parte do público da cena.

A.M.E. – Sem estragar a surpresa, o que nos aguarda nesta próxima GT?

THIAGO – Vocês podem aguardar mais uma vez aquele impacto de encher os olhos. Sentir a energia do que é nossa festinha que contagia todos de uma forma que funciona como se fosse uma engrenagem para fazer tudo funcionar. Às vezes o palco ta lindo, som perfeito, decoração encantadora, DJs arrebentando, mas a festa não tem vibe! E é disso que vamos atrás, da vibeeeee!!

Obrigado AME, aguardamos um grande ano e vem aí parcerias da GT com esse canal tão cheio de conteúdo inteligente que todos deveriam ler.

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É isso ai, gratidão pela oportunidade de mostrar um pouco mais do que rola por aqui. E à vocês leitores, nos vemos na confra!

Saquem essa energia!

A.M.E. Entrevista Alien Forest

Sempre explorando o universo Amazônico da Música Eletrônica, vou buscando nas matas adentro as pistas de inteligências impressionantes. Inteligências alienígenas que por aqui passaram deixando seus rastros no comportamento musical e nas sonoridades psicodélicas e atmosferas dançantes de elevadas batidas por minuto. E representando parte do segmento musical noturno, trabalhando seja com o Forest Trance, ou com o Dark Trance e Psycore, Thúlio Barreto, assume os pseudônimos de Alien Forest e Milº. E assim sendo, vamos fazer algumas perguntinhas a fim de conhecer mais sobre este enérgico ser da floresta.

A.M.E. – Como iniciou sua trajetória com a música eletrônica?

Thúlio – Meu interesse peIa mixagem começou quando vi queo que eu gostava não estava presente nas festas em Belém. O interesse em aprender a tocar veio junto com o interesse em fazer festa, pois um completaria o outro. No ano de 2014 por volta de abriI, eu, juntamente com Kássio Porto e Barbara MeIo, resolvemos criar uma festa voltada para sons noturno, pois curtiamos o estiIo e tinhamos que viajar para poder curtir uma festa do tipo, surgindo assim a Floresta Amazônica Org., ao mesmo tempo, eu e Kássio, nos inscrevemos em um curso de mixagem para aprender a tocar e tentar difundir aquiIo que gostamos, o resultado foi super positivo, hoje temos (em Belém) outras festas voltadas para o estiIo e muitos djs que optaram por tocar as vertentes noturnas.
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Logo: Floresta Amazônica.org

A.M.E. – Como você define os sons que cultivas em seus dois projetos, Alien Forest e 1000º?

Thúlio: Comecei com o Mil°, onde eu tocava sons acelerados, HiTech, Dark e um pouco de PsyCore. Fazia mudanças de Bpm’s bruscas onde causava a confusão mental através de suas variações de aceleração, além de escolher músicas com quedas e ambientações bem longas. Percebi que os produtores (de evento) tinham uma certa dificuldade de aceitar e até mesmo entender aquilo (ahuahuahu )então mudei o foco é criei o Alien Forest, onde sigo a linha do estilo Forest, e procuro sempre músicas diferenciadas, com sons bastantes psicodélicos,  sons florestais, bastante sintetização e introspectivos, muitas variações de batidas e com bastante quedas durante as músicas ( características que trago do outro Projeto Mil°).

Descrevendo em uma narrativa o Alien Forest “Cria uma atmosfera e ambientação bem densa, conduzindo sua apresentação em uma sonoridade com linhas de baixo marcantes que variam todo o tempo, levando a introspecção da mente. Com sons Alienígenas e Florestais ao mesmo tempo, conduz a mente ao transe e a euforia do momento ao mesmo tempo.”

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Alien Forest

A.M.E. – O que vamos encontrar em seu case?

Thúlio – sempre segui a Iinha da Parvati Records (Derango, Farebi JabeIi, Nargun, EIowinz…) hoje procuro bastantes musicas com a pegada diferenciada, com baixos diferentes, e que se modificam durante a musica. Hallucinogenic Horses, Uttu, Pandoras Box, Hutti Heita, etc…

A.M.E. – Em busca de experiências, quais eventos e festivais pelo Brasil você já frequentou e o que busca aprender com eles?

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Sansara Festival 2013

Thúlio – Zuvuya, Universo ParaIeIIo, Ressonar, FestivaI Fora do Tempo e muitos outros. Procurando sempre extrair o meIhor, troca de Culturas, experiências, pensamentos, energias, e agregar valor ao mesmo da mesma forma.

A.M.E. – Como está sendo a experiência com produção de eventos na Capital Paraense?

Thúlio – Falando como pessoa, me sinto realizado, pois depois de dois anos que comecei nesse ramo, vi muitas coisas crescerem: a qualidade das festas, a diversificação sonora, intervenções artísticas, decoração, e vi também o crescimento do público. Hoje eu acredito que no Brasil inteiro, não há nenhuma cidade que viva atualmente a música eletrônica como em Belém, se parar para ver, quase todo o fim de semana tem pelo menos 1 festa voltada para o segmento, coisa que a anos atrás era raridade. Hoje em dia pode se dizer que há um certo tipo de banalização, infelizmente é essa a melhor palavra à ser usada. Como em uma música do Charlie Brown Jr diz: “muita gente tem forma, mas não tem conteúdo “.

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Floresta Viva 30/09/2016
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Árvore da Vida 24/09/2016

A.M.E. – E quanto aos seus projetos, o que vem por Quanto aos seus projetos, o que vem por ai de novidade?

Thúlio – Novidade é sempre pesquisar, sempre modificar algo, adaptar outro e seguir suas idéias, sou meio chato com isso, tenho minhas idéias formadas e tento transmiti-las quando estou tocando, afinal, somos o que transmitimos, e eu transmito o que acredito.

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A Xuxa Tinha Razão, Lincoln B-Day 2016

A.M.E. – Deixe uma mensagem para seus ouvintes e nossos leitores.

Thúlio – O desconhecido as vezes pode se tornar o novo. Não tenha medo de mudanças, as vezes elas vem pra melhor, só sabe disso quem vive experiências novas, saia de sua rotina e abra sua mente ao novo.

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