Arquivo da categoria: Opinião

Porque temos de respeitar a palavra Festival?

Quando se trata de música eletrônica, a palavra “Festival” é um adjetivo de suprema importância, que deve ser seguido à risca. Pois os Festivais de Música Eletrônica são expoentes dessa cultura. Eles servem de exemplos e não podem ser confundidos com as festas rave. É muito importante refletirmos esse ponto. Um Festival de Música Eletrônica é um encontro de artes e culturas alternativas, uma festa rave é também esse tipo de encontro, só que com bem menos artes e culturas alternativas.

Quando um anúncio diz “Festival tarará” a gente pensa logo em no mínimo 3 espaços em pleno funcionamento: Pista principal, Chill out e Espaço Cultural. Numa delas vai estar rolando apresentações musicais, na outra também mas para relaxar e na terceira desenvolve-se cultura, aquilo que acontece longe das pistas e levaremos para nosso dia-a-dia, vem com a gente da vibe, interiorizado, que podem ser conhecimentos, aprendizados, saberes, vivências, produções manuais, etc. E não podemos esquecer os espaços de cura que são muito importantes nas atuais circunstâncias de nossas sociedades e planeta.

Espaço de Cura em Festival de Música Eletrônica

Então pede-se respeito quando se for usar esta palavra que adjetiva algo que é tido quase como sagrado para os amantes dessa cultura da música eletrônica. Já compartilhamos aqui uma matéria que abordava o assunto. Temas como espiritualidade, diversidade cultural, identidade e consumo consciente, geralmente são abordados de maneiras intrínsecas e extrínsecas, desde a manifestação desses conhecimentos na montage do todo no festival, à  proliferação desses saberes dentro do festival. Festival é uma palavra que carrega uma gama de princípios norteadores de nossos paradigmas atuais no planeta. Festival, geralmente é um evento que buscar ser consciente de si mesmo e do todo que  o circunda. Tem essência trance envolvida.

Chill-out do #UP13. Tão essencial que crianças brincam.

Vemos então que o mal uso dessa palavra em eventos de pequeno porte, festas raves, não fazendo jus à magnificência do termo, causa uma comoção negativa e danos à comunidade trance ao banalizar o termo.

Não basta apenas a pista de dança, é preciso de áreas fora dali para desenvolvermos as ideias.

É nesse sentido que buscar compreender os significados profundos que norteiam essa cultura podem gerar maravilhosos resultados com o público consciente ao satisfazer a essência que buscam, e com o público não consciente ao trazer a experimentação de vivências que podem mudar suas vidas para a melhor.

Lembre-se de quem você é! Essa é sua essência!

Lembremos, festas rave não Festivais de Música Eletrônica. No Brasil e no Mundo podemos ver os festivais. Zuvuya Festival, Kundalini, Krant, Universo Paralello, Respect, Ressonar, Pulsar, Mundo de Oz, são exemplo brasileiros, dentro outros. Ozora, The Lost Theory, Boom Festival e The Midnight Sun, são exemplos internacionais. Observá-los é buscar baluartes que norteiam os sonhos. E para os produtores, tê-los como exemplo é sempre um bom caminho para boas realizações.

Essa é a mensagem que eu gostaria de passar para vocês sobre respeitar este adjetivo que é a palavra ‘Festival’, quando se tratar da cultura da música eletrônica e as culturas alternativas. Aho!

A Mixórdia Coletânea II: Prophets Of Destruction

Mictlan ou Inframundo… era o submundo da mitologia Asteca pelo qual, arduamente, a maioria das almas humanas peregrinavam em direção ao extremo Norte, rumo ao tormento de provações em nove níveis distintos. Alfim, alcançar a Paz da eternidade.

Recentemente, em 2 de Março, A Infernal Family Crew lançou seu primeiro mefistofélico V.A., compilado pelo mexicano Czar Psikcopata, manager da IFC, e pelo dinamarquês Snuratekk, artista nato, produtor musical e designer.

Mathias Christensen (aka Snuratekk) atua na cena underground da Europa desde 2004. Sendo proprietário da Sonic Contrast Beings – Record Tribe onde dissemina novos artistas psicodélicos e promove suas artes. Além da SnurArt Design que produz diversas peças de roupas customizadas.

Segundo Mathias, não houve nenhuma seleção de track ou manipulação na criação dos artistas. Apenas foram invocados… A ideia é que todos se sintam livres para a mais pura expressão. Sendo assim, todos guiem o caminho da história.

O V.A. é repleto de frequências experimentais sutis, fractais oblívios de obliteração, atmosferas perturbadoras e diabólicas que induzem a pessoa a extrema histeria ou contemplação em meio ao caos.

Prepare-se para aniquilação de sua percepção acerca de bpms!!!

Creepy Track List:

1. Ra – Horror (xxx bpm)

2. Cosmic Wizard – Monita De Guayaba (205 bpm)

3. Bhassam – Island Of The Dolls (xxx bpm)

4. Multikhauzal – Agares (xxx bpm)

5. Audionimus – Sasfire (220 bpm)

6. MinDelve – Secret Basement (300-xxx bpm)

7. Belfegor – Daemoniorum (222 bpm)

8. Azark – Mortuus Inferni (215 bpm)

9. Dravna – Destruction Is A Form Of Creation (260 bpm)

10. Khorshid – Just My Imagination (xxx bpm)

11. Annalah – Perversion Of The Virgin (215 bpm)

12. ShamoOrtee – Beauty Macrocosom (245 bpm)

13. Snuratekk – Alfablòt Ritual (20/460 bpm)

14. Dajjal – Dimension Of Darkness (220 bpm)

15. K-Owl – Whispercraft (xxx bpm)

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Versão completa:

Infernal Family Crew Bandcamp Page: https://infernalfamilycrew.bandcamp.com/

GoaTribe realizará sua Confra com a Festa dos Gnomos

Agora parando para observar os evento em nossas ribeirinhas terras amazônicas, chegamos às renomadas GoaTribe, que neste mês de janeiro fará a sua Festa dos Gnomos, Reunindo diversos núcleos atuantes no cenário da música eletrônica em Belém do Pará. Serão mais de 15h de festa, iniciando a tarde e entrando pela noite, onde habilidosos guerreiros das Pick-ups farão suas apresentações.

Os núcleos mais atuantes em nossa Cena foram convidados à dar o ar de suas graças, além disso tudo, ainda teremos a visita do Live de Psytrance Mental Control que fará sua apresentação na confraternização. A GoaTribe que este ano completará 8 anos de existência, contribui com o movimento da Cena de música eletrônica do norte do País, suas festas remontam memoráveis momentos que serão celebrados da melhor maneira em seu próximo evento.

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Em uma rápida entrevista com Thiago Viana aka Tinick [Entrevistamos ele, lembram?], um dos organizadores do evento e CEO do núcleo GoaTribe (GT), ficaremos por dentro do intuito do grupo para com seu público, das dificuldades que enfrentam na atual cena local e outras curiosidades da história dessa Org.

Enjoy!

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Flyer Oficial da Próxima GT.

A.M.E. – Quando foi a primeira GT?
THIAGO – A primeira GT foi num inesquecível 4 de Julho de 2009.


A.M.E. – De lá pra cá quais as principais mudanças?


THIAGO –
As principais mudanças foram nas inovações, na criatividade de se fazer um evento realmente diferente envolvendo a cultura Trance.
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GoaTribe 3.
 A.M.E. – O que a org da GT busca oferecer para seu público?

THIAGO – 
A GT busca oferecer um evento diferente e seguro, cheio de detalhes que não se vê normalmente. Algo pra encher os olhos e fixar mais o entendimento do que é esse tipo de festa no segmento e ampliar o conhecimento de estilos vindos de Goa.


A.M.E. – Quantos anos e quantas festas tem o Núcleo GT?

THIAGO – O núcleo GT iniciou seu trabalho oficialmente na PVT Pulso em Dezembro de 2016, e participamos já de outros eventos, com destaque para o casting completo na Insanity Confra 3.0.

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GoaTribe 6 – Ato 2 Trilogia dos Deuses.

A produtora GoaTribe existe desde Julho de 2009. Na nossa confra do dia 21 será a 10ª festa. Paramos de Novembro de 2010 até Fevereiro de 2014, pois eu estava bastante focado em outros projetos e eventos de grande porte na cidade, mas a saudade bateu em 2011 e apresentamos o projeto para vários produtores, sem sucesso e interesse. Onde conseguimos de fato ver alguém que acreditasse em tudo foi só mais tarde. Hoje várias pessoas nos procuram para fechar parcerias, fazer eventos e sociedade, mas a fidelidade 100% fica com quem acreditou na ideia, meu amigo e irmão Robson Ribeiro.

A.M.E. – Destes um time de produzir evento mas não parastes de trabalhar no ramo, certo?

THIAGO – Sim! Foram alguns anos em que cresci divulgando eventos, fazia um trabalho único e era um evento atrás do outro, portas se abriram para eventos fora da E-Music. O tempo ficou curto e decidi voltar com a GT, quando vi que muita coisa que eu via errada, ou que queria testar mas só poderia fazer no meu próprio evento pela liberdade. Se é uma opinião quase geral de que a GT sempre inova, e provou isso de 2014 pra cá, foi com muitas ideias simples e criativas que foram crescendo, mas sem autorização para fazer em outros eventos. As pessoas não acreditavam, não me davam ouvidos. Hoje tenho a felicidade de dizer que 80% dos eventos da cena procura a Pulso para fazermos a divulgação dos seus eventos, pois viram na GT coisas que antes muitos não tinham pensado ou não tinham coragem de fazer.

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A vibe que não rolou. [Arquivo GT]
A.M.E. – Quais as dificuldades que a GT encontra na Cena cultural de Música Eletrônica Local atualmente? 

THIAGO – As dificuldades que encontramos estão relacionadas aos locais para realizarmos os eventos, pois não há uma vasta variedade dentro dos critérios Legais e o difícil entendimento do público na questão comportamental, não só dele dentro dos eventos mas nas exigências, pois muitas produtoras realizam seus eventos de maneira irresponsável onde às vezes da certo, e o público entende que a forma como acontecem esses eventos é viável, Legal e normal. Quando não atendemos a essas exigências ficamos em uma difícil situação de relação com uma pequena parte do público da cena.

A.M.E. – Sem estragar a surpresa, o que nos aguarda nesta próxima GT?

THIAGO – Vocês podem aguardar mais uma vez aquele impacto de encher os olhos. Sentir a energia do que é nossa festinha que contagia todos de uma forma que funciona como se fosse uma engrenagem para fazer tudo funcionar. Às vezes o palco ta lindo, som perfeito, decoração encantadora, DJs arrebentando, mas a festa não tem vibe! E é disso que vamos atrás, da vibeeeee!!

Obrigado AME, aguardamos um grande ano e vem aí parcerias da GT com esse canal tão cheio de conteúdo inteligente que todos deveriam ler.

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É isso ai, gratidão pela oportunidade de mostrar um pouco mais do que rola por aqui. E à vocês leitores, nos vemos na confra!

Saquem essa energia!

A.M.E. Entrevista Alien Forest

Sempre explorando o universo Amazônico da Música Eletrônica, vou buscando nas matas adentro as pistas de inteligências impressionantes. Inteligências alienígenas que por aqui passaram deixando seus rastros no comportamento musical e nas sonoridades psicodélicas e atmosferas dançantes de elevadas batidas por minuto. E representando parte do segmento musical noturno, trabalhando seja com o Forest Trance, ou com o Dark Trance e Psycore, Thúlio Barreto, assume os pseudônimos de Alien Forest e Milº. E assim sendo, vamos fazer algumas perguntinhas a fim de conhecer mais sobre este enérgico ser da floresta.

A.M.E. – Como iniciou sua trajetória com a música eletrônica?

Thúlio – Meu interesse peIa mixagem começou quando vi queo que eu gostava não estava presente nas festas em Belém. O interesse em aprender a tocar veio junto com o interesse em fazer festa, pois um completaria o outro. No ano de 2014 por volta de abriI, eu, juntamente com Kássio Porto e Barbara MeIo, resolvemos criar uma festa voltada para sons noturno, pois curtiamos o estiIo e tinhamos que viajar para poder curtir uma festa do tipo, surgindo assim a Floresta Amazônica Org., ao mesmo tempo, eu e Kássio, nos inscrevemos em um curso de mixagem para aprender a tocar e tentar difundir aquiIo que gostamos, o resultado foi super positivo, hoje temos (em Belém) outras festas voltadas para o estiIo e muitos djs que optaram por tocar as vertentes noturnas.
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Logo: Floresta Amazônica.org

A.M.E. – Como você define os sons que cultivas em seus dois projetos, Alien Forest e 1000º?

Thúlio: Comecei com o Mil°, onde eu tocava sons acelerados, HiTech, Dark e um pouco de PsyCore. Fazia mudanças de Bpm’s bruscas onde causava a confusão mental através de suas variações de aceleração, além de escolher músicas com quedas e ambientações bem longas. Percebi que os produtores (de evento) tinham uma certa dificuldade de aceitar e até mesmo entender aquilo (ahuahuahu )então mudei o foco é criei o Alien Forest, onde sigo a linha do estilo Forest, e procuro sempre músicas diferenciadas, com sons bastantes psicodélicos,  sons florestais, bastante sintetização e introspectivos, muitas variações de batidas e com bastante quedas durante as músicas ( características que trago do outro Projeto Mil°).

Descrevendo em uma narrativa o Alien Forest “Cria uma atmosfera e ambientação bem densa, conduzindo sua apresentação em uma sonoridade com linhas de baixo marcantes que variam todo o tempo, levando a introspecção da mente. Com sons Alienígenas e Florestais ao mesmo tempo, conduz a mente ao transe e a euforia do momento ao mesmo tempo.”

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Alien Forest

A.M.E. – O que vamos encontrar em seu case?

Thúlio – sempre segui a Iinha da Parvati Records (Derango, Farebi JabeIi, Nargun, EIowinz…) hoje procuro bastantes musicas com a pegada diferenciada, com baixos diferentes, e que se modificam durante a musica. Hallucinogenic Horses, Uttu, Pandoras Box, Hutti Heita, etc…

A.M.E. – Em busca de experiências, quais eventos e festivais pelo Brasil você já frequentou e o que busca aprender com eles?

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Sansara Festival 2013

Thúlio – Zuvuya, Universo ParaIeIIo, Ressonar, FestivaI Fora do Tempo e muitos outros. Procurando sempre extrair o meIhor, troca de Culturas, experiências, pensamentos, energias, e agregar valor ao mesmo da mesma forma.

A.M.E. – Como está sendo a experiência com produção de eventos na Capital Paraense?

Thúlio – Falando como pessoa, me sinto realizado, pois depois de dois anos que comecei nesse ramo, vi muitas coisas crescerem: a qualidade das festas, a diversificação sonora, intervenções artísticas, decoração, e vi também o crescimento do público. Hoje eu acredito que no Brasil inteiro, não há nenhuma cidade que viva atualmente a música eletrônica como em Belém, se parar para ver, quase todo o fim de semana tem pelo menos 1 festa voltada para o segmento, coisa que a anos atrás era raridade. Hoje em dia pode se dizer que há um certo tipo de banalização, infelizmente é essa a melhor palavra à ser usada. Como em uma música do Charlie Brown Jr diz: “muita gente tem forma, mas não tem conteúdo “.

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Floresta Viva 30/09/2016
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Árvore da Vida 24/09/2016

A.M.E. – E quanto aos seus projetos, o que vem por Quanto aos seus projetos, o que vem por ai de novidade?

Thúlio – Novidade é sempre pesquisar, sempre modificar algo, adaptar outro e seguir suas idéias, sou meio chato com isso, tenho minhas idéias formadas e tento transmiti-las quando estou tocando, afinal, somos o que transmitimos, e eu transmito o que acredito.

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A Xuxa Tinha Razão, Lincoln B-Day 2016

A.M.E. – Deixe uma mensagem para seus ouvintes e nossos leitores.

Thúlio – O desconhecido as vezes pode se tornar o novo. Não tenha medo de mudanças, as vezes elas vem pra melhor, só sabe disso quem vive experiências novas, saia de sua rotina e abra sua mente ao novo.

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A Mixórdia Coletânea I: Aureum Horologium

A essência de nossa realidade/dualidade: histeria e serenidade; paz e caos são ressonadas e guiadas pelos conterrâneos das terras dos altos BPM’s.

Atualmente, no dia 1º de Agosto do decorrente ano, o Dj produtor austríaco Alex  Dimoiu, também reconhecido por The Mogli, devido seu notório envolvimento com produtores, reuniu faixas de contribuições de novos projetos sonoros da cena underground do mundo. Segundo Alex, a ideia de fazer o álbum surgiu por meio de uma amiga da gravadora Hippyflip, a djane produtora Faina, no momento em que iniciaram um projeto juntos, Nectribus. Além disso, ressalta a ajuda recebida pelos amigos, como a masterização das faixas feitas pelo Nocturne’s Creatures e a realização do lançamento desta épica coletânea pela Label Hyprid Records.

A Hyprid Rec. é uma independente gravadora austríaca fundada por Peter K. (Zhoprenica/Kypernetic) e David M. (Paratax) em 2011, Salzburg. Constituída com o intuito de disseminar música eletrônica de gêneros como Darkpsy, High Tech, Psycore, N.A.P. (New Age Psychedelic) e experimentações em sublimes frequências.

Neste sentido, a label expõe a visão de vislumbrar e recriar novas áreas e aspectos anormais de se desfrutar a música. Afinsal a música é formada de matéria infinita e atemporal.

Particularmente, vejo como fulgor de despertar e incentivo à exploração de frequências e sonidos audíveis ainda não habitados do que vêm para o mundo. O álbum progredi de 180 à 230 BPM’s, difundindo total experimentalismo de estilos elevados da cultura eletrônica underground.

Alex enfatiza que os artistas foram selecionados devido o estilo de produção de cada um, são músicas propriamente intensas, profundas e repletas de energia. Apreciem:

  • Tracklist:

01. Riptide – My Horse is a Raver (180 BPM)
02. Unreal Sign – Psychedelic Teknotizm (185 BPM)
03. Nocturnes Creatures – Aureum Noctis (188 BPM)
04. Audiokidnapping – Fame Bitch (190 BPM)
05. Psylocida – Ouroboros (196 BPM)
06. Lova – Lets Dance (202 BPM)
07. Spakum Hupakum – Corrosive Drops (202 BPM)
08. MantiCore – Growth is pain(ful) (204 BPM)
09. Psyloairlines – Omega (210 BPM)
10. Alien Hardware meets Osiris – Sacred Deathstar (210 BPM)
11. Zhoprenica – Calibrate 1111 System
12. Kontaton – Vortex (215 BPM)
13. Alpscore – Nuway (200-220 BPM)
14. Logic Psycho – Overstimulation (220 BPM)
15. Mirror Me – Aureum Phareum (225 BPM)
16. Aloc – Overlook Hotel (230 BPM)

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Obtenha a versão completa:
Hyprid Rec page: http://www.hypridrecords.com/va-aureum-horologium/

The Mogli Bandcamp page: themogli.bandcamp.com/album/v-a-aureum-horologium

O Que Achamos do HD7 DJ da Sennheiser

Particularmente, é o segundo fone de ouvido Sennheiser que conheço e opino. O fraquinho HD25 foi uma decepção, porque apesar da leveza e facilidade de movimento, tanto o isolamento quanto o desempenho sonoro são fracos. Como pedido de desculpa, eis que surge o HD7 DJ.

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Com o aparelho vem uma caixinha de proteção rígida, dois cabos de alta performance (tipo “mola” e reto) e um par de ear pads extra (por sinal, genial essa ideia). O plug é o usual 3.5mm com conversor de 6.3mm. O acoplamento supra-aural é surreal, proporcionando isolamento total que dá a impressão de melhorar até mesmo a resposta de frequência entre 8–30,000 Hz.

Não se engane com a aparência de trambolho. Ele não é pesado se comparado a outros fones de ouvido. Pesa somente 264g, 60g a mais que o DT1350 da Beyerdynamic, por exemplo. A capacidade de rotação é de até 210°, em três diferentes posições de uso. Excelente!

Infelizmente, pelas bandas do terceiro mundo o HD7 está custando um pouco alto demais: entre R$1.700 a R$2.000. Valer a pena até vale, se a grana estiver sobrando. O mais acertado a fazer é pedir para alguém trazer em mãos essa maravilha de brinquedo de adulto.

A.M.E. Entrevista Yula Djane

Dentro do universo amazônico, quem dança busca nas sonoridades diversas a sua evolução progressiva. A magia das mixagens,  os dons da alquimia sonora são domínio de alguns, e dentre estes alguns, poucos são Djanes. Hoje vamos entrevistar Yula,  belemense de 25 anosque com sua impecável arte em mixagem,  carrega o facho de antigos mestres da música eletrônica de Belém, em sua trajetória de aprendizados e apresentações. Vamos lá!

A.M.E. – Como foi seu despertar para a música eletrônica?

No ano de 2004, por curiosidade, fui prestigiar um Festival de Música (Yamada Tim Festival) que aconteceu na nossa cidade   (Belém-PA). Como era um festival multicultural, e a música eletrônica estava com bastante evidência e estourando na cidade, pude conferir de perto um dos melhores projetos do momento, Machines Of Shiva.  Foi sensacional!
Particularmente, acredito que foi início da cena de Música eletrônica na cidade [sobre o início da música eletrônica no Pará, clique aqui]. A partir daí, procurei me profissionalizar na área, onde obtive os ensinamentos de grandes mestres na arte de Mixagem como Marcelo Frazão e Coyote. Dando assim o inicio na minha carreira como DJ em 2007.

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Dj Coyote, Maarcelo Frazão aka Marcelera, e Yula.

A.M.E. – Quais foram e quais são suas principais influências?

Desde sempre fui apaixonada pela música, não determinava um gênero só para escutar. Sempre gostei de sons que trouxessem algo a mais, criando assim uma identidade única para a música produzida. Daft Punk e Kraftwerk são um dos nomes que faziam parte sempre da minha playlist. Atualmente, já voltada mais para vertente que toco, que é o Progressive Trance, busco sempre manter o som de raiz, com muitas melodias , vocais e uma atmosfera envolvente, que são umas das principais características da vertente. Além disso, procuro sempre explorar projetos inovadores, onde possa agregar da melhor maneira ao público. Além disso, existe um projeto que sempre esta presente também no meu repertório musical, que é o Symbolic. Uma das revelações do Psychedelic Progressive Trance.

A.M.E. – O que encontraremos em seu Case?

Você encontra uma variedade de sons que variam desde o Deep Progressive ao Psychedelic Progressive Trance, que é uma vertente bem mais agressiva, baixo e groove bem acentuados e BPM mais acelerados. Procuro ter um acervo bem diversificado, fazendo uma pesquisa bastante minuciosa e aderindo sempre às tendências e novidades do meu ramo Musical.

A.M.E. – Quais foram os momentos mais marcantes de sua trajetória?

Sem dúvida, um dos momentos mais marcantes da minha trajetória como DJ, foi ter a oportunidade de ser headline em dois eventos em 2015. O primeiro convite surgiu para o evento PsychoCircus – MA, onde tive a oportunidade de representar nossa cidade com muito orgulho. Foi um momento muito especial. O segundo convite foi para o evento Macaco Doido-AP.  Para nós, como profissionais da música, é um grande mérito e reconhecimento obtidos ao longo de nossa carreira e nos agregam grandes experiências. Foi um momento épico, e espero poder desfrutar de mais oportunidades assim.

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A.M.E. Party 13.06.2013

A.M.E. – Quais as características sonoras que você mais aprecia no Progressive Trance?

Gosto da psicodelia predominante nas tracks , com linhas de baixos pesadas e ritmos melódicos contagiantes.

A.M.E. – Pra você, o que o saudoso Marcelera deixou como ensinamento? E o que ele deixou como legado à cena local?

Marcelo Frazão sempre foi um ícone, e um dos precursores da cena eletrônica na nossa cidade. Os momentos que tive ao seu lado me mostraram que a música faz você romper barreiras. E que permite que a criança brinque dentro de nós, que o monge dentro de nós reze, que o jovem dentro de nós dance e que o herói dentro de nós supere todos os obstáculos, ou quase todos.
Seu legado nos deixa paz, prosperidade e união. Que a música não é competição, é arte, é um jeito de você entender o mundo, de você saber lidar com as intrigas e ter discernimento para poder entender as diferenças e com respeito.

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Gratidão pela participação, aqui no Colunas dos Apreciadores de Música Eletronica!