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[ENTREVISTA] E agora vamos conhecer o trabalho da Elih-SD Cenografia.

Faaaaala Apreciadores de Música Eletrônica! Jovens antenados no que há de melhor dentro deste universo cósmico, onde vivenciamos coletivamente essas experiências psicodélicas da floresta digital amazônica, que reverbera seus frutos da terra para as abundantes zonas de experimentação artística pelo Brasil. E nessa constante senda artística, vasculhando o arcabouço de artistas da Terrinha, Belém do Pará e Castanhal, encontramos um Apreciador de Música Eletrônica que dedica uma bela parte de seu tempo à prática de montagem de palcos e cenografia para os eventos de eMusic da Região,  Eliabe Santos (Elih-SD – Cenografia). Nascido na cidade de Castanhal e residindo atualmente em Belém do Pará, nosso mano tem se destacado com suas técnicas em Bio Construção nas vibes. Um quase engenheiro sanitarista pela UFPa, vem falar um pouco das sua trajetória em mais uma Entrevista, aqui no Colunas AME. Vamos lá!

A. M. E. – Meu amigo, Eliabe, o que lhe motivou à entrar nessa senda cenográfica no mundo da música eletrônica amazônico?

ELIABE – Quando comecei a frequentar os meus primeiros eventos de E-Music, por volta de 2007, nasceu a vontade de fazer parte dos bastidores deste universo, queria contribuir de alguma forma com a construção de tudo, lembro-me bem o dia em que cheguei cedo em um evento e pude acompanhar a finalização do trabalho da equipe de cenografia, um ambiente onde todos se ajudavam em prol de algo maior, aquilo me fascinou!
Com isso, procurei conhecer mais sobre a arte de decorar, comecei a pesquisar e por volta de 2009 já estava esticando os primeiros tecidos em eventos realizados por amigos, em seguida foram surgindo oportunidades para fazer trabalhos em Belém (capital).

Psychos – Castanhal-PA
A. M. E. – Já trabalhastes ao lado de ótimos profissionais no ramo da ‘decor’, falemos um pouco dessas experiências?

ELIABE – Durante essa caminhada pude trabalhar com inúmeros profissionais, de vários ramos ( pintura, bio-construção e etc), dentre
eles grandes nomes da cenografia nacional, com isso tive a oportunidade de aprender um pouco com cada um deles, em
especial com o Basdos, Danyel Rodrigues ( Psy Decor ) e Liano Dornelles ( Surya Ecoart). Com eles tive meus primeiros

contatos com técnicas de construção, foram as experiências mais importantes que tive.

Tierra Progressiva

A. M. E. – Existem artistas de cenografia, amazônia afora, que lhe influenciam com seus trabalhos?

ELIABE – O Brasil possui muitos profissionais que exploram muito bem a bio-construção e cenografia psicodélica, mas tem uma galera que faço questão de sempre estar acompanhando, entre eles; Surya Eco Art, uma empresa que busca  acima de tudo promover a Sustentabilidade em eventos, através da utilização de tecnologias da bio-construção, do  distrito federal; a Spectrohm arts bio-construçao & cenografia (GO), que sempre lança projetos inovadores  e a SPankartZ Artistic Installations ( SP ), alguns dos “monstros” da cenografia nacional.

Tierra Progressiva

 A. M. E. – Quais os momentos inesquecíveis de sua trajetória?

ELIABE – Carrego vários momentos que marcaram a minha trajetória com este projeto de cenografia, mas sem dúvida o que mais marcou positivamente foi a primeira vez que ele me levou para outro estado.

DJ Iogue no Palco da Quântica

A. M. E. – Quanto tempo, mais ou menos, é necessário para chegar no resultado final?

ELIABE – Isso é bem relevante, varia conforme a dimensão do evento e necessidade do cliente, tem trabalhos que passo 2 dias  construindo, mas também tem os que são necessários mais de uma semana, entre colheita, transporte da matéria prima e a construção.

A. M. E. – Na sua opinião, sentes que o trabalho de bio-construção e decoração é justamente valorizado dentro do movimento?

ELIABE – Atualmente sim, as produtoras estão dando uma maior atenção para a decoração dos seus eventos, estão prezando por qualidade,  até porquê sabem da necessidade de um evento bem estruturado que agrade e satisfaça as suas necessidades.

Victor Olisan na vibe da Quântica Org.

 A. M. E. – Agora tens novos projetos que estão além do trabalho de cenografia. Nos fale sobre essas novas atividades?

ELIABE – Isso mesmo, sempre gostei de me envolver em várias atividades, atualmente estou estudando a arte  das mixagens, uma curiosidade que já tinha há algum tempo mas só agora pude fazer um curso de teoria e  prática onde pude aprender e conhecer mais sobre essa art, tive duas pessoas que me ajudaram/ajudam bastante nesse processo de aprendizagem, sendo eles;  Yula Santos( Aka Zahra)[clique aqui para ler a entrevista com Yula] e Orlando Rodrigues ( Aka DJ Tizil ) proprietário da School Of DJs, que atualmente vem formando DJs que estão se destacando no cenário local.
A minha estréia aconteceu em novembro de 2017, foi incrível, pela 1º vez soube a sensação de estar no palco e não só construí-lo (kk).

Eliabe mixando na vibe VilaTrônic – Vila dos Cabanos 2018

A.M.E – O seu trabalho já lhe levou a participar de eventos fora do estado?

Eternity – MA

ELIABE – Já tive a oportunidade de participar de um Festival – Eternity Festival, no estado do Maranhão, onde, ao lado do André Diniz, realizamos a construção de 2 pistas. Outras oportunidades já apareceram, mas na época não tinha a disponibilidade de tempo necessária para poder realizar a viagem e participar do evento.

Eternity Festival – MA

A.M.E – Castanhal tem muitos recantos ainda não explorados, lembra de todas as festas que já tiveram na cidade?

ELIABE – O cenário eletrônico em Castanhal ganhou um forte destaque devido aos seus picos, bem natureza, geralmente com igarapé e muita sombra.
Difícil recordar de todos os eventos que já foram realizados na cidade, o movimento começou por volta de 2004 e vem crescendo a cada dia.

Intervenção Artística na Shamanic, vibe realizada pelo Eliabe;

A.M.E – Onde pretende chegar com seu trabalho?

ELIABE – Onde ele me levar, irei!

A.M.E – Fale sobre o Projeto E-Music em foco, quais seus objetivos?
ELIABE – Esse é um projeto que surgiu por acaso, ao buscar registros em video de alguns djs que tinha interesse observei a falta destes arquivos na rede, com isso comecei a registrar com meu aparelho celular, depois dos eventos recebia mensagens  dos amigos DJs procurando por algum video, até que em janeiro de 2015 surgiu a ideia de criar a fan page e um canal no youtube, hoje tenho mais de 100 registros.
Com o grande número de visualizações notei a necessidade de investir em qualidade audio/visual, com isso, há pouco tem

realizei a compra de alguns equipamentos ( que ainda estou aguardando a chegar), com a finalidade de obter um pouco mais de qualidade nos registros lembrando que isso tudo muito amador.

Eliabe registrando para seu projeto E-music em foco

Fanpage: E-Music em Foco!

.A. M. E. – Para finalizar, qual mensagem você deixa para nossos leitores, e aos que estão entrando agora nessa cultura?

ELIABE – 
Então, quero apenas alertar sobre um problema que tem acontecido nos eventos; a grande produção de resíduos sem descarte adequado, quero deixar aqui em forma de apelo para que todos tenham mais um pouco de educação e principalmente respeito para com o Solo Sagrado, aí galerinha, pista não é lugar de lixo, vamos nos conscientizar e dar o destino final adequado para o resíduo que geramos durante o evento.

Shamanic, em Castanhal. Visão noturna da projeção no Palco.

…….

E aqui terminamos mais uma matéria com nossos queridos conterrâneos artistas amazônicos! Compartilhem esta matéria com seus amigos e chamem mais pessoas para ler! Enjoy!

 

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Conversamos com Dyo Anderson em mais uma de nossas entrevistas!

Xama na Alta Apreciadores de Música Eletrônica!!

Estamos de volta para mais uma matéria envolvendo nossos artistas da cultura eMusic amazônicos, e agora vamos conversar com Anderson Dyo Carvalho, DJ de longa data e um dos produtores da XTR.  Dyo faz aniversário na data desta presente publicação (PARABÉNS MANO!!) e vai comemorar na próxima vibe do núcleo em questão, com a segunda edição de uma das festas que marcou a história deste núcleo, a Xuxa Tinha Razão – A Magia do Circo.

Flyer da Festa de Sábado 14/04

Com uma extensa história junto às mixagens musicais, desde as épocas que os discos de vinil ainda eram fabricados, Dyo vem acumulando uma vasta experiência em nosso cenário e em outras partes de Brasil, tovando, produzindo eventos, representando o Pará na composição de line-Ups de festivais de música eletrônica. Bora conversar um pouco com ele!

A.M.E. – Mano, nos fale mais da sua trajetória, do início até aqui. (aproximação com música, aproximação com a cena, como surgiu o Dyo que toca nas raves.)

Dyo – Tohany, por incrível que pareça cresci dentro do rock. Meu pai e muito fã de certas bandas como Pink Floyd, Led zepelin, AC&DC, Guns’N’Roses, então tinham reuniões em casa com seus amigos e eu ficava no meio dessa PVTs (rsrsr).

quando eu tinha uns 11 ou 12 anos eu comecei a ouvir mid house, era ouvinte de um programa da 100.90 Chamado Hot mix Dj consagrado chamado Euclides coelho, ele gravava programas ao vivo todas as sextas na conselheiro Furtado perto do colégio Santo Rosa, e eu tive a felicidade de estudar no ideal, então eu faltava algumas aulas só pra ve lo mixar, e muitas das vezes por estar com uniforme da escola ele mandava eu ir embora (hehe.)

Nessa época eu jogava muito vídeo game na Duque e conheci um amigo Chamado Paulo, ele tinha um par de tocas disco de correia da marca CCE, então eu ia muita a sua casa para poder aprender a mixagem e logo, com o meu amigo de infância Andre compramos um par desses CCE e uma caixa de discos e começamos uma brincadeira que aos poucos fomos levando à sério.
Os artistas da época que comecei a tocar nas festas de bairro era uma levada de tecno e musica pop, que tocava muito na jovem pan, foi quando passei a gostar desse estilo e o DJ da rádio já era o grandioso Halden Boy, ele tocava Paul Van Dik, Áqua, The Tamper, e depois viramos parceiros de cabine em algumas boates.
 
Aos 17 anos, junto com o Rogério Vaz conhecemos o Dj Sérgio Montinho, eu ia muita ao seu estúdio na Marquês próximo à Mauriti, e lá eu comprava as musicas. Lembro também que nessa época eu conheci o DJ do momento chamado Fábio Amaral, ele era residente da Pavam Disco Club, me viu gravando um CD mixado ao vivo no estúdio e me convidou pra conhecer a boate, e comecei la sendo iluminador, e algumas vezes ele me dava um canja (que era o memento de mixar algumas musicas) depois de alguns meses comecei a tocar na boate subterrânea que era considerada a segunda pista.
Então, foi de forma brusca, eu tinha tocado em varias boates como  Pavam, Palácio dos Bares, Spectrum, Rithymus, Go, Submarine; quando tive um desentendimento com um dos proprietários e resolvi parar de tocar, então estava surgindo a Xuxa Tinha Razão, um dos Idealizadores sempre foi o Ricardo Fofuxo que sempre me convidava pra fazer partes dos DJs, mas eu não curtia a cena underground ainda, não conseguia entender a essência da musica, o que ela transmitia. Até que em 2002 comecei a ir para as festas e lembro até hoje que fui no parque dos igarapés na festa do Emir, uma PVT e daí passei a frequentar direto. Aos poucos fui entendendo a musica, gostando e até hoje estamos aí, queria gostar menos (hehhe)!
 

o que me chateava nessa época quando comecei a tocar nas vibes era que todos falavam esse é o Dj irmão do fofuxo ou ricardo, mas nunca me chamavam pelo nome, o reconhecimento só veio em 2005 com um remix que eu fiz junto com o Ganjasonic da musica ilariê da Xuxa.



A. M. E. – Quais foram seus melhores momentos?

Dyo – Depois que eu fui descoberto pelo Festival Ganesha de Foz de Iguaçu as portas abriram nacionalmente, convite do UP (Universo Paralello), Resistência MainFloor, que estávamos conversando a tocada, mas não poderei mais ir. E o último que recebi convite foi Kranti, mas por motivo de força maior tive que cancelar e dar oportunidade pra amigos daqui de Belém que vão nos representar muito bem!

 

A. M. E. – Quanto a Cena local, qual sua visão do presente momento?

Dyo – A cena hoje está, na minha visão, muito bagunçada. Vejo que pessoas lidam como amadores, pensam que um CDJ, um sítio e DJ vai ser uma vibe, e não é assim. A festa tem que ter planejamento de no mínimo 5 meses e de pessoas que tenham consciência que tem pessoas trabalhando, artistas, colaborador da limpeza, bar, caixas, segurança, porteiros, bilheteria, ou seja, tem um conjunto de pessoas pra liderar, e lidar com muitas pessoas, a muito tempo, mesmo sendo festa não é fácil..

A. M. E.  – Quais os desafios atuais da Cena para o produtor de eventos eMusic?

Dyo – Hoje o maior desafio do cenário Paraense é organizar e diferenciar as festas verdadeiras das fraudes, não que nenhuma pessoa possa fazer festa, mas organize e saiba que tem deveres e obrigações.

A. M. E. – Nessa caminhada quais foram e quem são as pessoas importantes pra você e pro cenário cultural da eMusic daqui?

Dyo – A pessoa mais importante na minha vida Artística foi meu irmão, pra quem não sabe é um CEO da XTR, chama se Ricardo Junior, mais conhecido como (fofuxo). Foi ele que me chamou pra essa cena, pois Aqui pra nós eu não curtia (hahahah), mas hoje te digo que a parceria mais fechada que eu tenho é o DJ Lincon, a gente se entende e nunca se enganou, somos irmão de coração mesmo e estamos juntos à frente hoje da XTR. E as mulheres mais lindas que me dão Forças são a Lya e Carmen (minha mãe).

A. M. E. – No seu case atualmente o que podemos encontrar?

Dyo – Meu case hoje é muito amplo, não trabalho só com projetos conhecidos, trabalho com projetos novos que nem tem muita visibilidade, pois acredito em potencial, se o DJ faz uma track massa e essa track tem uma expectativa que o público pode aceitar eu vou e arrisco tocar, um exemplo de produtores que eu toquei muito foram Undercorver, Blastoiz, Avalon. Hoje tenho no case Mentsouste, Mazzodelic, ChikoDelic, entre outros.

A. M. E. – Qual sua história com produção de eventos?

A produção veio em 2006 com o convite do Thiago Viana fizemos algumas edições da Paradise, salve me em engano foram 3 edições, foi uma experiencia massa. Hoje ajudo o Fofuxo, Lincoln e João com umas festas, por exemplo XTR, Orion, Advanced Music e Tierra Progressiva com a Wanessa Lid.

Na Tierra eu fiz uma trabalho massa ano anterior com a Wanessa e a equipe do Dhuene e a festa foi sucesso e muito linda.

Fiquem ligados em meu Soundcloud:

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Dyo vai comemorar seu aniversário nesta sábado na edição 2.0 da Xuxa Tinha Razão – A Magia do Circo. Os Ingressos estão custando R$40,00 antecipadamente, se adiantem!

Porque temos de respeitar a palavra Festival?

Quando se trata de música eletrônica, a palavra “Festival” é um adjetivo de suprema importância, que deve ser seguido à risca. Pois os Festivais de Música Eletrônica são expoentes dessa cultura. Eles servem de exemplos e não podem ser confundidos com as festas rave. É muito importante refletirmos esse ponto. Um Festival de Música Eletrônica é um encontro de artes e culturas alternativas, uma festa rave é também esse tipo de encontro, só que com bem menos artes e culturas alternativas.

Quando um anúncio diz “Festival tarará” a gente pensa logo em no mínimo 3 espaços em pleno funcionamento: Pista principal, Chill out e Espaço Cultural. Numa delas vai estar rolando apresentações musicais, na outra também mas para relaxar e na terceira desenvolve-se cultura, aquilo que acontece longe das pistas e levaremos para nosso dia-a-dia, vem com a gente da vibe, interiorizado, que podem ser conhecimentos, aprendizados, saberes, vivências, produções manuais, etc. E não podemos esquecer os espaços de cura que são muito importantes nas atuais circunstâncias de nossas sociedades e planeta.

Espaço de Cura em Festival de Música Eletrônica

Então pede-se respeito quando se for usar esta palavra que adjetiva algo que é tido quase como sagrado para os amantes dessa cultura da música eletrônica. Já compartilhamos aqui uma matéria que abordava o assunto. Temas como espiritualidade, diversidade cultural, identidade e consumo consciente, geralmente são abordados de maneiras intrínsecas e extrínsecas, desde a manifestação desses conhecimentos na montage do todo no festival, à  proliferação desses saberes dentro do festival. Festival é uma palavra que carrega uma gama de princípios norteadores de nossos paradigmas atuais no planeta. Festival, geralmente é um evento que buscar ser consciente de si mesmo e do todo que  o circunda. Tem essência trance envolvida.

Chill-out do #UP13. Tão essencial que crianças brincam.

Vemos então que o mal uso dessa palavra em eventos de pequeno porte, festas raves, não fazendo jus à magnificência do termo, causa uma comoção negativa e danos à comunidade trance ao banalizar o termo.

Não basta apenas a pista de dança, é preciso de áreas fora dali para desenvolvermos as ideias.

É nesse sentido que buscar compreender os significados profundos que norteiam essa cultura podem gerar maravilhosos resultados com o público consciente ao satisfazer a essência que buscam, e com o público não consciente ao trazer a experimentação de vivências que podem mudar suas vidas para a melhor.

Lembre-se de quem você é! Essa é sua essência!

Lembremos, festas rave não Festivais de Música Eletrônica. No Brasil e no Mundo podemos ver os festivais. Zuvuya Festival, Kundalini, Krant, Universo Paralello, Respect, Ressonar, Pulsar, Mundo de Oz, são exemplo brasileiros, dentro outros. Ozora, The Lost Theory, Boom Festival e The Midnight Sun, são exemplos internacionais. Observá-los é buscar baluartes que norteiam os sonhos. E para os produtores, tê-los como exemplo é sempre um bom caminho para boas realizações.

Essa é a mensagem que eu gostaria de passar para vocês sobre respeitar este adjetivo que é a palavra ‘Festival’, quando se tratar da cultura da música eletrônica e as culturas alternativas. Aho!

O carnaval que a gente sempre quis: Insanity Carnival

O calendário 2017 de música eletrônica de Belém está recheado de novidades suculentas, das mais apreciáveis e bem elaboradas sonoridades e convidados especiais. Este ano teremos grandes apresentações em eventos que superarão nossas expectativas. E com essa energia festiva o núcleo  Insanity Crew vem anunciando mais uma estonteante celebração para o Carnaval da cidade, é a Insanity Carnival Festival multicultural, que chega arrebentando. Serão 3 dias de evento, com intervenções artísticas, mais de 60 atrações, e 8 lives, divididos em duas pistas. Dentre eles destacamos os projetos Marambá, Auravortex e Labirinto Live. Estes são os mais esperados para o evento.

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E não menos importantes, os lives  locais que são o orgulho de nossa Cena, desenvolvendo seus trabalhos com esmero e ampliando os horizontes desta cultura vital. São eles Ancient Masters, HYT Live, Subtonic, Dynamic Flow e Train Wreck.

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Além disso, outras ações chamaram a atenção da Cena, como foi o caso do concurso de DJs que concorreram à uma vaga no Line do festival, e aconteceu no último dia 8 de fevereiro  reunindo diversos artistas da região metropolitana de Belém que disputaram perante a Banca de Jurados da Insanity Crew, Rogério Lima, Daniel Bittencourt e Davi Milion junto com o DJ Coyote Fernanes,d tendo que mixar 4 músicas cada, sendo avaliados nos requisitos Mixagem, Técnica de Mixagem e Coerência Musical. O evento rolou no Complexo Club, CN8 SN 35, Bar e Lava-jato , onde também funciona a Hamburgueria Trip gourmet, apoiadora da Insanity.

Hamburgueria Trip Gourmet Hamburguer de Carne Bovina (ou blend de carne calabresa) alface americana e toamate rasteiro,
Hamburgueria Trip Gourmet
Hambúrguer de Carne Bovina (ou blend de carne calabresa) alface americana e tomate rasteiro,

Os DJs Style, Gregory, Müller, Diego San, Audiosonic, Yamaguchi e Groove X, foram os inscritos desta competição, e quem levou a melhor foram Audiosonic, em primeiro lugar, e Gregory em segundo lugar.

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1º Lugar na Competição de DJs.
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2º Lugar na competição.

Então neste próximo fim de semana, as belas apresentações da noite nos farão celebrar em um carnaval que a gente sempre quis. Vamos ouvir um pouco do som destes lives em destaque, aperte Play.


Esse é Marambá, projeto psicodélico formado por João Alexandre, músico e pesquisador sediadas em São Paulo, Brasil.


“Nós não nos importamos com gêneros. Não respeitamos as barreiras. Esta é a embaixada da música louca.” Diz Aura Vortex em seu release no SoundCloud.


Labirinto, também conhecido como Dj Pedrao, do Brasil. Desde a sua juventude, Pedro desenvolveu um grande amor por todas as coisas música e movimento, que ele canalizou suas energias para evoluir a cultura psicodélica em sua cena local.

Gostou? Vamos saber com a crew um pouco mais sobre o evento.

A.M.E. – Próximo sábado teremos a Insanity Carnival Festival Multicultural, o que podemos esperar desse carnaval como a gente sempre quis?

INSANITY CREW – Podemos esperar um evento sério com tudo oque o público tem direito. Atrações que o publicou pediu, assistência total, alimentação 24h, bar 24h. Um local lindo, com todas as licenças. 45 DJs, 8 lives, e outras atrações musicais. Um evento histórico.

Flyer publicitário
Flyer publicitário

É isso ai galera, faltam apenas 3 dias para esse esperado carnaval. Do jeito que sempre quisemos aqui em nossa terrinha. Façam seus preparativos, comprem ingressos antecipadamente, chamem os amigos, e venham para a Insanity, pular de alegria.

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Enjoy, Apreciadores de Música Eletrônica.

Entrevistamos Victor Olisan, grande nome no Goa Trance do Pará.

Olá, Apreciadores!

Em mais uma incursão pela floresta amazônica, desbravando os encantos sonoros destas terras distantes, chegamos a um dos baluartes do Goa Trance na Amazônia, o queridíssimo DJ Victor Olisan, que este ano está convidado à representar as “bandas de cá” no Festival Terra em Transe que acontecerá na Bahia, comemorando a virada do ano.

Com mais de oito anos de pista, acumulando fantásticas histórias contadas em seus sets maravilhosos que celebram uma impecável arte da mixagem, Victor se destaca pela sintonia em que deixa o dancefloor.  É o que diz Saullo Moreno, um de nossos apreciadores e colunistas de música eletrônica:
“O set de Dark dele é um dos mais bem feitos em nossa Região. Uma Belo repertório que te envolve do início ao fim.

Repleto de encanto é o set de Goa dele, energizante, pura magia!”

Então, vamos lá! Em mais uma entrevista conheceremo este guro do Goa Trance amazônica, que é natural de Belém do Pará, a cidade das mangueiras e Portal da Amazônia. Enjoy!

A.M.E. – Primeiramente vamos conhecer um pouco do início de sua carreira, como se deu a aproximação com esse universo?

OLISAN – Comecei a querer conhecer um pouco mais sobre ser DJ em casa, pois meu pai sempre foi muito chegado a música e equipamentos de som. Desde que me entendo por gente meu pai sempre teve um pequeno estúdio em casa, cheio de equipamentos e vinis. Foi ai que por meados de 2005 comecei a pesquisar sobre equipamentos de DJ e nesse meio tempo, ainda no Orkut, achei um curso de DJ aqui em Belém. Curso do meu amigo “Dj Cocino”, ele foi muito importante nessa minha jornada, me ensinou muito e fiz muitos amigos lá, (Richard, Cupuim, Cocino…). No meio do curso comecei a namorar com uma pessoa (Lilac Pic Fotografia) que já era do meio da música eletrônica, foi ela quem me apresentou para vários DJs e produtores, ela foi uma pessoa muito importante para eu conhecer um pouco de como eram as coisas naquela época dentro da cena. Depois que conclui o curso consegui ter um par de CDJ Pionner 200s, e ai foi minha vez de botar pra frente o estúdio que meu pai tinha em casa. Vários DJs da nossa cena atual foram em minha casa treinar mixagens, gravar set`s ou apenas ouvir música e bater papo. Depois disso me foquei mais em estudar e ouvir muita música.

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A.M.E. – O que você leva no seu case, em termos de estilos musicais e artistas?

OLISAN – Levo no case o que tem de melhor das gravadoras que faço parte, a grande maioria de NeoGoa. Ephedra, Nova fractal, zopmanika, OXI, Kurandini, JBC Arkadii, Lucid Rainbow, Siam, Stellar Force e muitos outros artistas.

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A.M.E. – Qual sua inspiração?

OLISAN – Minhas inspirações sempre foram a Inê e Pedroka, dois grandes artistas do goa trance Brasileiro.

A.M.E. – O que você busca transmitir com suas mixagens e seleções?

OLISAN – tento sempre levar meus set’s de uma forma harmoniosa, coerente e com muita psicodelia.

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 A.M.E. – O que você está está preparando para vivência do festival Terra Em transe?

OLISAN – Estou bastante ansioso pois esse vai ser meu primeiro grande festival que irei me apresentar. Estou preparando um set bem psicodélico, com algumas musicas UNR (unreleased) que ainda nem toquei. Estou com as melhores energias, que tudo ocorra bem! O festival é lindo e bem underground, do jeito que eu gosto.

A.M.E. – Qual Sua maior dificuldade nos dias de hoje?

OLISAN – Minha maior dificuldade é a dificuldade de quase todos os Djs daqui de Belém enfrentam, pouco espaço/oportunidade para conseguir tocar em outras regiões. Nossa posição geográfica não colabora conosco. Por isso que estou agarrando essa oportunidade com unhas e dentes.
Boom Festival 2014

A.M.E. – Qual programa você usa para selecionar as faixas e realizar mixes?

OLISAN – Hoje em dia eu uso bastante o MixMeister, da pra ver o gráfico das tracks, fazer marcações, mostra notas musicais e etc… É ótimo para testar mixagens mas de fato a mixagem toma forma na hora mesmo.

A.M.E. – Victor, qual sua perspectiva na cena eletrônica regional?

OLISAN – Rapaz, nosso cena sempre foi uma gangorra. Agora estamos na parte de baixo (mesmo assim com várias festas). Eu espero que a cena volte a crescer, com um pouco mais de consciência do publico e espero que tenhamos menos festas, com mais qualidades e novidades.

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E é isso ai, continuamos nossa jornada em busca dos artistas Amazônicos no cenário cultural da música eletrônica nacional. Para que os conheçamos e junto com eles possamos viajar para cada vez mais longe. Agradecemos sua leitura, então não esqueça de clicar em “Gostei” e compartilhar esta publicação.

In Lack Ech.

— Tohany Sky Walker.

Purist Ganha o Mundo

Ótima notícia para a musicalidade noturna brasileira: o live act Purist se fará presente na edição deste ano do maior encontro interplanetário de cultura alternativa, o Boom Festival. Estamos bem representados por esse projeto idealizado em Campinas (São Paulo), paralelo ao sucesso do progressivo Soulearth.

O comandante da nave é Leonardo Tozzi, campineiro de 27 anos que apesar da pouca idade já coleciona apresentações de ponta a ponta do país e tantas outras fora. Meu contato com ele se firmou em 2013 em Belém durante o Festival XTR quando me encarregaram de levá-lo, juntamente com o João (Hyperflex e Soulearth), da travessia de barco na cidade até a produção na Ilha do Combu. O tempo todo alerta à conversa de guia turístico e ao novo ambiente, Tozzi nos presenteou na noite seguinte à chegada com uma apresentação musicalmente empolgante e energética.

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Purist @ Xyryry Kuaray / Foto: Lauro Medeiros

Conversamos um pouco sobre as expectativas, produção musical, espiritualidade e processo criativo. Saca só.

A.M.E. – De onde vem “Purist”?

LEONARDO – Purist nasce de um dos seus principais conceitos que é a busca em permanecer-se fiel às coisas em sua real essência. Assim como na vida pessoal, na música procuro explorar e transmitir a pureza e a originalidade do psychedelic trance.

A.M.E. – O que te levou a produzir trance psicodélico e como esse processo funciona?

LEONARDO – Sempre fui muito ligado à música, desde pequeno estudando e tocando bateria, e apaixonado por instrumentos e suas sonoridades. Quando me deparei com as festas de musica psicodélica me identifiquei demais com aquela sonoridade e o poder sobre a mente e o espírito que era possível se alcançar. Música com muito sentimento e energia que me despertou a vontade de conhecer a fundo esse campo. Foi aí onde começou tudo e dei início aos meus primeiros projetos.

Hoje em dia esse processo funciona de uma forma mais simples, mais natural. Entro no estúdio e realmente deixo fluir as ideias, sem restrições, tento expressar meus sentimentos e minhas experiências sintetizando tudo isso em música. Para esse processo ser mais eficaz, tento sempre estar alinhado com minha espiritualidade, vibrar uma energia positiva para que consiga sempre ter boas inspirações e assim direcionar o trabalho.

A.M.E. – Sempre lemos em teus releases acerca de “experiências com o xamanismo (brasileiro)”. Como é isso?

LEONARDO – Há alguns anos venho passando por uma sequência de experiências muito intensas com a espiritualidade e através do xamanismo com suas plantas de poder tive acesso a esta realidade onde pude vivenciar alguns momentos e experiências memoráveis e muito marcantes para minha vida. Consequentemente, minha música e minha vida pessoal são um reflexo de todas essas vivências. Pra dar continuidade nesse processo, algumas vezes por ano frequento trabalhos de Ayahuasca e/ou Santo Daime.

A.M.E. – De que forma as experiências cotidianas influenciam a tua música?

LEONARDO – Influenciam diretamente, pois dependendo do momento em que se encontra sua vida, a sua inspiração, sua motivação, os seus sentimentos, muita coisa será influenciada por essas energias. Sendo assim, determinante o peso para o processo de criação. 

Purist @ Shivaneris / Foto: Aleka

 A.M.E. – De um tempo pra cá percebemos algumas mudanças na sonoridade do Purist com a inserção de ambiências e efeitos um tanto mais orgânicos. O que o levou a isso?

LEONARDO – Está fazendo mais sentido pra mim, a busca por uma timbragem mais orgânica, mais da natureza, dos universos, explorar novas texturas e campos de frequências, desbravar esse imenso mundo que a síntese psicodélica permite. Também por escutar mais sons com esse tipo de referência.

A.M.E. – Como aconteceu a inclusão do Purist no line up do Boom?

LEONARDO – O Boom Festival tem um sistema de cadastro para artistas em seu site oficial, logo, preenchi com o meu material, e após um tempo, recebi um email com convite deles. Realmente foi surreal. Até hoje parece que a ficha não caiu, mas estou muito feliz e preparado para essa oportunidade. Isso acontecer foi muito gratificante.

A.M.E. – Quais as expectativas para o festival?

LEONARDO – Minhas expectativas são as melhores, acredito que vou ter a ou uma das melhores experiências de minha vida… Só de poder estar presente nesse encontro multicultural, vivenciar e trocar diversos conhecimentos a todo instante com pessoas de todo o mundo já seria incrível, poder ainda contribuir com a música, nossa, realmente estou muito feliz e animado para pilotar aquela nave, meu Deus (risos). Surreal.

A.M.E. – E pós Boom?

LEONARDO – Vou continuar com os pés no chão, focado nos meus objetivos, trabalhando em minhas músicas, buscando sempre melhorar. Estou desenvolvendo meu álbum agora, devo terminá-lo na metade do segundo semestre, após boom, então é trabalhar, fazer muita música, para a hora que aparecer qualquer oportunidade eu estar preparado e poder colher destes frutos. Claro, acredito que a visibilidade do projeto vai aumentar bastante após o Boom, então quero aproveitar e tentar expandir cada vez mais minha mensagem, minha música e poder desfrutar de ótimas viagens e experiências que o mundo da música psicodélica pode me levar.

Os Apreciadores de Música Eletrônica te desejam sucesso desmedido nessa empreitada dos sonhos, Leonardo. BOOM!

E agora, coelho?

O dia iniciou um tanto mais triste com a notícia de cancelamento do Shivaneris em 2016, o nosso festival de Páscoa. A produção redigiu uma nota, a seguir na íntegra:


shivaneris

Comunicado de Cancelamento

É com muita tristeza que o crew Shivaneris vem informar a todos os nossos amigos que a edição de 2016 de nosso festival está cancelada. Não medimos esforços para levar em frente este projeto que sempre foi um sonho nosso mas devido a tantas adversidades nós teremos de adiar este sonho para o próximo ano.

Estamos passando por uma fase econômica extremamente delicada no Brasil, aliado ao crescente número de eventos um tanto quanto incondizente com a realidade de nosso mercado e calendário, especialmente no mês de nossa celebração nos forçando cada vez mais a sacrificar tudo o que sempre lutamos para conquistar e oferecer para nosso público. Não vamos fazer um festival só por fazer, isso não nos representa! Com isso esperamos que os núcleos se organizem mais, respeitem um calendário, deem tempo ao público para respirar, estamos sufocando uma das cenas mais bonitas do Brasil onde existe muito amor envolvido, acreditem, estamos fazendo isso pensando no publico em primeiro lugar.

Por fim agradecemos de coração a todos os amigos que sempre nos apoiaram e frisamos que isto não é um fim, é um parada estratégica para planejar e conceber um festival a altura dos grandes festivais mundiais na páscoa de 2017 no dia 16 de abril, com toda a estrutura que o público brasileiro merece e está carente em receber. Nossa missão sempre foi trazer algo a mais para a cena e continuaremos a trabalhar com esta diretriz, o trance é nossa vida e jamais deixaríamos de acreditar que sempre podemos evoluir dentro dele.

Convites antecipados:

Aos amigos que compraram os convites antecipados nós pedimos nossas sinceras desculpas e todas as compras que foram feitas via cartão de crédito e débito serão estornadas e o dinheiro retornará para a conta. Para convites comprados via boleto nós faremos o depósito em conta, entraremos em contato com todos via email cadastrado na compra.

Obrigado a todos pela compreensão, em 2017 estaremos juntos novamente. ❤


Tal acontecimento nos deixa, no mínimo, reflexivos.

Percebemos que o fenômeno do excesso de festas – nem entraremos no mérito da qualidade das celebrações, mas tão somente a quantidade delas – e o atropelo de datas já divulgadas nos meios (e por tantas vezes sacramentadas no calendário nacional, como é o caso do Shivaneris) não são realidades isoladas de regiões A ou B, mas se fazem presente em todo canto que a cultura trancer se instala. Por que esse desentendimento entre organizações que muitas vezes vimos se estapeando na disputa nem sempre limpa pelo público que (pasmem!) nem sempre é o mesmo?

A simples menção de assembleia entre organizadores se torna antecipadamente uma “exposição das MINHAS datas para que vocês se encaixem nelas”, “uma chance de EU expor as metas e objetivos do MEU núcleo para que vocês as aceitem” ou até, indo além, “uma boa chance de apresentar as MINHAS regras”. Por quê? Até quando será assim?

É tempo de repensar as posturas de todos os envolvidos (incluindo público pagante) na construção desse bem maior que é uma cena musical profissionalizada, sólida em todos os sentidos e não somente financeiramente estável como tantos insistem em enxergar como única prioridade, para que esse paradigma egoístico, mesquinho, extremamente individualista e raso seja alterado permanentemente para uma realidade amistosa em que os envolvidos, mesmo não amando o que o outro faz ou oferece artisticamente, se respeitem e consigam enxergar-se como figuras competentes, capazes de colaborar do seu jeito na estruturação permanente de uma coletividade harmoniosa e próspera.

Sejamos agentes da mudança!