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REVIEW: Modem Festival Pre-Party no BR

Fazia tempo que eu não ficava tão ansioso pra uma festa de final de semana como rolou com essa pre-party do Momento Demento no Brasil.

A expectativa pra finalmente conhecer o projeto Aldeia Outro Mundo era altíssima. Foi minha primeira vez em Lagoinha, distante de São Paulo mais ou menos 190 quilômetros, uma pequena comunidade nos arredores de Taubaté surgida nos caminhos do café da região do Alto Paraíba.

Assim que chegamos por volta de meio dia dei um tempo na pracinha da cidade, o melhor lugar pra observar o movimento e entender um pouquinho que seja do universo comum daquelas pessoas.

O vai e vem de ônibus de turismo levando a malucada era intenso. Imediatamente percebia-se a importância que a organização do Mundo de Oz tem para Lagoinha, envolvendo conscientemente a comunidade de maneira geral (a base sólida) e os visitantes que invadem (no melhor e mais positivo sentido da coisa) a cidadezinha de tempos em tempos.

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Foto: Rodrigo Pessôa e Isabelle A. Furtado

Chegamos na Aldeia pouco depois de 15hs, pegamos (e pagamos) o transporte interno, passamos pelas revistas, tudo sem fila na maior tranquilidade, afinal de contas a festa já tava rolando desde mais cedo.

A pista… Ah, deu gosto de ver aquelas Pure Groove laranjinhas posicionadas num setup extremamente inteligente, utilizando os quatro cantos mais o front pra destilar tamanha nitidez sonora. Segundo a org, é a mesma configuração utilizada em seus festivais. Sente-se fisicamente o som em praticamente qualquer espaço do dancefloor, levando a experiência de proximidade duma caixa de som em exata equalização pra praticamente todos ali. Maravilhoso!

A turma dos estímulos visuais (videomapping em conjunto com a decoração) está de parabéns: a ideia das trompas, a organicidade do palco e os recortes laterais em lycra tensionada pulsando psicodelia ficaram incríveis.

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Foto: Rodrigo Pessôa e Isabelle A. Furtado

A área de alimentação planejada foi bastante satisfatória pro número de pessoas, o bar esteve sempre funcionando a todo vapor tanto nos fundos quanto na lateral esquerda da pista. Banheiros no canto direito sempre funcionando bem também.

O espaço ofertado ao público de maneira geral é muito bem estruturado e distribuído então formou-se uma pista confortável pra maioria, apesar do número (ainda) excessivo de cadeiras.

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No line up só os mestres, com momentos de destaque pro DJ Set da Nuky às 19:00h levantando a energia, sequência de Sator ArepoChromatec e Rawar (com a novidade Chromarepo) desde 0:00h até 07:00h, e o sempre sensacional Necropsycho deixando a turma do início do milênio no chão com uma homenagem surreal ao recém-falecido Bansi (dos GMS) repaginando “Lux Aeterna” do compositor Clint Mansell para o filme Requiem For a Dream, a melodia que a dupla imortalizou na lendária faixa “Juice”. Nostálgico. Nuccho faz trance psicodélico com alma e afetividade. Desenvolve com grandeza um ponto mágico da música: a evocação de instantes de plena felicidade. Com certeza um dos momentos mais bonitos que tive a honra de presenciar numa pista de dança.

Passada a emoção, veio o DJ Set do Janczur sempre certeiro, Nargun, a tribalidade hipnótica do Elowinz e foi bonito de se ouvir também Sinapse e os irmãos Lulio. Que tarde!

A área sagrada do chill out ficou pra próxima, infelizmente nem conheci. Quando pensei que fosse descansar não rolou, então ficou impossível depois de certa hora.

Saí de lá cheio de terra na cara e a alma lavada.

“Festão” é pouco demais pra definir.

Fotos: Rodrigo Pessôa e Isabelle A. Furtado

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[ENTREVISTA] E agora vamos conhecer o trabalho da Elih-SD Cenografia.

Faaaaala Apreciadores de Música Eletrônica! Jovens antenados no que há de melhor dentro deste universo cósmico, onde vivenciamos coletivamente essas experiências psicodélicas da floresta digital amazônica, que reverbera seus frutos da terra para as abundantes zonas de experimentação artística pelo Brasil. E nessa constante senda artística, vasculhando o arcabouço de artistas da Terrinha, Belém do Pará e Castanhal, encontramos um Apreciador de Música Eletrônica que dedica uma bela parte de seu tempo à prática de montagem de palcos e cenografia para os eventos de eMusic da Região,  Eliabe Santos (Elih-SD – Cenografia). Nascido na cidade de Castanhal e residindo atualmente em Belém do Pará, nosso mano tem se destacado com suas técnicas em Bio Construção nas vibes. Um quase engenheiro sanitarista pela UFPa, vem falar um pouco das sua trajetória em mais uma Entrevista, aqui no Colunas AME. Vamos lá!

A. M. E. – Meu amigo, Eliabe, o que lhe motivou à entrar nessa senda cenográfica no mundo da música eletrônica amazônico?

ELIABE – Quando comecei a frequentar os meus primeiros eventos de E-Music, por volta de 2007, nasceu a vontade de fazer parte dos bastidores deste universo, queria contribuir de alguma forma com a construção de tudo, lembro-me bem o dia em que cheguei cedo em um evento e pude acompanhar a finalização do trabalho da equipe de cenografia, um ambiente onde todos se ajudavam em prol de algo maior, aquilo me fascinou!
Com isso, procurei conhecer mais sobre a arte de decorar, comecei a pesquisar e por volta de 2009 já estava esticando os primeiros tecidos em eventos realizados por amigos, em seguida foram surgindo oportunidades para fazer trabalhos em Belém (capital).

Psychos – Castanhal-PA
A. M. E. – Já trabalhastes ao lado de ótimos profissionais no ramo da ‘decor’, falemos um pouco dessas experiências?

ELIABE – Durante essa caminhada pude trabalhar com inúmeros profissionais, de vários ramos ( pintura, bio-construção e etc), dentre
eles grandes nomes da cenografia nacional, com isso tive a oportunidade de aprender um pouco com cada um deles, em
especial com o Basdos, Danyel Rodrigues ( Psy Decor ) e Liano Dornelles ( Surya Ecoart). Com eles tive meus primeiros

contatos com técnicas de construção, foram as experiências mais importantes que tive.

Tierra Progressiva

A. M. E. – Existem artistas de cenografia, amazônia afora, que lhe influenciam com seus trabalhos?

ELIABE – O Brasil possui muitos profissionais que exploram muito bem a bio-construção e cenografia psicodélica, mas tem uma galera que faço questão de sempre estar acompanhando, entre eles; Surya Eco Art, uma empresa que busca  acima de tudo promover a Sustentabilidade em eventos, através da utilização de tecnologias da bio-construção, do  distrito federal; a Spectrohm arts bio-construçao & cenografia (GO), que sempre lança projetos inovadores  e a SPankartZ Artistic Installations ( SP ), alguns dos “monstros” da cenografia nacional.

Tierra Progressiva

 A. M. E. – Quais os momentos inesquecíveis de sua trajetória?

ELIABE – Carrego vários momentos que marcaram a minha trajetória com este projeto de cenografia, mas sem dúvida o que mais marcou positivamente foi a primeira vez que ele me levou para outro estado.

DJ Iogue no Palco da Quântica

A. M. E. – Quanto tempo, mais ou menos, é necessário para chegar no resultado final?

ELIABE – Isso é bem relevante, varia conforme a dimensão do evento e necessidade do cliente, tem trabalhos que passo 2 dias  construindo, mas também tem os que são necessários mais de uma semana, entre colheita, transporte da matéria prima e a construção.

A. M. E. – Na sua opinião, sentes que o trabalho de bio-construção e decoração é justamente valorizado dentro do movimento?

ELIABE – Atualmente sim, as produtoras estão dando uma maior atenção para a decoração dos seus eventos, estão prezando por qualidade,  até porquê sabem da necessidade de um evento bem estruturado que agrade e satisfaça as suas necessidades.

Victor Olisan na vibe da Quântica Org.

 A. M. E. – Agora tens novos projetos que estão além do trabalho de cenografia. Nos fale sobre essas novas atividades?

ELIABE – Isso mesmo, sempre gostei de me envolver em várias atividades, atualmente estou estudando a arte  das mixagens, uma curiosidade que já tinha há algum tempo mas só agora pude fazer um curso de teoria e  prática onde pude aprender e conhecer mais sobre essa art, tive duas pessoas que me ajudaram/ajudam bastante nesse processo de aprendizagem, sendo eles;  Yula Santos( Aka Zahra)[clique aqui para ler a entrevista com Yula] e Orlando Rodrigues ( Aka DJ Tizil ) proprietário da School Of DJs, que atualmente vem formando DJs que estão se destacando no cenário local.
A minha estréia aconteceu em novembro de 2017, foi incrível, pela 1º vez soube a sensação de estar no palco e não só construí-lo (kk).

Eliabe mixando na vibe VilaTrônic – Vila dos Cabanos 2018

A.M.E – O seu trabalho já lhe levou a participar de eventos fora do estado?

Eternity – MA

ELIABE – Já tive a oportunidade de participar de um Festival – Eternity Festival, no estado do Maranhão, onde, ao lado do André Diniz, realizamos a construção de 2 pistas. Outras oportunidades já apareceram, mas na época não tinha a disponibilidade de tempo necessária para poder realizar a viagem e participar do evento.

Eternity Festival – MA

A.M.E – Castanhal tem muitos recantos ainda não explorados, lembra de todas as festas que já tiveram na cidade?

ELIABE – O cenário eletrônico em Castanhal ganhou um forte destaque devido aos seus picos, bem natureza, geralmente com igarapé e muita sombra.
Difícil recordar de todos os eventos que já foram realizados na cidade, o movimento começou por volta de 2004 e vem crescendo a cada dia.

Intervenção Artística na Shamanic, vibe realizada pelo Eliabe;

A.M.E – Onde pretende chegar com seu trabalho?

ELIABE – Onde ele me levar, irei!

A.M.E – Fale sobre o Projeto E-Music em foco, quais seus objetivos?
ELIABE – Esse é um projeto que surgiu por acaso, ao buscar registros em video de alguns djs que tinha interesse observei a falta destes arquivos na rede, com isso comecei a registrar com meu aparelho celular, depois dos eventos recebia mensagens  dos amigos DJs procurando por algum video, até que em janeiro de 2015 surgiu a ideia de criar a fan page e um canal no youtube, hoje tenho mais de 100 registros.
Com o grande número de visualizações notei a necessidade de investir em qualidade audio/visual, com isso, há pouco tem

realizei a compra de alguns equipamentos ( que ainda estou aguardando a chegar), com a finalidade de obter um pouco mais de qualidade nos registros lembrando que isso tudo muito amador.

Eliabe registrando para seu projeto E-music em foco

Fanpage: E-Music em Foco!

.A. M. E. – Para finalizar, qual mensagem você deixa para nossos leitores, e aos que estão entrando agora nessa cultura?

ELIABE – 
Então, quero apenas alertar sobre um problema que tem acontecido nos eventos; a grande produção de resíduos sem descarte adequado, quero deixar aqui em forma de apelo para que todos tenham mais um pouco de educação e principalmente respeito para com o Solo Sagrado, aí galerinha, pista não é lugar de lixo, vamos nos conscientizar e dar o destino final adequado para o resíduo que geramos durante o evento.

Shamanic, em Castanhal. Visão noturna da projeção no Palco.

…….

E aqui terminamos mais uma matéria com nossos queridos conterrâneos artistas amazônicos! Compartilhem esta matéria com seus amigos e chamem mais pessoas para ler! Enjoy!

 

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Conversamos com Dyo Anderson em mais uma de nossas entrevistas!

Xama na Alta Apreciadores de Música Eletrônica!!

Estamos de volta para mais uma matéria envolvendo nossos artistas da cultura eMusic amazônicos, e agora vamos conversar com Anderson Dyo Carvalho, DJ de longa data e um dos produtores da XTR.  Dyo faz aniversário na data desta presente publicação (PARABÉNS MANO!!) e vai comemorar na próxima vibe do núcleo em questão, com a segunda edição de uma das festas que marcou a história deste núcleo, a Xuxa Tinha Razão – A Magia do Circo.

Flyer da Festa de Sábado 14/04

Com uma extensa história junto às mixagens musicais, desde as épocas que os discos de vinil ainda eram fabricados, Dyo vem acumulando uma vasta experiência em nosso cenário e em outras partes de Brasil, tovando, produzindo eventos, representando o Pará na composição de line-Ups de festivais de música eletrônica. Bora conversar um pouco com ele!

A.M.E. – Mano, nos fale mais da sua trajetória, do início até aqui. (aproximação com música, aproximação com a cena, como surgiu o Dyo que toca nas raves.)

Dyo – Tohany, por incrível que pareça cresci dentro do rock. Meu pai e muito fã de certas bandas como Pink Floyd, Led zepelin, AC&DC, Guns’N’Roses, então tinham reuniões em casa com seus amigos e eu ficava no meio dessa PVTs (rsrsr).

quando eu tinha uns 11 ou 12 anos eu comecei a ouvir mid house, era ouvinte de um programa da 100.90 Chamado Hot mix Dj consagrado chamado Euclides coelho, ele gravava programas ao vivo todas as sextas na conselheiro Furtado perto do colégio Santo Rosa, e eu tive a felicidade de estudar no ideal, então eu faltava algumas aulas só pra ve lo mixar, e muitas das vezes por estar com uniforme da escola ele mandava eu ir embora (hehe.)

Nessa época eu jogava muito vídeo game na Duque e conheci um amigo Chamado Paulo, ele tinha um par de tocas disco de correia da marca CCE, então eu ia muita a sua casa para poder aprender a mixagem e logo, com o meu amigo de infância Andre compramos um par desses CCE e uma caixa de discos e começamos uma brincadeira que aos poucos fomos levando à sério.
Os artistas da época que comecei a tocar nas festas de bairro era uma levada de tecno e musica pop, que tocava muito na jovem pan, foi quando passei a gostar desse estilo e o DJ da rádio já era o grandioso Halden Boy, ele tocava Paul Van Dik, Áqua, The Tamper, e depois viramos parceiros de cabine em algumas boates.
 
Aos 17 anos, junto com o Rogério Vaz conhecemos o Dj Sérgio Montinho, eu ia muita ao seu estúdio na Marquês próximo à Mauriti, e lá eu comprava as musicas. Lembro também que nessa época eu conheci o DJ do momento chamado Fábio Amaral, ele era residente da Pavam Disco Club, me viu gravando um CD mixado ao vivo no estúdio e me convidou pra conhecer a boate, e comecei la sendo iluminador, e algumas vezes ele me dava um canja (que era o memento de mixar algumas musicas) depois de alguns meses comecei a tocar na boate subterrânea que era considerada a segunda pista.
Então, foi de forma brusca, eu tinha tocado em varias boates como  Pavam, Palácio dos Bares, Spectrum, Rithymus, Go, Submarine; quando tive um desentendimento com um dos proprietários e resolvi parar de tocar, então estava surgindo a Xuxa Tinha Razão, um dos Idealizadores sempre foi o Ricardo Fofuxo que sempre me convidava pra fazer partes dos DJs, mas eu não curtia a cena underground ainda, não conseguia entender a essência da musica, o que ela transmitia. Até que em 2002 comecei a ir para as festas e lembro até hoje que fui no parque dos igarapés na festa do Emir, uma PVT e daí passei a frequentar direto. Aos poucos fui entendendo a musica, gostando e até hoje estamos aí, queria gostar menos (hehhe)!
 

o que me chateava nessa época quando comecei a tocar nas vibes era que todos falavam esse é o Dj irmão do fofuxo ou ricardo, mas nunca me chamavam pelo nome, o reconhecimento só veio em 2005 com um remix que eu fiz junto com o Ganjasonic da musica ilariê da Xuxa.



A. M. E. – Quais foram seus melhores momentos?

Dyo – Depois que eu fui descoberto pelo Festival Ganesha de Foz de Iguaçu as portas abriram nacionalmente, convite do UP (Universo Paralello), Resistência MainFloor, que estávamos conversando a tocada, mas não poderei mais ir. E o último que recebi convite foi Kranti, mas por motivo de força maior tive que cancelar e dar oportunidade pra amigos daqui de Belém que vão nos representar muito bem!

 

A. M. E. – Quanto a Cena local, qual sua visão do presente momento?

Dyo – A cena hoje está, na minha visão, muito bagunçada. Vejo que pessoas lidam como amadores, pensam que um CDJ, um sítio e DJ vai ser uma vibe, e não é assim. A festa tem que ter planejamento de no mínimo 5 meses e de pessoas que tenham consciência que tem pessoas trabalhando, artistas, colaborador da limpeza, bar, caixas, segurança, porteiros, bilheteria, ou seja, tem um conjunto de pessoas pra liderar, e lidar com muitas pessoas, a muito tempo, mesmo sendo festa não é fácil..

A. M. E.  – Quais os desafios atuais da Cena para o produtor de eventos eMusic?

Dyo – Hoje o maior desafio do cenário Paraense é organizar e diferenciar as festas verdadeiras das fraudes, não que nenhuma pessoa possa fazer festa, mas organize e saiba que tem deveres e obrigações.

A. M. E. – Nessa caminhada quais foram e quem são as pessoas importantes pra você e pro cenário cultural da eMusic daqui?

Dyo – A pessoa mais importante na minha vida Artística foi meu irmão, pra quem não sabe é um CEO da XTR, chama se Ricardo Junior, mais conhecido como (fofuxo). Foi ele que me chamou pra essa cena, pois Aqui pra nós eu não curtia (hahahah), mas hoje te digo que a parceria mais fechada que eu tenho é o DJ Lincon, a gente se entende e nunca se enganou, somos irmão de coração mesmo e estamos juntos à frente hoje da XTR. E as mulheres mais lindas que me dão Forças são a Lya e Carmen (minha mãe).

A. M. E. – No seu case atualmente o que podemos encontrar?

Dyo – Meu case hoje é muito amplo, não trabalho só com projetos conhecidos, trabalho com projetos novos que nem tem muita visibilidade, pois acredito em potencial, se o DJ faz uma track massa e essa track tem uma expectativa que o público pode aceitar eu vou e arrisco tocar, um exemplo de produtores que eu toquei muito foram Undercorver, Blastoiz, Avalon. Hoje tenho no case Mentsouste, Mazzodelic, ChikoDelic, entre outros.

A. M. E. – Qual sua história com produção de eventos?

A produção veio em 2006 com o convite do Thiago Viana fizemos algumas edições da Paradise, salve me em engano foram 3 edições, foi uma experiencia massa. Hoje ajudo o Fofuxo, Lincoln e João com umas festas, por exemplo XTR, Orion, Advanced Music e Tierra Progressiva com a Wanessa Lid.

Na Tierra eu fiz uma trabalho massa ano anterior com a Wanessa e a equipe do Dhuene e a festa foi sucesso e muito linda.

Fiquem ligados em meu Soundcloud:

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Dyo vai comemorar seu aniversário nesta sábado na edição 2.0 da Xuxa Tinha Razão – A Magia do Circo. Os Ingressos estão custando R$40,00 antecipadamente, se adiantem!

REVIEW: Ritual Marambá

As expectativas para o maior e mais importante apanhado de cinco anos do Marambá foram altas e a trupe não decepcionou.

A organização sempre acertada da Cosmic Crew em parceria com o próprio artista levou o ritual para Suzano, a pouco mais de 60 quilômetros do centro de São Paulo. Sítio acessível por trem e uber, fácil de localizar e na beira da pista. Banheiros suficientes, parte importante de uma estrutura funcional com tudo funcionando perfeitamente o tempo todo que precisamos. Entrada tranquila, revista ok, as “laranjinhas” (como as pessoas se referem aos falantes daquele sistema de som) estralando psicodelia. Infelizmente o mau tempo não colaborou com a iluminação da tenda e as lâmpadas ultravioletas permaneceram desligadas.

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Necropsycho foi pontual e impactante. As referências que Nuccho utiliza tanto nas construções de suas faixas quanto nas sampleadas ao longo do live act são inteligentíssimas, “surpreendentes” pra dizer no mínimo. É comum surgir, entre distorções e beats, trechos vocalizados: dessa vez tivemos “Utopia” dos Goldfrapp como base de um momento inacreditavelmente especial e onírico. Não é todo dia. Único.

João entrou em seguida trazendo tudo que todos queriam ouvir, das faixas mais antigas como “Prelúdio” até as novas do álbum “Alvorada” lançado pela Ovni Records no final do ano passado. Sequência intensa, vez ou outra extremamente melódica para dar o tom matutino que lhe é peculiar, foram pouco mais de oito horas de uma das apresentações mais importantes de 2017.

Glosolalia, como sempre, segurou a energia daquela pista frenética, energizada e eufórica. Que manhã, meus amigos, que manhã.

De alma lavada e ouvidos afiados, a volta pra Matrix é sempre difícil, quase dolorosa, mas dessa vez foi bem mais.

Feijoca, Quatro anos de inesquecíveis celebrações

Saudações da floresta, nobres apreciadores! Voltamos a apresentar nosso trabalho e reiniciando, mesmo que lentamente, nossas postagens.

E agora, em mais uma edição do Colunas Apreciadores de Música eletrônica, Trazemos até vocês mais uma matéria, desta vez falando do encontro mais underground de Belém, a tão conhecida Feijoada Eletrônica, que neste Domingo, dia 03 de Setembro, comemora 4 anos de muita psicodelia e celebrações marcantes.

Acontecendo uma vez por mês e acumulando históricas edições, este evento vem crescendo positivamente em nosso cenário. Em 4 anos, vários lugares diferentes, e até edições fora da região metropolitana já foram realizadas.

Muitas pessoas conheceram-se nesse evento, assim como muitas pessoas tiveram seu primeiro contato com uma vibe eletrônica indo na feijoada. Palco de diversidade, onde a tecnologia de som, iluminação e vídeo mapping se misturam juntando uma pista de dança que não fica um minuto parada, em alegria e celebração. A noite, os malabares de fogo se acendem e mais um brilho se eterniza. Sempre trazendo variedade no line up, abre espaços para novas apresentações. Um lugar onde a flâmula da paz é erguida e balança entre os presentes.

A Feijoada Eletrônica vai completar quatro anos e então resolvemos conversar um pouco com eles, e quem responde é o DJ Lincoln Rabelo, um dos CEOs desse maravilhoso evento, que também é um excelente DJ [Já entrevistamos ele, lembram? Vejam aqui!]. Vamos lá e conheçamos um pouco mais sobre a Feijoca!

Olha eu ai!

A.M.E. – Quantas edições a Feijoada Eletrônica já realizou?

Lincoln – Dia 03 de setembro estamos completando 48 edições.

A.M.E. – Qual a maior quantidade de público já alcançada?

Lincoln – De todas as edições, a que alcançamos o maior número de público, foi ano passado em comemoração aos três anos de evento. Esperamos bater esse recorde nesta edição em comemoração aos quatro anos.

A.M.E. – Quantos Djs já tocaram na feijoada?

Lincoln – Esta não é uma pergunta em que tenhamos uma resposta exata, mas tenho orgulho em dizer que sempre abrimos as portas cada vez mais, para que novos artistas venham ter a satisfação de poder mostrar seu trabalho em nosso palco.

A.M.E. – Já trouxeram quantas atrações?

Lincoln – Quando comemoramos um ano de evento, demos preferência em fazer um line up com as pratas da casa. Foi uma forma de retribuir aos DJs, que ao longo do tempo, estiveram junto conosco nos dando apoio. A partir da segunda edição, começamos a trazer atrações de fora para abrilhantar mais o evento e proporcionar uma experiência nova ao público. Tivemos a satisfação em ter, nada mais nada menos, que o live de um artista brasileiro que dispensa apresentações, Zumbi (Vagalume Recs). Nossa terceira apresentação foi o paraibano Aramis Venâncio, com o projeto Frenetic. Agora, nesta edição em comemoração de quatro anos, temos a felicidade em ter no nosso palco, um DJ que já é de casa e que o público sempre curtiu todas as suas apresentações, Dj Xamã (Vagalume Recs).

A.M.E. – Descreva seu sentimento em relação à esta realização.

Lincoln – Cada edição os sentimentos se renovam. Há uma mistura de muitos sentimentos bons, ainda mais, quando olho pra trás e vejo que o público entendeu a nossa proposta. Eu sempre tive vontade de fazer algo onde pudéssemos proporcionar o encontro de todos os amantes da e-music pelo menos uma vez por mês. Sempre vejo outros estilos musicais fazerem um tipo de evento desses e me veio a cabeça de formatar algo. A ideia era de fazer um encontro com todas as pessoas, que de alguma forma tivessem algum tipo de envolvimento. Dj’s, produtores de eventos, produtores musicais, familiares e amigos desses que trabalham no segmento, etc. E aí estamos hoje proporcionando os melhores momentos nas vidas das pessoas com muita paz, alegria e muita música de qualidade.

A.M.E. – quais foram as maiores dificuldades para estabelecer a feijoada mensal?

Lincoln – Graças a Deus não tivemos muitos problemas em estabelecer nosso calendário anual. Como disse agora pouco aí em cima, o público entendeu perfeitamente que uma vez no mês, é o suficiente para que tenhamos um evento íntegro. A intenção é não saturar! Nosso evento sempre foi regularizado perante as leis que determinam o acontecimento do mesmo. Queremos ter o prazer de festejar está data de aniversário por muitos longos anos.

A.M.E. – Quais voos a feijoada a inda pretende nos lançar?

Lincoln – Temos muitas coisas em mente para o futuro. Fomos pegos de surpresa quando recebemos o primeiro convite para realizarmos uma edição fora de nossa cidade. Logo após este convite, vieram outras propostas e até que fomos à ilha do Marajó. Foi um marco para nós, poder realizar para outras pessoas que não tinham a menor noção de como era nosso evento. E os convites não param de chegar. O nosso maior desafio vai ser feito em outro estado. Logo logo vocês ficarão sabendo. É o que posso adiantar.

A.M.E. – Qual a mensagem da feijoada para seu público?

Lincoln – Quando idealizei todo o projeto em minha cabeça sabia que teria que ter os parceiros certos. Afinal não chegamos a lugar nenhum sozinho. Hoje em dia não temos mais em nosso time o Dj André Sat, que por motivos de trabalho teve que se mudar de Belém, mas ele foi uma das peças que não poderia deixar de frisar. Com a saída dele, Stefan entra no projeto. E já tínhamos Rogério Lima e Victor Gama. Nosso intuito sempre foi chegar onde estamos agora. Dar alegria ao nosso público. Mostrar um ambiente no qual só se tenha amor, paz, respeito pelo próximo, todos os sentimentos bons que temos em nossos corações. Por isso a feijoada não tem um estereótipo, simplesmente é um encontro para todos que amam a e-music e que queiram um ambiente agradável. Nossa mensagem para nosso público é: Continuem levando sempre toda essa energia positiva, que cada um de vocês despejam e que torna cada edição mágica. Por isso somos protegidos por um campo de força produzido por cada um de vocês que ali está. Sejam todos bem vindos a mais uma comemoração de aniversário da Feijoca.


E aqui encerramos mais uma matéria no Colunas AME. Espero que tenham gostado e não esqueçam de compartilhar com seus amigos, e dar o seu gostei aqui em baixo no fim da pagina. Um forte abraço, até a próxima!

Nos vemos na feijoada!

Porque temos de respeitar a palavra Festival?

Quando se trata de música eletrônica, a palavra “Festival” é um adjetivo de suprema importância, que deve ser seguido à risca. Pois os Festivais de Música Eletrônica são expoentes dessa cultura. Eles servem de exemplos e não podem ser confundidos com as festas rave. É muito importante refletirmos esse ponto. Um Festival de Música Eletrônica é um encontro de artes e culturas alternativas, uma festa rave é também esse tipo de encontro, só que com bem menos artes e culturas alternativas.

Quando um anúncio diz “Festival tarará” a gente pensa logo em no mínimo 3 espaços em pleno funcionamento: Pista principal, Chill out e Espaço Cultural. Numa delas vai estar rolando apresentações musicais, na outra também mas para relaxar e na terceira desenvolve-se cultura, aquilo que acontece longe das pistas e levaremos para nosso dia-a-dia, vem com a gente da vibe, interiorizado, que podem ser conhecimentos, aprendizados, saberes, vivências, produções manuais, etc. E não podemos esquecer os espaços de cura que são muito importantes nas atuais circunstâncias de nossas sociedades e planeta.

Espaço de Cura em Festival de Música Eletrônica

Então pede-se respeito quando se for usar esta palavra que adjetiva algo que é tido quase como sagrado para os amantes dessa cultura da música eletrônica. Já compartilhamos aqui uma matéria que abordava o assunto. Temas como espiritualidade, diversidade cultural, identidade e consumo consciente, geralmente são abordados de maneiras intrínsecas e extrínsecas, desde a manifestação desses conhecimentos na montage do todo no festival, à  proliferação desses saberes dentro do festival. Festival é uma palavra que carrega uma gama de princípios norteadores de nossos paradigmas atuais no planeta. Festival, geralmente é um evento que buscar ser consciente de si mesmo e do todo que  o circunda. Tem essência trance envolvida.

Chill-out do #UP13. Tão essencial que crianças brincam.

Vemos então que o mal uso dessa palavra em eventos de pequeno porte, festas raves, não fazendo jus à magnificência do termo, causa uma comoção negativa e danos à comunidade trance ao banalizar o termo.

Não basta apenas a pista de dança, é preciso de áreas fora dali para desenvolvermos as ideias.

É nesse sentido que buscar compreender os significados profundos que norteiam essa cultura podem gerar maravilhosos resultados com o público consciente ao satisfazer a essência que buscam, e com o público não consciente ao trazer a experimentação de vivências que podem mudar suas vidas para a melhor.

Lembre-se de quem você é! Essa é sua essência!

Lembremos, festas rave não Festivais de Música Eletrônica. No Brasil e no Mundo podemos ver os festivais. Zuvuya Festival, Kundalini, Krant, Universo Paralello, Respect, Ressonar, Pulsar, Mundo de Oz, são exemplo brasileiros, dentro outros. Ozora, The Lost Theory, Boom Festival e The Midnight Sun, são exemplos internacionais. Observá-los é buscar baluartes que norteiam os sonhos. E para os produtores, tê-los como exemplo é sempre um bom caminho para boas realizações.

Essa é a mensagem que eu gostaria de passar para vocês sobre respeitar este adjetivo que é a palavra ‘Festival’, quando se tratar da cultura da música eletrônica e as culturas alternativas. Aho!

House You com força total!

A cena “House Music” sempre esteve presente no Brasil, desde o boom no final dos anos 80 com clássicos de Derrick May, Frankie Knucles, Guru josh e posteiromente com Daft Punk, são artistas conhecidos dos Djs e amantes da Musica Eletrônica, fenômeno mundial que sempre esteve pulsante e adquire novos adeptos todos os dias.

houseYouBanner

Dia 11 de Março, a House You traz a Belém a vivência do movimento “House Music” e convida um time de Dj’s que vai energizar a noite paraense, entre eles o convidado de São Paulo, Dj Anderson Soares (Urbano Records), apresenta seu set recheado de groove e soul pra não deixar ninguém parado, junto a ele, na mesma noite teremos: Arnaldo Miranda, Rafael Dourado, Márcio Vasa, Pedro Oliveira e VJ Kauê lima. Confira nossa rápida entrevista com eles!

houseYou

A.M.E – Dj Anderson Soares da Urbano Records se apresenta em Belém numa festa especialíssima pros amantes da musica eletrônica, apresente-se e nos conte um pouco da sua história:

Anderson – Meu nome é Anderson Soares, nasci e cresci em São Paulo, tenho 26 anos de carreira como DJ e Produtor. Minha carreira começa no início dos anos 90, tocando em clubs e rádios da capital e do interior de São Paulo.

No final dos anos 90, eu já tocava por todo o Brasil e começava a trabalhar meus primeiros remixes. Daí pra frente, lancei a compilação “House Essentials” (2001) e o álbum “muito soul” (2005), ambos pela gravadora Trama, e me apresentei em vários países tanto na América do Sul, como também nos Estados Unidos e Europa. Sempre tocando House Music, com fortes influências de Soul, Funk, Jazz, Latin, Afro e Disco.

Esse monte de influências somadas me proporcionam uma grande variedade de possibilidades, de sonoridades, e foi daí que minha carreira engrenou. Com muita pesquisa musical, com meu próprio aprimoramento não só na técnica de mixagem mas também no modo de conduzir uma pista e de fazer as pessoas dançarem.

Atualmente, como você já adiantou, além do trabalho como DJ eu tenho meu próprio selo, o Urbano Records. Então convido à todos para visitar nosso site, urbanorecords.com pra ouvir e saber mais sobre meus trabalhos.

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A.M.E – Já teve alguma experiência em terras paraenses?

Anderson – Sim, já estive aí duas vezes. Em Belém e em Salinas também. Já faz bastante tempo, e eu estou achando muito legal poder tocar aí novamente. Vai ser ótimo poder rever amigos, fazer novos amigos e poder trocar essa energia positiva que a música proporciona quando a gente se encontra na pista. Quero ver todos lá!

A.M.E – Durante sua carreira muita experiência foi acumulada, dentre as histórias vividas, momentos engraçados e inesquecíveis, tem alguma que gostaria de compartilhar com os ‘Apreciadores’?

Anderson – Muita coisa aconteceu com certeza nesse tempo, tantas que fica difícil lembrar de uma. A primeira gig em NYC, que é um dos grandes berços do meu estilo. Tocar no réveillon na praia de Copacabana pra mais de 300.000 pessoas, ou a noite que toquei na Ministry Of Sound em Londres, dividir a produção de remix com o duo Blaze, lançar pela West End Records, ver Tony Humphries dançando na minha pista…
A construção do Urbano Records que tem sido muito prazerosa… Nossa! Acabei falando um monte! São momentos muito emblemáticos da minha carreira, obrigado por me fazer parar pra pensar, e lembrar de cada um deles.


A.M.E – Nós que agradecemos, valeu Dj Anderson Soares, estamos ansiosos para a festa que promete agitar a noite paraense com muita dance music, bem vindo ao AME e sinta-se em casa.

Produtor de Techno e nosso amigo já conhecido dos Apreciadores, Arnaldo Miranda recém chegado de uma tour em terras europeias abre as malas na capital e nos conta um pouco do rolê.

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A.M.E – Compartilhe com a gente um pouco da sua experiência na sua recente tour pela europa:


Arnaldo – Foi uma viagem incrível, pude aprimorar minha visão de mercado como homem de negócios e como artista também. Foram 4 apresentações em clubes pequenos, porte para 150 pessoas, foi uma vibe bem intimista. Foram 22 dias viajando e conheci 6 países, tive tempo para turistar um pouquinho também rs.

 

A.M.E – O que mudou no Arnaldo Miranda(pessoa) e no Arn(projeto) após essa trip?


Arnaldo – Amadureci a minha visão o suficiente para dar o próximo passo na minha carreira, expandir para novos horizontes é a pedida este ano de 2017.


A.M.E – Trouxe alguma coisa na mala pra apresentar na Metropolis House?


Arnaldo – Sem dúvidas, trouxe a boa música do velho continente na bagagem e vou balançar as estruturas do baron music com um set bem envolvente de dançante.


A.M.E – Valeu Arnaldo, sucesso sempre!
Nossa entrevista segue com Márcio Vasa.


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A.M.E – Dj Vasa, conhecido na cena da musica eletrônica paraense vai comandar a nave sonora junta com um line ‘housera’ de peso, apresente-se pra comunidade e pro mundo:


Márcio –  Ser DJ foi uma consequência da minha paixão por pesquisa musical, aprendi a tocar observando, desde a década de 90, alguns nomes da cena nacional como o DJ Marcelo “Memê” Mansur (RJ), mas assumi como profissão a pouco mais de 10 anos. Sem dúvidas, minhas influências são da música negra e latina, perceptíveis nas linhas de percussão, vocais e baixos das setlists. Confiram no Mixcloud (mixcloud.com/MarcioVasa), Soundcloud (soundcloud.com/marcio-vasa) e no Instagram (@marcio_vasa).


A.M.E –  Na tua opinião, o que mudou e o que se mantém no movimento house music atual?


Márcio – É indiscutível o impacto da tecnologia atual na house music, onde é muito mais “simples” e “barato” obter e produzir tracks, mas fatores como conhecimento, profissionalismo e comprometimento estão ainda mais determinantes para fazer a diferença neste contexto.



A.M.E – Seus sets tem uma pegada oldschool house? ou toca freestyle, misturando novidades com clássicos?


Márcio – Como a pegada oldschool faz parte da minha formação, não deixo de incluir, mas o lance de tocar bootlegs com que há de tendência fazem minha cabeça pirar e sinto o reflexo disto na pista, sou democrático.


A.M.E – Agradecido pela entrevista Vasa! Continuamos com as perguntas feitas pelo nosso colab Tohany, aos Djs Rafael Dourado e Pedro Oliveira.


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A.M.E. – Dourado, você já trabalha com eventos desde a antiga MONDO. Retornando aos trabalhos, quais suas perspectivas para a House you, este ano?


Rafael – As melhores possíveis, é um momento de renovação e reconstrução de um movimento que estava esquecido e apagado desde tempos atrás.


A.M.E. – Com todos esse anos vivenciando a Cena de E-music Underground em Belém, o que tens percebido em relação a fazer eventos?


Rafael – É extremamente complicado fazer eventos por aqui, você não tem incentivos e muito menos patrocínio pra nada. E o público em sua grande maioria não sabe o que quer, reclamam muito quando não há um evento bom por aqui e quando tem dificilmente valorizam.



A.M.E. – Antigamente eras um dos produtores da MONDO, que já trouxe alguns nomes conhecidos nacionalmente à Belém. Este ano alçarás novos vôos, com a Caravana MONDO para o Festival Universo Paralello #14. Como é a experiência de levar pessoas à um Festival de Música Eletrônica?

 

 Rafael –  Realizadora, visto que você está levando a pessoa pra conhecer muito mais à fundo de tudo o que se relaciona diretamente com arte, música, costumes e cultura. E nada melhor do que um dos maiores festivais do mundo para as pessoas sentirem tudo isso da forma mais verdadeira possível.


13417627_1729910017251954_3729535661865891430_nA.M.E. – Pedro, como se deu o início de seu caminho como DJ e produtor de música eletrônica?


Pedro – Tudo começou logo quando fui na minha primeira festa, nos clubs indie da cidade. Com 15 anos, discotequei pela primeira vez no porão do Café com Arte, uma mistura de synthpop com indie rock. Alguns anos depois, resolvi me aprofundar mais em técnicas de mixagem e comecei a produzir música eletrônica. Não demorou muito para eu ir na minha primeira festa de techno, aonde me apaixonei pelo gênero.


A.M.E. – Quem são suas referências nesse caminho?

Pedro – Maceo Plex, DJ W!ld, Victor Ruiz, Alan Fitzpatrick e Stephan Bodzin são, sem dúvidas, os artistas que mais me inspiram e me motivam a continuar nesse caminho. Sem contar o incentivo do meu amigo Arnaldo Miranda que me ajudou desde o início dessa jornada.



A.M.E. – Escolhestes o Techno como vertente, o que mais gostas nesse estilo musical?

Pedro – O que mais gosto no techno é a imprevisibilidade. A expectativa que as faixas geram. É único. Inesperado. O techno é um gênero que me surpreende a cada segundo. Me deixa extasiado.

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A.M.E. – Agradecido a todos os artistas envolvidos, sucesso e vida longa a música, que venha a HOUSE YOU!!!