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House You com força total!

A cena “House Music” sempre esteve presente no Brasil, desde o boom no final dos anos 80 com clássicos de Derrick May, Frankie Knucles, Guru josh e posteiromente com Daft Punk, são artistas conhecidos dos Djs e amantes da Musica Eletrônica, fenômeno mundial que sempre esteve pulsante e adquire novos adeptos todos os dias.

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Dia 11 de Março, a House You traz a Belém a vivência do movimento “House Music” e convida um time de Dj’s que vai energizar a noite paraense, entre eles o convidado de São Paulo, Dj Anderson Soares (Urbano Records), apresenta seu set recheado de groove e soul pra não deixar ninguém parado, junto a ele, na mesma noite teremos: Arnaldo Miranda, Rafael Dourado, Márcio Vasa, Pedro Oliveira e VJ Kauê lima. Confira nossa rápida entrevista com eles!

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A.M.E – Dj Anderson Soares da Urbano Records se apresenta em Belém numa festa especialíssima pros amantes da musica eletrônica, apresente-se e nos conte um pouco da sua história:

Anderson – Meu nome é Anderson Soares, nasci e cresci em São Paulo, tenho 26 anos de carreira como DJ e Produtor. Minha carreira começa no início dos anos 90, tocando em clubs e rádios da capital e do interior de São Paulo.

No final dos anos 90, eu já tocava por todo o Brasil e começava a trabalhar meus primeiros remixes. Daí pra frente, lancei a compilação “House Essentials” (2001) e o álbum “muito soul” (2005), ambos pela gravadora Trama, e me apresentei em vários países tanto na América do Sul, como também nos Estados Unidos e Europa. Sempre tocando House Music, com fortes influências de Soul, Funk, Jazz, Latin, Afro e Disco.

Esse monte de influências somadas me proporcionam uma grande variedade de possibilidades, de sonoridades, e foi daí que minha carreira engrenou. Com muita pesquisa musical, com meu próprio aprimoramento não só na técnica de mixagem mas também no modo de conduzir uma pista e de fazer as pessoas dançarem.

Atualmente, como você já adiantou, além do trabalho como DJ eu tenho meu próprio selo, o Urbano Records. Então convido à todos para visitar nosso site, urbanorecords.com pra ouvir e saber mais sobre meus trabalhos.

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A.M.E – Já teve alguma experiência em terras paraenses?

Anderson – Sim, já estive aí duas vezes. Em Belém e em Salinas também. Já faz bastante tempo, e eu estou achando muito legal poder tocar aí novamente. Vai ser ótimo poder rever amigos, fazer novos amigos e poder trocar essa energia positiva que a música proporciona quando a gente se encontra na pista. Quero ver todos lá!

A.M.E – Durante sua carreira muita experiência foi acumulada, dentre as histórias vividas, momentos engraçados e inesquecíveis, tem alguma que gostaria de compartilhar com os ‘Apreciadores’?

Anderson – Muita coisa aconteceu com certeza nesse tempo, tantas que fica difícil lembrar de uma. A primeira gig em NYC, que é um dos grandes berços do meu estilo. Tocar no réveillon na praia de Copacabana pra mais de 300.000 pessoas, ou a noite que toquei na Ministry Of Sound em Londres, dividir a produção de remix com o duo Blaze, lançar pela West End Records, ver Tony Humphries dançando na minha pista…
A construção do Urbano Records que tem sido muito prazerosa… Nossa! Acabei falando um monte! São momentos muito emblemáticos da minha carreira, obrigado por me fazer parar pra pensar, e lembrar de cada um deles.


A.M.E – Nós que agradecemos, valeu Dj Anderson Soares, estamos ansiosos para a festa que promete agitar a noite paraense com muita dance music, bem vindo ao AME e sinta-se em casa.

Produtor de Techno e nosso amigo já conhecido dos Apreciadores, Arnaldo Miranda recém chegado de uma tour em terras europeias abre as malas na capital e nos conta um pouco do rolê.

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A.M.E – Compartilhe com a gente um pouco da sua experiência na sua recente tour pela europa:


Arnaldo – Foi uma viagem incrível, pude aprimorar minha visão de mercado como homem de negócios e como artista também. Foram 4 apresentações em clubes pequenos, porte para 150 pessoas, foi uma vibe bem intimista. Foram 22 dias viajando e conheci 6 países, tive tempo para turistar um pouquinho também rs.

 

A.M.E – O que mudou no Arnaldo Miranda(pessoa) e no Arn(projeto) após essa trip?


Arnaldo – Amadureci a minha visão o suficiente para dar o próximo passo na minha carreira, expandir para novos horizontes é a pedida este ano de 2017.


A.M.E – Trouxe alguma coisa na mala pra apresentar na Metropolis House?


Arnaldo – Sem dúvidas, trouxe a boa música do velho continente na bagagem e vou balançar as estruturas do baron music com um set bem envolvente de dançante.


A.M.E – Valeu Arnaldo, sucesso sempre!
Nossa entrevista segue com Márcio Vasa.


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A.M.E – Dj Vasa, conhecido na cena da musica eletrônica paraense vai comandar a nave sonora junta com um line ‘housera’ de peso, apresente-se pra comunidade e pro mundo:


Márcio –  Ser DJ foi uma consequência da minha paixão por pesquisa musical, aprendi a tocar observando, desde a década de 90, alguns nomes da cena nacional como o DJ Marcelo “Memê” Mansur (RJ), mas assumi como profissão a pouco mais de 10 anos. Sem dúvidas, minhas influências são da música negra e latina, perceptíveis nas linhas de percussão, vocais e baixos das setlists. Confiram no Mixcloud (mixcloud.com/MarcioVasa), Soundcloud (soundcloud.com/marcio-vasa) e no Instagram (@marcio_vasa).


A.M.E –  Na tua opinião, o que mudou e o que se mantém no movimento house music atual?


Márcio – É indiscutível o impacto da tecnologia atual na house music, onde é muito mais “simples” e “barato” obter e produzir tracks, mas fatores como conhecimento, profissionalismo e comprometimento estão ainda mais determinantes para fazer a diferença neste contexto.



A.M.E – Seus sets tem uma pegada oldschool house? ou toca freestyle, misturando novidades com clássicos?


Márcio – Como a pegada oldschool faz parte da minha formação, não deixo de incluir, mas o lance de tocar bootlegs com que há de tendência fazem minha cabeça pirar e sinto o reflexo disto na pista, sou democrático.


A.M.E – Agradecido pela entrevista Vasa! Continuamos com as perguntas feitas pelo nosso colab Tohany, aos Djs Rafael Dourado e Pedro Oliveira.


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A.M.E. – Dourado, você já trabalha com eventos desde a antiga MONDO. Retornando aos trabalhos, quais suas perspectivas para a House you, este ano?


Rafael – As melhores possíveis, é um momento de renovação e reconstrução de um movimento que estava esquecido e apagado desde tempos atrás.


A.M.E. – Com todos esse anos vivenciando a Cena de E-music Underground em Belém, o que tens percebido em relação a fazer eventos?


Rafael – É extremamente complicado fazer eventos por aqui, você não tem incentivos e muito menos patrocínio pra nada. E o público em sua grande maioria não sabe o que quer, reclamam muito quando não há um evento bom por aqui e quando tem dificilmente valorizam.



A.M.E. – Antigamente eras um dos produtores da MONDO, que já trouxe alguns nomes conhecidos nacionalmente à Belém. Este ano alçarás novos vôos, com a Caravana MONDO para o Festival Universo Paralello #14. Como é a experiência de levar pessoas à um Festival de Música Eletrônica?

 

 Rafael –  Realizadora, visto que você está levando a pessoa pra conhecer muito mais à fundo de tudo o que se relaciona diretamente com arte, música, costumes e cultura. E nada melhor do que um dos maiores festivais do mundo para as pessoas sentirem tudo isso da forma mais verdadeira possível.


13417627_1729910017251954_3729535661865891430_nA.M.E. – Pedro, como se deu o início de seu caminho como DJ e produtor de música eletrônica?


Pedro – Tudo começou logo quando fui na minha primeira festa, nos clubs indie da cidade. Com 15 anos, discotequei pela primeira vez no porão do Café com Arte, uma mistura de synthpop com indie rock. Alguns anos depois, resolvi me aprofundar mais em técnicas de mixagem e comecei a produzir música eletrônica. Não demorou muito para eu ir na minha primeira festa de techno, aonde me apaixonei pelo gênero.


A.M.E. – Quem são suas referências nesse caminho?

Pedro – Maceo Plex, DJ W!ld, Victor Ruiz, Alan Fitzpatrick e Stephan Bodzin são, sem dúvidas, os artistas que mais me inspiram e me motivam a continuar nesse caminho. Sem contar o incentivo do meu amigo Arnaldo Miranda que me ajudou desde o início dessa jornada.



A.M.E. – Escolhestes o Techno como vertente, o que mais gostas nesse estilo musical?

Pedro – O que mais gosto no techno é a imprevisibilidade. A expectativa que as faixas geram. É único. Inesperado. O techno é um gênero que me surpreende a cada segundo. Me deixa extasiado.

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A.M.E. – Agradecido a todos os artistas envolvidos, sucesso e vida longa a música, que venha a HOUSE YOU!!!
 

O carnaval que a gente sempre quis: Insanity Carnival

O calendário 2017 de música eletrônica de Belém está recheado de novidades suculentas, das mais apreciáveis e bem elaboradas sonoridades e convidados especiais. Este ano teremos grandes apresentações em eventos que superarão nossas expectativas. E com essa energia festiva o núcleo  Insanity Crew vem anunciando mais uma estonteante celebração para o Carnaval da cidade, é a Insanity Carnival Festival multicultural, que chega arrebentando. Serão 3 dias de evento, com intervenções artísticas, mais de 60 atrações, e 8 lives, divididos em duas pistas. Dentre eles destacamos os projetos Marambá, Auravortex e Labirinto Live. Estes são os mais esperados para o evento.

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E não menos importantes, os lives  locais que são o orgulho de nossa Cena, desenvolvendo seus trabalhos com esmero e ampliando os horizontes desta cultura vital. São eles Ancient Masters, HYT Live, Subtonic, Dynamic Flow e Train Wreck.

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Além disso, outras ações chamaram a atenção da Cena, como foi o caso do concurso de DJs que concorreram à uma vaga no Line do festival, e aconteceu no último dia 8 de fevereiro  reunindo diversos artistas da região metropolitana de Belém que disputaram perante a Banca de Jurados da Insanity Crew, Rogério Lima, Daniel Bittencourt e Davi Milion junto com o DJ Coyote Fernanes,d tendo que mixar 4 músicas cada, sendo avaliados nos requisitos Mixagem, Técnica de Mixagem e Coerência Musical. O evento rolou no Complexo Club, CN8 SN 35, Bar e Lava-jato , onde também funciona a Hamburgueria Trip gourmet, apoiadora da Insanity.

Hamburgueria Trip Gourmet Hamburguer de Carne Bovina (ou blend de carne calabresa) alface americana e toamate rasteiro,
Hamburgueria Trip Gourmet
Hambúrguer de Carne Bovina (ou blend de carne calabresa) alface americana e tomate rasteiro,

Os DJs Style, Gregory, Müller, Diego San, Audiosonic, Yamaguchi e Groove X, foram os inscritos desta competição, e quem levou a melhor foram Audiosonic, em primeiro lugar, e Gregory em segundo lugar.

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1º Lugar na Competição de DJs.
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2º Lugar na competição.

Então neste próximo fim de semana, as belas apresentações da noite nos farão celebrar em um carnaval que a gente sempre quis. Vamos ouvir um pouco do som destes lives em destaque, aperte Play.


Esse é Marambá, projeto psicodélico formado por João Alexandre, músico e pesquisador sediadas em São Paulo, Brasil.


“Nós não nos importamos com gêneros. Não respeitamos as barreiras. Esta é a embaixada da música louca.” Diz Aura Vortex em seu release no SoundCloud.


Labirinto, também conhecido como Dj Pedrao, do Brasil. Desde a sua juventude, Pedro desenvolveu um grande amor por todas as coisas música e movimento, que ele canalizou suas energias para evoluir a cultura psicodélica em sua cena local.

Gostou? Vamos saber com a crew um pouco mais sobre o evento.

A.M.E. – Próximo sábado teremos a Insanity Carnival Festival Multicultural, o que podemos esperar desse carnaval como a gente sempre quis?

INSANITY CREW – Podemos esperar um evento sério com tudo oque o público tem direito. Atrações que o publicou pediu, assistência total, alimentação 24h, bar 24h. Um local lindo, com todas as licenças. 45 DJs, 8 lives, e outras atrações musicais. Um evento histórico.

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Flyer publicitário

É isso ai galera, faltam apenas 3 dias para esse esperado carnaval. Do jeito que sempre quisemos aqui em nossa terrinha. Façam seus preparativos, comprem ingressos antecipadamente, chamem os amigos, e venham para a Insanity, pular de alegria.

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Enjoy, Apreciadores de Música Eletrônica.

A.M.E. Entrevista Asafe Luz

Ahhh! O fantástico universo amazônico, cheio de seres mágicos, criaturas sonoras e entidades místicas. Florestas vivas, com sonoridades estonteantes e de impressionantes formas e variedades. E mais uma vez explorando as brenhas dessas matas, fomos em busca de mais um artista local. Desta vez encontramos Asafe Luz, o mais votado dentre os DJ locais, para participar do Ritual Kirtan, que trará o live Penumbra, no dia 11/02/2017, com sua maravilhosa apresentação de cinco horas ininterruptas.

Ritual Kirtan que acontecerá no dia 11/02/2017
Ritual Kirtan que acontecerá no dia 11/02/2017

Asafe que tem apenas 25 anos, reside em Belém do Pará, já participou de diversos eventos na capital, incluindo o conhecido Rock Rio Guamá, conceituado festival musical que acontecia nas beiras do rio Guamá, campus da Universidade Federal do Pará, onde os Apreciadores de Música Eletrônica realizaram um espaço em novembro de 2012, chama de Pista AME. Ele que manda bem nas pick ups e arrisca nas produções musicais, nos fala um pouco de sua carreira e suas inspirações.

Vamos conversar um pouco com Asafe em mais uma entrevista pelo Colunas AME! Enjoy!

A.M.E. – Como se deu sua aproximação com o mundo da música eletrônica?

ASAFE – Em meados de 2009 Tudo começou com a cena mais “main stream” onde ouvi na rádio um estilo de musica que soou no meu ouvido diferente de todas as outras que já havia ouvido, me interessei pelo Som do House Progressivo, mais tarde coloquei na cabeça que iria me aprofundar nos estilos da e-music, migrei pra House, Tech House, Deep House, Techno, DubTechno, Drum and Bass, em ordem quase cronológica de 2008 até 2010, me envolvi na cena de Low bpm e cheguei a tocar numa festa chamada Rock Rio Guamá que aconteceu na UFPA. A partir de 2010/2011 conheci o “High Bpm”, em especial o PsyTrance seguido de Progressive Trance, Full On, Goa, Dark Psychedelic Trance até a atualidade. também era frequentador assíduo dos eventos na cidade das mangueiras. Após tudo isso iniciei um estudo por conta própria e decidi tocar. Minhas Primeiras apresentações tocando “High Bpm” aconteceram em Castanhal, no meu set costumava tocar um mix de Psychedelic Trance, Full On, Goa e até Forest. Guardo na memória essas apresentações por que significaram muito pra mim, a gente recebe uma mensagem muito positiva de todos que estão ao redor, algo motivador e inspirador.

Castanhal - PA (Chácara encantada) 26 Abril 2013
Castanhal – PA (Chácara encantada) 26 Abril 2013

A.M.E. – Como era o cenário local quando começou sua jornada?

ASAFE – Haviam festas em diversos locais de Belém, indo do centro da cidade até os locais mais afastados em alguns municípios da região. A cena acontecia de uma maneira muito positiva, via diversos eventos de diversos núcleos. Tocavam bastante Progressive Trance, Full on, Goa. Nos últimos anos conheci outras festas onde tocavam um som mais dark e noturno. Encontrava bastante pessoas em busca de algo diferente e novo, fiz grandes amizades e pra mim a cena era aquela, mas não costumava encontrar muitas, na verdade quase nem uma até um tempo atrás.

Alien Music - Molecule (ao lado de Matheus Ohana)
Alien Music – Molecule (ao lado de Matheus Ohana)

A.M.E. – Quais artistas do cenário local, nacional e internacional lhe inspiram?

ASAFE – Sempre busquei algo que agradava meus ouvidos, algo que não se encontrava ao meu alance facilmente. Acompanhava pela internet grandes festivais internacionais que ocorriam no verão europeu e até baixava alguns Sets de Lives gravados nesses festivais . Lembro-me perfeitamente que a minha transição do gênero que eu tocava até a atualidade foi Ajja e OnkelDunkel, esses projetos me alavancaram para o que hoje é conhecido como Forest Trance. Conheci grandes projetos brasileiros: Nargun, Elowinz, Hypogeo(ProgDark), todos eles me passaram algo que ia além da música. O que tomo atualmente não somente como inspiração mas referência são artistas como: Tromo, Antonymus, Atrihom, Orestis, TerraTech, Biophotons, e Takeelur. Inclusive recomendo fortemente que ouçam todos os citados (hahaha).

A.M.E. – O que buscas transmitir com seus sets?

ASAFE – Considero o som uma divindade, ou mais que isso, é algo sagrado, onde os antigos já nos ensinavam através dos rituais tribais, festas e outras comemorações, o respeito a essa divindade. Tenho comigo um conceito que busca o significado da musica, espiritualidade e auto-conhecimento. O mantra Ohm e seu significado resume todo esse universo. Procuro tocar o que vai despertar nas pessoas e causar um efeito que traduza esse sentimento que a musica te leva além de toda a matéria existente, levando o público à uma jornada dentro do si.

Árvore da Vida parte 2 - Floresta Amazônica Org
Árvore da Vida parte 2 – Floresta Amazônica Org

A.M.E. – O que você leva em seu case?

ASAFE – Um pequeno fragmento de Forest e Dark Psy. artistas, gravadoras das quais representam bastante a cena nacional e internacional como Grimm Rec., Forestdelic Rec., Parvati Rec. com artistas excepcionais como Atriohm, Archaic, Grapes of Wrath, Farebi Jalebi. Sonic Loom Rec. Sem ficar atrás com Orestis, Biophotons, Metaphyz, Antonymous, Tromo. Tais artistas que hoje tomo como referência. A Insomnia Rec. com Terra Tech, Propagul e Chromatec e Already Maged que são um mar de psicodelia junto com todos citados.

A.M.E. – Você utiliza algum programa para selecionar suas mixagens?

ASAFE – Não costumo utilizar nem um software pra selecionar musicas ou fazer repertório, uma vez que aprendi quase tudo o que sei de mixagens com Softwares como o Virtual DJ e o Traktor. De vez em quando gosto de brincar nas horas livres usando Traktor Pro 2, e Também o FL Studio usado para produção, é o meu favorito!.

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Árvore da Vida parte 2 – Floresta Amazônica Org

A.M.E. – Qual sua visão do cenário local?

ASAFE – O cenário tem se mostrado promissor, vemos eventos novos trazendo uma oportunidade para o público que gosta de novos conceitos, principalmente nos dois últimos anos. isso é algo bem positivo pois o publico não se limita. Existe um vasto oceano de texturas, sons, ambiências que hoje está acessível ao publico local, também vejo esse fenômeno como uma oportunidade para que os novos artistas, DJs e até futuros produtores ganhem espaço para mostrarem seu trabalho além de unir a cena, tornando ela mais vasta.

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É isso ai, Apreciadores. Conversamos com Asafe Luz, que vai se apresentar no Ritual Kirtan, neste próximo sábado, dia 11/02. Compareçam.c

GoaTribe realizará sua Confra com a Festa dos Gnomos

Agora parando para observar os evento em nossas ribeirinhas terras amazônicas, chegamos às renomadas GoaTribe, que neste mês de janeiro fará a sua Festa dos Gnomos, Reunindo diversos núcleos atuantes no cenário da música eletrônica em Belém do Pará. Serão mais de 15h de festa, iniciando a tarde e entrando pela noite, onde habilidosos guerreiros das Pick-ups farão suas apresentações.

Os núcleos mais atuantes em nossa Cena foram convidados à dar o ar de suas graças, além disso tudo, ainda teremos a visita do Live de Psytrance Mental Control que fará sua apresentação na confraternização. A GoaTribe que este ano completará 8 anos de existência, contribui com o movimento da Cena de música eletrônica do norte do País, suas festas remontam memoráveis momentos que serão celebrados da melhor maneira em seu próximo evento.

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Em uma rápida entrevista com Thiago Viana aka Tinick [Entrevistamos ele, lembram?], um dos organizadores do evento e CEO do núcleo GoaTribe (GT), ficaremos por dentro do intuito do grupo para com seu público, das dificuldades que enfrentam na atual cena local e outras curiosidades da história dessa Org.

Enjoy!

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Flyer Oficial da Próxima GT.

A.M.E. – Quando foi a primeira GT?
THIAGO – A primeira GT foi num inesquecível 4 de Julho de 2009.


A.M.E. – De lá pra cá quais as principais mudanças?


THIAGO –
As principais mudanças foram nas inovações, na criatividade de se fazer um evento realmente diferente envolvendo a cultura Trance.
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GoaTribe 3.
 A.M.E. – O que a org da GT busca oferecer para seu público?

THIAGO – 
A GT busca oferecer um evento diferente e seguro, cheio de detalhes que não se vê normalmente. Algo pra encher os olhos e fixar mais o entendimento do que é esse tipo de festa no segmento e ampliar o conhecimento de estilos vindos de Goa.


A.M.E. – Quantos anos e quantas festas tem o Núcleo GT?

THIAGO – O núcleo GT iniciou seu trabalho oficialmente na PVT Pulso em Dezembro de 2016, e participamos já de outros eventos, com destaque para o casting completo na Insanity Confra 3.0.

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GoaTribe 6 – Ato 2 Trilogia dos Deuses.

A produtora GoaTribe existe desde Julho de 2009. Na nossa confra do dia 21 será a 10ª festa. Paramos de Novembro de 2010 até Fevereiro de 2014, pois eu estava bastante focado em outros projetos e eventos de grande porte na cidade, mas a saudade bateu em 2011 e apresentamos o projeto para vários produtores, sem sucesso e interesse. Onde conseguimos de fato ver alguém que acreditasse em tudo foi só mais tarde. Hoje várias pessoas nos procuram para fechar parcerias, fazer eventos e sociedade, mas a fidelidade 100% fica com quem acreditou na ideia, meu amigo e irmão Robson Ribeiro.

A.M.E. – Destes um time de produzir evento mas não parastes de trabalhar no ramo, certo?

THIAGO – Sim! Foram alguns anos em que cresci divulgando eventos, fazia um trabalho único e era um evento atrás do outro, portas se abriram para eventos fora da E-Music. O tempo ficou curto e decidi voltar com a GT, quando vi que muita coisa que eu via errada, ou que queria testar mas só poderia fazer no meu próprio evento pela liberdade. Se é uma opinião quase geral de que a GT sempre inova, e provou isso de 2014 pra cá, foi com muitas ideias simples e criativas que foram crescendo, mas sem autorização para fazer em outros eventos. As pessoas não acreditavam, não me davam ouvidos. Hoje tenho a felicidade de dizer que 80% dos eventos da cena procura a Pulso para fazermos a divulgação dos seus eventos, pois viram na GT coisas que antes muitos não tinham pensado ou não tinham coragem de fazer.

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A vibe que não rolou. [Arquivo GT]
A.M.E. – Quais as dificuldades que a GT encontra na Cena cultural de Música Eletrônica Local atualmente? 

THIAGO – As dificuldades que encontramos estão relacionadas aos locais para realizarmos os eventos, pois não há uma vasta variedade dentro dos critérios Legais e o difícil entendimento do público na questão comportamental, não só dele dentro dos eventos mas nas exigências, pois muitas produtoras realizam seus eventos de maneira irresponsável onde às vezes da certo, e o público entende que a forma como acontecem esses eventos é viável, Legal e normal. Quando não atendemos a essas exigências ficamos em uma difícil situação de relação com uma pequena parte do público da cena.

A.M.E. – Sem estragar a surpresa, o que nos aguarda nesta próxima GT?

THIAGO – Vocês podem aguardar mais uma vez aquele impacto de encher os olhos. Sentir a energia do que é nossa festinha que contagia todos de uma forma que funciona como se fosse uma engrenagem para fazer tudo funcionar. Às vezes o palco ta lindo, som perfeito, decoração encantadora, DJs arrebentando, mas a festa não tem vibe! E é disso que vamos atrás, da vibeeeee!!

Obrigado AME, aguardamos um grande ano e vem aí parcerias da GT com esse canal tão cheio de conteúdo inteligente que todos deveriam ler.

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É isso ai, gratidão pela oportunidade de mostrar um pouco mais do que rola por aqui. E à vocês leitores, nos vemos na confra!

Saquem essa energia!

Entrevistamos Victor Olisan, grande nome no Goa Trance do Pará.

Olá, Apreciadores!

Em mais uma incursão pela floresta amazônica, desbravando os encantos sonoros destas terras distantes, chegamos a um dos baluartes do Goa Trance na Amazônia, o queridíssimo DJ Victor Olisan, que este ano está convidado à representar as “bandas de cá” no Festival Terra em Transe que acontecerá na Bahia, comemorando a virada do ano.

Com mais de oito anos de pista, acumulando fantásticas histórias contadas em seus sets maravilhosos que celebram uma impecável arte da mixagem, Victor se destaca pela sintonia em que deixa o dancefloor.  É o que diz Saullo Moreno, um de nossos apreciadores e colunistas de música eletrônica:
“O set de Dark dele é um dos mais bem feitos em nossa Região. Uma Belo repertório que te envolve do início ao fim.

Repleto de encanto é o set de Goa dele, energizante, pura magia!”

Então, vamos lá! Em mais uma entrevista conheceremo este guro do Goa Trance amazônica, que é natural de Belém do Pará, a cidade das mangueiras e Portal da Amazônia. Enjoy!

A.M.E. – Primeiramente vamos conhecer um pouco do início de sua carreira, como se deu a aproximação com esse universo?

OLISAN – Comecei a querer conhecer um pouco mais sobre ser DJ em casa, pois meu pai sempre foi muito chegado a música e equipamentos de som. Desde que me entendo por gente meu pai sempre teve um pequeno estúdio em casa, cheio de equipamentos e vinis. Foi ai que por meados de 2005 comecei a pesquisar sobre equipamentos de DJ e nesse meio tempo, ainda no Orkut, achei um curso de DJ aqui em Belém. Curso do meu amigo “Dj Cocino”, ele foi muito importante nessa minha jornada, me ensinou muito e fiz muitos amigos lá, (Richard, Cupuim, Cocino…). No meio do curso comecei a namorar com uma pessoa (Lilac Pic Fotografia) que já era do meio da música eletrônica, foi ela quem me apresentou para vários DJs e produtores, ela foi uma pessoa muito importante para eu conhecer um pouco de como eram as coisas naquela época dentro da cena. Depois que conclui o curso consegui ter um par de CDJ Pionner 200s, e ai foi minha vez de botar pra frente o estúdio que meu pai tinha em casa. Vários DJs da nossa cena atual foram em minha casa treinar mixagens, gravar set`s ou apenas ouvir música e bater papo. Depois disso me foquei mais em estudar e ouvir muita música.

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A.M.E. – O que você leva no seu case, em termos de estilos musicais e artistas?

OLISAN – Levo no case o que tem de melhor das gravadoras que faço parte, a grande maioria de NeoGoa. Ephedra, Nova fractal, zopmanika, OXI, Kurandini, JBC Arkadii, Lucid Rainbow, Siam, Stellar Force e muitos outros artistas.

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A.M.E. – Qual sua inspiração?

OLISAN – Minhas inspirações sempre foram a Inê e Pedroka, dois grandes artistas do goa trance Brasileiro.

A.M.E. – O que você busca transmitir com suas mixagens e seleções?

OLISAN – tento sempre levar meus set’s de uma forma harmoniosa, coerente e com muita psicodelia.

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 A.M.E. – O que você está está preparando para vivência do festival Terra Em transe?

OLISAN – Estou bastante ansioso pois esse vai ser meu primeiro grande festival que irei me apresentar. Estou preparando um set bem psicodélico, com algumas musicas UNR (unreleased) que ainda nem toquei. Estou com as melhores energias, que tudo ocorra bem! O festival é lindo e bem underground, do jeito que eu gosto.

A.M.E. – Qual Sua maior dificuldade nos dias de hoje?

OLISAN – Minha maior dificuldade é a dificuldade de quase todos os Djs daqui de Belém enfrentam, pouco espaço/oportunidade para conseguir tocar em outras regiões. Nossa posição geográfica não colabora conosco. Por isso que estou agarrando essa oportunidade com unhas e dentes.
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A.M.E. – Qual programa você usa para selecionar as faixas e realizar mixes?

OLISAN – Hoje em dia eu uso bastante o MixMeister, da pra ver o gráfico das tracks, fazer marcações, mostra notas musicais e etc… É ótimo para testar mixagens mas de fato a mixagem toma forma na hora mesmo.

A.M.E. – Victor, qual sua perspectiva na cena eletrônica regional?

OLISAN – Rapaz, nosso cena sempre foi uma gangorra. Agora estamos na parte de baixo (mesmo assim com várias festas). Eu espero que a cena volte a crescer, com um pouco mais de consciência do publico e espero que tenhamos menos festas, com mais qualidades e novidades.

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E é isso ai, continuamos nossa jornada em busca dos artistas Amazônicos no cenário cultural da música eletrônica nacional. Para que os conheçamos e junto com eles possamos viajar para cada vez mais longe. Agradecemos sua leitura, então não esqueça de clicar em “Gostei” e compartilhar esta publicação.

In Lack Ech.

— Tohany Sky Walker.

O Percussionismo Sônico de Psylocida

Particularmente, o percussionista sônico é capaz de tocar não somente um complexo conjunto de instrumento de percussão, mas transpassa a totalidade que nos rodeia, como nossas memórias, experiências vividas, nossas emoções e permeia nossas tênues ligações sensoriais.

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Viktor Verekei nasceu em Budapeste, honrosa capital da Hungria, em 10 de Outubro de 1990. Não se engane por ser tão jovem, o húngaro é detentor de um vasto conhecimento em Ciência Tecnológica, formado em Administrador de Sistemas, Engenharia e Programação de Computadores, Comunicação, Jornalismo e Programas relacionados, além de ter atuado como Verificador de Games.

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Viktor Vereckei

É o mentor do Projeto Musical Psylocida que se baseia em propiciar uma nova visão aos gêneros undergrounds. Por ser baterista, não se contenta em apenas manter as levadas habituais, por exemplo misturar batidas quebradas como Jazz Jungle e outros elementos. Em suma, o objetivo dele nunca foi produzir exatamente as mesmas coisas já feitas antes.

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Modular Heaven
  • Sagrada Teoria Musical

Durante seu processo criativo, visualiza  a música como formas geométricas e cores em sua mente. Uma forma sublime para manter a sinestesia, já que a intenção é criar algo melódico, sensível e harmônico.

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A música é baseada na matemática, partindo desse pressuposto, ele desenvolveu sua forma de aplicar a famosa Golden Ratio que consiste na constante e veloz expansão de nosso universo, conforme a efêmera sequência Fibonacci que tudo foi criado da mesma essência. Assim encontra-se em toda a parte da natureza.

Em breve explicação de Viktor, você pode interpor o acorde maior perfeitamente, como o Fibonacci. Caso comece a contar a partir de uma única nota e, em seguida, seguir a contagem de 1, 3, 5, 8… Quando você ouvir algo harmônico, então é uma forma de simetria, representada como geometria sonora.

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Viktor curte combinar as melodias variadas, manipulando a dualidade dos sentimentos e emoções que circundam nossa realidade, como felicidade e tristeza, calmo e intenso, ordem e caos 😀

A track “Crystal Succubus” é um exemplo disso, pois reuni uma gama de emoções, codificadas em frequências. É um pacote de uma história 😀 Além de ser pessoalmente uma das favoritas:

  • Trajetória Musical

Em 2015, ocorreu o 4.49 Party Hungary nos arredores remotos de Budapeste, uma celebração intensa que disseminou a pura Cultura Alternativa Underground. De acordo com Viktor, foi uma grande experiência, trouxeram a maioria da artilharia eletrônica de lá. Os organizadores cuidaram dos pequenos detalhes. tornaram o evento sustentável e repleto de soluções amigáveis em todo lugar. Além de haver grandes oficinas também.

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psylocid

Em 14 de Maio de 2016, rolou uma preparty de um dos fetivais mais cogitados na Europa nos dias atuais, Master Of Puppets. Viktor se apresentou com Akós (aka Nasgul / Alien Hardware), juntamente formam o projeto Psylocid Hardware, que expressa uma variação absurda de faixas atmosféricas e densas.

No Halloween, dia 30 à 31 de Outubro, a Psybaba Allstars realizou a Psybaba Halloween!!! Um ritual obscuro que reuniu todos os seres encantados das estórias de horror. Viktor se apresentou em conjunto com o Nasgul e Osiris, juntos integram ao projeto Osilocidalien. Segundo Viktor, foi um fim de semana KILLA!!!!!! Eles conseguiram 3 roupas de cirurgiões, e destruiram a pista durante as 2 últimas hrs de festa.

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Em 04 de Fevereiro de 2017, próximo do equinócio de Primavera, Viktor e Mészáros Csaba, também conhecido pelo projeto Osiris (juntos são Fetus Deletis) organizarão em conjunto com a KVLT BP uma Indoor Party chamada Hellscape: The First Gate (A Dark Psychedelic Gathering) que ocorrerá na Supersonic – Blue Hell & KVLT, em Budapeste. Este é primeiro evento organizado pela Dark Psychedelic Gathering (antiga DarkAngels Gathering Decor) voltado para ambientes fechados e traz consigo um avançado conceito temático inusitado.

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  • ENTREVISTA

Ao longo desse semestre, trocamos um vasto diálogo com Viktor Vereckei que humildemente disserta sobre sua vivência artística no decorrer de sua caminhada de vida.

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Viktor e Akós

A.M.E – At what moment in your life, did you feel the first contact with the world of music? [Em que momento em sua vida, sentiu o primeiro contato com a música?]

VIKTOR – At a pretty young age. I was always fascinated by music, and probably started to hit random objects around the house when I was roughly 5 years old. My brother was into rave back then, while my father was more like a classic-rock guy. That both influenced me to develop my own taste.

[Em uma época muito jovem. Sempre fui fascinado pela música, e provavelmente comecei a bater nos objetos aleatórios em torno da casa quando eu tinha aproximadamente 5 anos de idade. Meu irmão foi de rave naquela tempo, enquanto meu pai era mais como um cara de rock-clássico. Tanto que me influenciou a desenvolver meu próprio gosto.]

A.M.E – What did you fascinate by eletronic music? [O que te fascinou pela música eletrônica?]

VIKTOR –That you can freely create anything you want from scratch, while also being able to use high quality recordings from real life instruments. I’m a fan of both instrumental and electronic music, as well as the collaboration of the two.

[De que você pode livremente criar qualquer coisa que você queira do nada, além de ser capaz de usar gravações de alta qualidade de instrumentos da vida real. Eu sou um fã de ambas as músicas eletrônica e instrumental, bem como a colaboração das duas.]

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Psylocida & Freq36

A.M.E – How was the beginning of your career? Do you remember where was your first presentation? [Como foi o inicio de sua carreira? Você relembra onde foi sua primeira apresentação?]

VIKTOR – As a group of friends, we’ve started to organize parties around Budapest. I’ve met Ákós Pecze (Nasgul / Alien Hardware) around that time. He was into mixing Drum and Bass from vinyl back then, while I was busy drumming in my basement to grooves I’ve made with Fruity Loops, and later Ableton Live. Long story short, we ended up somehow in a psytrance party, then later a darkpsy one. There weren’t many parties to our taste, so we started to make them happen, while we pulled each-other more deeply into music production.

[Como um grupo de amigos, nós havíamos começado a organizar festas ao redor de Budapest. Eu havia conhecido Ákos Pecze (Nasgul / Alien Hardware) aproximadamente naquela época. Ele estava mixando em Drum and Bass de vinyl naquele tempo, enquanto eu estava ocupado na percussão de Grooves do meu porão que eu fazia no Fruity Loops, e mais tarde no Ableton Live. Resumindo, nós acabámos de alguma forma numa festa de Psytrance, logo após uma de Darkpsy. Lá não existiam muitas festas para o nosso gosto, então nós iniciámos a fazê-las ocorrer, quando nós puxámos, mutuamente, mais profundamente em produção musical.]

 

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Psylocid Hardware (Psylocida & Alien Hardware)

A.M.E – Who were your influences? [Quem foram suas influências?]

VIKTOR –The complete list would be pretty long, but I’m a big fan of the projects of Kasatka, Dark Whisper, Silent Horror, and nowadays Yaminahua and Calyptratus as well.

[A lista completa seria muito longa, mas eu sou um grande fã dos projetos de Kasatka, Dark Whisper, Silent Horror, e atualmente, Yaminahua e Calyptratus também.]

A.M.E – How did you create the Psylocida’s Project? [Como você criou o projeto Psylocida?]

VIKTOR – Used this as my nickname in countless computer games, so it just sticked. At first it was not a goal to create it as a project, but after a while I had more and more tracks, and had to group them under something. It was a long way to get every equipment necessary to produce, but this allowed me to get into Ableton on my own, and create my own creative process.

[Usei isso como meu pseudônimo em inúmeros jogos de computador, por isso apenas aderi. No início, não foi uma meta cria-lo como um projeto, mas depois de um tempo eu tinha mais e mais faixas, e devia agrupá-las em algo. Foi um longo caminho para obter todos os equipamentos necessários para produzir, mas isso me permitiu chegar no Ableton por minha conta, e criar meu próprio processo criatividade.]

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Psylocida, Azhir Atila & Nasgul

A.M.E – Does your solo Project occupy a long time of your day? [O seu Projeto solo ocupa bastante tempo do seu dia?]

VIKTOR – Depends on the day. As I have a fulltime occupation as well, it’s a challenging thing to manage my time, and spend several hours behind the computer. I collect create ideas from the influences I have during my everyday life, and convert them to audio, so in a way I’m always producing.

[Depende do dia. Como eu tenho uma ocupação em tempo integral, bem como, é uma coisa desafiadora gerenciar meu tempo, e passar várias horas atrás de computador. Eu coleciono ideias criadas das influências que eu tenho durante todo minha vida cotidiana, e convertô-los em áudio, para que de uma forma estou sempre produzindo.]

A.M.E – What are the origins of the name “Psylocida”? [Qual a origem do nome “Psylocida”?]

VIKTOR – There exists a funny audio footage in my native language, where a girl describes her shroom journey while it’s happening, and there is a Sphongle track in the background. There’s a part when she says “Pszilocidamárkájúkerékpárommal a piacraindultam”, which roughly translates to “I’ve set off to the market on my psilocida manufactured bike”. Loved how it sounds, so I kept it.

[Existe uma metragem de áudio engraçada em minha língua nativa, onde uma garota descreve a jornada de cogumelos dela enquanto está acontecendo, e há uma faixa de Sphongle em segundo plano. Há uma parte enquanto ela diz: “Pszilocidamárkájúkerékpárommal a piacraindultam”, que se traduz em “Eu já parti para o mercado em minha bicicleta psilocida fabricada”. Amei como soa, então eu o mantive.]

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András Kovács, Viktor, Jérôme Andrieux, Annajuli Rosenfeld e Besenyei Cintia

A.M.E – What inspire you in your artist’s life style? [O que te inspira em sua vida artística?]

VIKTOR – Everything a lilbit, I just feel that I gather the impressions and experiences during my everyday life, and as it reaches a certain threshold, I need to decode it into a song. So existence is a kinda good inspiration itself

[De tudo um pouco, eu apenas sinto que recolho as impressões e experiências durante minha vida cotidiana, e como ela alcança um certo limite, preciso decodificá-las numa música. Assim, a existência é uma boa inspiração. :D]

A.M.E – Do you know to play some instrument? What? [Você sabe tocar algum instrumento? Qual?]

VIKTOR – I play drums, started with metal, then learned jazz drumming. Always loved to play any kind of broken beat, like jungle or drum and bass. Nowadays I’m learning to play the piano, and it made my process of producing much easier. When I have a melody in my head, I dont forget it by the time I would click it together with the mouse.

[Eu toco bateria,comecei pelo metal \m/, depois aprendi bateria de jazz. Sempre amei tocar qualquer tipo de batida quebrada, como jungle ou drumandbass. Hoje em dia, estou aprendendo a tocar piano, e isso fez meu processo de produção muito mais fácil. Quando tenho uma melodia em minha cabeça, não esqueço-a no momento que clicaria juntamente com o mouse.]

 

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Antigo Home Studio

A.M.E – For you, how happen your creative process to create news sounds? [Para você,como ocorre o seu processo criativo para criar novas músicas?]

VIKTOR –In every possible way. I prefer to collect all the tools I might use around me, like virtual instruments, midi controllers, also a mic, and anything I might have. Then  I turn on a base groove to with a kick and a bassline to start with. Then I start to jam and build it up layer by layer. I use a Novation launchpad to trigger loops, and when my screen is full MIDI and Audio clips, I basically have the essence of the track im working on. After this, I only have to spend countless hours to slice things up in the Session view.

[Em todas as formas possíveis. Eu prefiro coletar todos as ferramentas que poderia usar em torno de mim, como instrumentos virtuais, controladores midi, também um mic, e tudo oque eu poderia ter. Então ligo uma base groove com kick e linha de baixo para iniciar. Depois, começo a obstruir e construí-lo camadapor camada. Uso um Launchpad Novation para acionar loops, e quando minha tela está cheia de clips de MIDI e Audio, tenho basicamente a essência da faixa que estou trabalhando.Depois disso, só tenho que passar inúmeras horas para fatiar as coisas na sessão de exibição.]

A.M.E – How define your loudness? What do you seek to transmit to the people? [Como você define sua música?O que você busca transmitir às pessoas?]

VIKTOR – I gather impressions from my everyday life, and transfort them into audio. I would say it’s basically ordered chaos. A mixture from contradictory emotions, to push our perception to the boundaries, in order to feel the difference between the two ends something. This is just the way I prefer to make these frequencies, and luckily other people enjoy them too.

[Eu recolho as impressões do meu cotidiano, e transmito-as em áudio. Diria basicamente um caos ordenado. Uma mistura de emoções contraditórias, para impulsionar nossa percepção aos limites, a fim de sentir a diferença entre dois fins de algo. É assim que eu prefiro fazer estas frequências, e felizmente outras pessoas as apreciam também.]

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Psylocida, Nasgul & Osiris

A.M.E – Nowadays, What are your main influences? Hoje em dia, quais são suas principais influências?]

VIKTOR – Everything and everyone I encounter during my days. I work together a lot with Alien Hardware and Osiris. The three of us have many collaboration projects together, and we influence each other very much.

[Tudo e todos que encontro durante meus dias. Eu trabalho muito junto com Alien Hardware e Osiris. Nós três temos várias colaborações de projetos juntos, e nós influenciamos bastante uns aos outros.]

A.M.E – What are the programs that you use to build your tracks? [Quais programas que você utiliza para criar suas faixas?]

VIKTOR – Ableton LIVE, and it’s native plugins. And a few third party VST-s and VSTi-s of course. I also love my Novation Launchpad and my MPK49.

[Ableton LIVE, e seus plugins nativos. E um pouco de terceiros VST-s e VSTi-s é claro. Eu também amo meu Launchpad Novation e minha MPK49.]

A.M.E – Sometimes I sense full communcation of the vital systems of living organisms or information about distant galaxies when I’m involved for your loudness. So do you use photografic tracks? [Para você, qual a essência primordial para criar melodias e atmosferas de ambientações?]

VIKTOR – Well, I mainly create music by following my intuition when I visualise sounds and musical thoughts as shapes and colours. I always try to code a message into each track, using my own set of mind. Decoding is up to the listener I believe.

[Bem, eu principalmente crio música seguindo minha intuição quando visualizo sons e pensamentos musicais como formas e cores. Sempre tento codificar uma mensagem em cada faixa, usando meu próprio conjunto mental. Decodificando até o ouvinte, acredito.]

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Osilocidalien

A.M.E – Do you like to perform experiments when producing or acting live? [Você gosta de efetuar experimentações durante a produção ou atuando ao vivo?]

VIKTOR – Hell yes! Especially when I’m performing with my colleagues with collaboration projects. The more we make on the spot, the bigger the fun is.

[Mas é claro! Especialmente quando estou realizando com meus colegas com colaboração de projetos. Quanto mais nós fazemos no lugar, maior é a diversão.]

A.M.E – What was the presentation that marked you most? Why? [Qual foi a apresentação mais te marcou? Por quê?]

VIKTOR – I’ve really enjoyed the Psylocid Hardware live at 4.49 festival. We had around 4 hours to play along, and it really was a beautiful experience, as people connected the frequencies and went crazy.

[Realmente havia gostado Psylocid Hardware Live na 4.49 Festival. Tivemos cerca de 4 horas para tocar juntos, e isso foi mesmo uma bela experiência, como pessoas conectadas as frequências e foram a loucura.]

A.M.E – What do you think about musical moviments that are arising in Europe and into the world? [O que pensas a respeito dos movimentos musicais que estão surgindo na Europa e no mundo?]

VIKTOR – I think the musical scene is a constantly changing and evolving creature. I see a lot of great festivals, and a lot of could be great ones as well. Time will tell which one has actual value. I’m just happy to witness 🙂

[Eu acho que a cena musical é uma criatura em constante transformação e evolução. Vejo uma série de grandes festivais,e um monte que poderiam ser os grandes também. O tempo dirá qual deles tem o real valor. Estou apenas feliz em testemunhar.]

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By Melaniedark Photos

A.M.E – How do you visualize the progress of underground genres like darkpsy and its subgenres into the Hungary? [Como você visualiza o andamento de gêneros undergrounds como darkpsy e seus subgêneros na Húngria?]

VIKTOR – Luckily, with the Psybaba guys and the Darkangels Gathering series, darkpsy already nested it’s roots in Budapest, and there are small but enthusiastic groups of people around the country, to organise events. It’s good to see, that there are more and more quality parties, both indoor and outdoor. However, my dearest one’s are, and will always be the small illegal parties in the woods 🙂

[Felizmente,com os caras da Psybaba e da Darkangels Gathering séries, Darkpsy já inseriu suas raízes em Budapeste, e são pequenos, mas entusiásticos grupos de pessoas em todo país,a organizar eventos. Isso ótimo de ver, que há mais e mais festas de qualidade, ambas indoor e outdoor. No entanto, uma das minhas mais queridas é e sempre será as pequenas festas ilegais na floresta.]

A.M.E – What do you think of Hungary’s scene eletronic? And in the world? [O que você acha da cena eletrônica Húngara? E no mundo?]

VIKTOR – Well, let’s say that there are great parties if you know where to find, regardless the genre. As I’ve said, its a constantly evolving stuff, and even tough I see the point of bringing the “4chord for every radio besthits”  principle into the psychedelic genre as well, I dont like the idea.

[Bem, digamos que existem grandes festas, se você souber onde encontrar, independentemente de gênero. Como eu havia dito, é uma coisa em constante evolução, e eu até mesmo vejo difícil o ponto de trazer o “4chord para cada besthits de radio” principalmente no gênero Psychedelic, eu não gosto da ideia.]

A.M.E – What are your expectations for the Psylocida project? And you as a artist? [Quais são suas expectativas para o projeto Psylocida? E você como artista?]

VIKTOR – As long as I enjoy to produce, and there are people who like what I do, there is a reason to do it. As music production is not my primary profession, I consider myself lucky because I feel no push to follow guidelines, or work  with strict deadlines. I really enjoy to play along with frequencies and express myself in that way. So I expect to continue it for a long time regardless the genre. We plan to put more energy into our collaborations projects,  such as Psylocid Hardware, Osilocidalien, and Fetus Deletis. That is for sure.

[Enquanto eu gostar de produzir, e há pessoas que gostem do que eu faço, existe uma razão para fazê-lo. Como produção musical não é minha profissão primária, eu considero-me sortudo, pois não sinto nenhum impulso para seguir diretrizes, ou trabalhar com prazos rigorosos. Gosto mesmo de tocar juntamente com frequências e me expresso dessa forma, assim espero continuar isto por um longo tempo independentemente de gênero. Nós planejamos colocar mais energia em nossas colaborações de projetos, tal como Psylocid Hardware, Osilocidalien e Fetus Deletis. Isso é certeza.]

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By Melaniedark Photos

A.M.E – Actually, what are your biggest challenges? [Atualmente,quais são seus maiores desafios?]

VIKTOR – To have my own place, where I can live, work and produce without being disturbed. Also, it kind of helps if I do not disturb my neighbours that much, that is the hard part about being a drummer. Getting more experimental with  sideprojects is also a great challenge I think.

[Ter meu próprio lugar, onde possa viver, trabalhar e produzir sem ser incomodado. Também, isto ajuda se eu não perturbar meus vizinhos tanto, que é a parte mais difícil sobre ser um baterista. Ficando mais experimental com projetos paralelos é também um grande desafio, eu acho.]

A.M.E – What are your hobbies when aren’t working, producing or traveling? [Quais são seus hobbies quando não está trabalhando, produzindo ou viajando?]

VIKTOR – I’m kind of a geek, so gaming was always a big love for me, especially RPG-s and competitive multiplayer games. I also like to read, cook, and to build. Basically anything, from anything. I love to unleash my creative self,  and get busy with DIY project around the house.

[ eu sou um tipo de nerd, então jogos sempre foram um grande amor para mim, especialmente RPGs e jogos multiplayers competitivos. Eu também gosto de ler, cozinhar e construir. Basicamente qualquer coisa do nada. Eu amo libertar meu eu criativo, e ficar ocupado com o projeto DIY em torno de casa.]

A.M.E – What are you passionate about in life, than music? [O que você é apaixonado na vida, além da música?]

VIKTOR – I don’t think there is anything else. I love my job, I love my life, and in general consider myself okey with everything, but music will allways be a big-big FUCKYEAH button for me.

[Eu não acho que há mais alguma coisa. Eu amo meu trabalho, amo minha vida e em geral consider-me certo com tudo, mas a musica sempre será um imenso botão “FUCKYEAH” para mim.]

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By Melaniedark Photos

A.M.E – What’s new in relation to releases, tours and collabs? [Quais as novidades em relação aos lançamentos, turnês e collabs?]

VIKTOR – I was busy with making singles for VA complations nowadays. Now I feel that its time to finish a Psylocida EP, and also a debut album for every possible formation and deformation we have with Alien Hardware/Nasgul and Osiris.

I feel that I’ve finally found the sound I was looking for, so now its time to sit down a lillbit, and focus on production, and to perform with joined forces around the world.

[Eu estava ocupado com a realização de singles para compilação de VA, hoje em dia. Agora sinto que é hora de terminar um EP do Psylocida, e também um álbum de estreia para cada possível formação e deformação que temos com o Alien Hardware/Nasgul e Osiris.

Sinto que tenho finalmente encontrado o som que eu estava buscando, então agora é hora de sentar um pouco, e focar na produção, e executar com as forças unidas ao redor do mundo.]

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By Melaniedark Photos

A.M.E – Is there any place you have never been presented and really want to play? [Existe algum lugar que você nunca tenha se apresentado e realmente deseja tocar?]

VIKTOR – South America seems like a wonderful place, and Japan is on the list as well.

[A América do Sul parece ser um lugar maravilhoso, e Japão está na lista também.]

A.M.E – An unforgetble moment into the life? [Um momento inesquecível em sua vida?]

VIKTOR – The “Hópenair” party… 40cm snow, Kosd mountain top. It was quite complicated arrange it, but worth every drop of sweat.

[A festa “Hópenair”… 40 cm de neve, topo da montanha Kosd. Foi bastante complicado organizá-lo, mas valeu cada gota de suor.]

Gratitude for your opportunity, patience and clarity during our dialog!! And Grateful Melaniedark Photos for your support and exclusive pictures to our interview!! ❤

[Gratidão pela sua oportunidade, paciência e clareza durante nosso diálogo!! E Grato Melaniedark Photos pelo suporte e fotos exclusivas para nossa entrevista!! <3]

Apreciem a Page do Bandcamp de Psylocida!!! Enjoooooy it

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The Tatics of Angels Gigantos by Blake (2010)

A.M.E. Entrevista Alien Forest

Sempre explorando o universo Amazônico da Música Eletrônica, vou buscando nas matas adentro as pistas de inteligências impressionantes. Inteligências alienígenas que por aqui passaram deixando seus rastros no comportamento musical e nas sonoridades psicodélicas e atmosferas dançantes de elevadas batidas por minuto. E representando parte do segmento musical noturno, trabalhando seja com o Forest Trance, ou com o Dark Trance e Psycore, Thúlio Barreto, assume os pseudônimos de Alien Forest e Milº. E assim sendo, vamos fazer algumas perguntinhas a fim de conhecer mais sobre este enérgico ser da floresta.

A.M.E. – Como iniciou sua trajetória com a música eletrônica?

Thúlio – Meu interesse peIa mixagem começou quando vi queo que eu gostava não estava presente nas festas em Belém. O interesse em aprender a tocar veio junto com o interesse em fazer festa, pois um completaria o outro. No ano de 2014 por volta de abriI, eu, juntamente com Kássio Porto e Barbara MeIo, resolvemos criar uma festa voltada para sons noturno, pois curtiamos o estiIo e tinhamos que viajar para poder curtir uma festa do tipo, surgindo assim a Floresta Amazônica Org., ao mesmo tempo, eu e Kássio, nos inscrevemos em um curso de mixagem para aprender a tocar e tentar difundir aquiIo que gostamos, o resultado foi super positivo, hoje temos (em Belém) outras festas voltadas para o estiIo e muitos djs que optaram por tocar as vertentes noturnas.
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Logo: Floresta Amazônica.org

A.M.E. – Como você define os sons que cultivas em seus dois projetos, Alien Forest e 1000º?

Thúlio: Comecei com o Mil°, onde eu tocava sons acelerados, HiTech, Dark e um pouco de PsyCore. Fazia mudanças de Bpm’s bruscas onde causava a confusão mental através de suas variações de aceleração, além de escolher músicas com quedas e ambientações bem longas. Percebi que os produtores (de evento) tinham uma certa dificuldade de aceitar e até mesmo entender aquilo (ahuahuahu )então mudei o foco é criei o Alien Forest, onde sigo a linha do estilo Forest, e procuro sempre músicas diferenciadas, com sons bastantes psicodélicos,  sons florestais, bastante sintetização e introspectivos, muitas variações de batidas e com bastante quedas durante as músicas ( características que trago do outro Projeto Mil°).

Descrevendo em uma narrativa o Alien Forest “Cria uma atmosfera e ambientação bem densa, conduzindo sua apresentação em uma sonoridade com linhas de baixo marcantes que variam todo o tempo, levando a introspecção da mente. Com sons Alienígenas e Florestais ao mesmo tempo, conduz a mente ao transe e a euforia do momento ao mesmo tempo.”

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Alien Forest

A.M.E. – O que vamos encontrar em seu case?

Thúlio – sempre segui a Iinha da Parvati Records (Derango, Farebi JabeIi, Nargun, EIowinz…) hoje procuro bastantes musicas com a pegada diferenciada, com baixos diferentes, e que se modificam durante a musica. Hallucinogenic Horses, Uttu, Pandoras Box, Hutti Heita, etc…

A.M.E. – Em busca de experiências, quais eventos e festivais pelo Brasil você já frequentou e o que busca aprender com eles?

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Sansara Festival 2013

Thúlio – Zuvuya, Universo ParaIeIIo, Ressonar, FestivaI Fora do Tempo e muitos outros. Procurando sempre extrair o meIhor, troca de Culturas, experiências, pensamentos, energias, e agregar valor ao mesmo da mesma forma.

A.M.E. – Como está sendo a experiência com produção de eventos na Capital Paraense?

Thúlio – Falando como pessoa, me sinto realizado, pois depois de dois anos que comecei nesse ramo, vi muitas coisas crescerem: a qualidade das festas, a diversificação sonora, intervenções artísticas, decoração, e vi também o crescimento do público. Hoje eu acredito que no Brasil inteiro, não há nenhuma cidade que viva atualmente a música eletrônica como em Belém, se parar para ver, quase todo o fim de semana tem pelo menos 1 festa voltada para o segmento, coisa que a anos atrás era raridade. Hoje em dia pode se dizer que há um certo tipo de banalização, infelizmente é essa a melhor palavra à ser usada. Como em uma música do Charlie Brown Jr diz: “muita gente tem forma, mas não tem conteúdo “.

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Floresta Viva 30/09/2016
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Árvore da Vida 24/09/2016

A.M.E. – E quanto aos seus projetos, o que vem por Quanto aos seus projetos, o que vem por ai de novidade?

Thúlio – Novidade é sempre pesquisar, sempre modificar algo, adaptar outro e seguir suas idéias, sou meio chato com isso, tenho minhas idéias formadas e tento transmiti-las quando estou tocando, afinal, somos o que transmitimos, e eu transmito o que acredito.

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A Xuxa Tinha Razão, Lincoln B-Day 2016

A.M.E. – Deixe uma mensagem para seus ouvintes e nossos leitores.

Thúlio – O desconhecido as vezes pode se tornar o novo. Não tenha medo de mudanças, as vezes elas vem pra melhor, só sabe disso quem vive experiências novas, saia de sua rotina e abra sua mente ao novo.

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