Arquivo da categoria: Arte decorativa

[ENTREVISTA] E agora vamos conhecer o trabalho da Elih-SD Cenografia.

Faaaaala Apreciadores de Música Eletrônica! Jovens antenados no que há de melhor dentro deste universo cósmico, onde vivenciamos coletivamente essas experiências psicodélicas da floresta digital amazônica, que reverbera seus frutos da terra para as abundantes zonas de experimentação artística pelo Brasil. E nessa constante senda artística, vasculhando o arcabouço de artistas da Terrinha, Belém do Pará e Castanhal, encontramos um Apreciador de Música Eletrônica que dedica uma bela parte de seu tempo à prática de montagem de palcos e cenografia para os eventos de eMusic da Região,  Eliabe Santos (Elih-SD – Cenografia). Nascido na cidade de Castanhal e residindo atualmente em Belém do Pará, nosso mano tem se destacado com suas técnicas em Bio Construção nas vibes. Um quase engenheiro sanitarista pela UFPa, vem falar um pouco das sua trajetória em mais uma Entrevista, aqui no Colunas AME. Vamos lá!

A. M. E. – Meu amigo, Eliabe, o que lhe motivou à entrar nessa senda cenográfica no mundo da música eletrônica amazônico?

ELIABE – Quando comecei a frequentar os meus primeiros eventos de E-Music, por volta de 2007, nasceu a vontade de fazer parte dos bastidores deste universo, queria contribuir de alguma forma com a construção de tudo, lembro-me bem o dia em que cheguei cedo em um evento e pude acompanhar a finalização do trabalho da equipe de cenografia, um ambiente onde todos se ajudavam em prol de algo maior, aquilo me fascinou!
Com isso, procurei conhecer mais sobre a arte de decorar, comecei a pesquisar e por volta de 2009 já estava esticando os primeiros tecidos em eventos realizados por amigos, em seguida foram surgindo oportunidades para fazer trabalhos em Belém (capital).

Psychos – Castanhal-PA
A. M. E. – Já trabalhastes ao lado de ótimos profissionais no ramo da ‘decor’, falemos um pouco dessas experiências?

ELIABE – Durante essa caminhada pude trabalhar com inúmeros profissionais, de vários ramos ( pintura, bio-construção e etc), dentre
eles grandes nomes da cenografia nacional, com isso tive a oportunidade de aprender um pouco com cada um deles, em
especial com o Basdos, Danyel Rodrigues ( Psy Decor ) e Liano Dornelles ( Surya Ecoart). Com eles tive meus primeiros

contatos com técnicas de construção, foram as experiências mais importantes que tive.

Tierra Progressiva

A. M. E. – Existem artistas de cenografia, amazônia afora, que lhe influenciam com seus trabalhos?

ELIABE – O Brasil possui muitos profissionais que exploram muito bem a bio-construção e cenografia psicodélica, mas tem uma galera que faço questão de sempre estar acompanhando, entre eles; Surya Eco Art, uma empresa que busca  acima de tudo promover a Sustentabilidade em eventos, através da utilização de tecnologias da bio-construção, do  distrito federal; a Spectrohm arts bio-construçao & cenografia (GO), que sempre lança projetos inovadores  e a SPankartZ Artistic Installations ( SP ), alguns dos “monstros” da cenografia nacional.

Tierra Progressiva

 A. M. E. – Quais os momentos inesquecíveis de sua trajetória?

ELIABE – Carrego vários momentos que marcaram a minha trajetória com este projeto de cenografia, mas sem dúvida o que mais marcou positivamente foi a primeira vez que ele me levou para outro estado.

DJ Iogue no Palco da Quântica

A. M. E. – Quanto tempo, mais ou menos, é necessário para chegar no resultado final?

ELIABE – Isso é bem relevante, varia conforme a dimensão do evento e necessidade do cliente, tem trabalhos que passo 2 dias  construindo, mas também tem os que são necessários mais de uma semana, entre colheita, transporte da matéria prima e a construção.

A. M. E. – Na sua opinião, sentes que o trabalho de bio-construção e decoração é justamente valorizado dentro do movimento?

ELIABE – Atualmente sim, as produtoras estão dando uma maior atenção para a decoração dos seus eventos, estão prezando por qualidade,  até porquê sabem da necessidade de um evento bem estruturado que agrade e satisfaça as suas necessidades.

Victor Olisan na vibe da Quântica Org.

 A. M. E. – Agora tens novos projetos que estão além do trabalho de cenografia. Nos fale sobre essas novas atividades?

ELIABE – Isso mesmo, sempre gostei de me envolver em várias atividades, atualmente estou estudando a arte  das mixagens, uma curiosidade que já tinha há algum tempo mas só agora pude fazer um curso de teoria e  prática onde pude aprender e conhecer mais sobre essa art, tive duas pessoas que me ajudaram/ajudam bastante nesse processo de aprendizagem, sendo eles;  Yula Santos( Aka Zahra)[clique aqui para ler a entrevista com Yula] e Orlando Rodrigues ( Aka DJ Tizil ) proprietário da School Of DJs, que atualmente vem formando DJs que estão se destacando no cenário local.
A minha estréia aconteceu em novembro de 2017, foi incrível, pela 1º vez soube a sensação de estar no palco e não só construí-lo (kk).

Eliabe mixando na vibe VilaTrônic – Vila dos Cabanos 2018

A.M.E – O seu trabalho já lhe levou a participar de eventos fora do estado?

Eternity – MA

ELIABE – Já tive a oportunidade de participar de um Festival – Eternity Festival, no estado do Maranhão, onde, ao lado do André Diniz, realizamos a construção de 2 pistas. Outras oportunidades já apareceram, mas na época não tinha a disponibilidade de tempo necessária para poder realizar a viagem e participar do evento.

Eternity Festival – MA

A.M.E – Castanhal tem muitos recantos ainda não explorados, lembra de todas as festas que já tiveram na cidade?

ELIABE – O cenário eletrônico em Castanhal ganhou um forte destaque devido aos seus picos, bem natureza, geralmente com igarapé e muita sombra.
Difícil recordar de todos os eventos que já foram realizados na cidade, o movimento começou por volta de 2004 e vem crescendo a cada dia.

Intervenção Artística na Shamanic, vibe realizada pelo Eliabe;

A.M.E – Onde pretende chegar com seu trabalho?

ELIABE – Onde ele me levar, irei!

A.M.E – Fale sobre o Projeto E-Music em foco, quais seus objetivos?
ELIABE – Esse é um projeto que surgiu por acaso, ao buscar registros em video de alguns djs que tinha interesse observei a falta destes arquivos na rede, com isso comecei a registrar com meu aparelho celular, depois dos eventos recebia mensagens  dos amigos DJs procurando por algum video, até que em janeiro de 2015 surgiu a ideia de criar a fan page e um canal no youtube, hoje tenho mais de 100 registros.
Com o grande número de visualizações notei a necessidade de investir em qualidade audio/visual, com isso, há pouco tem

realizei a compra de alguns equipamentos ( que ainda estou aguardando a chegar), com a finalidade de obter um pouco mais de qualidade nos registros lembrando que isso tudo muito amador.

Eliabe registrando para seu projeto E-music em foco

Fanpage: E-Music em Foco!

.A. M. E. – Para finalizar, qual mensagem você deixa para nossos leitores, e aos que estão entrando agora nessa cultura?

ELIABE – 
Então, quero apenas alertar sobre um problema que tem acontecido nos eventos; a grande produção de resíduos sem descarte adequado, quero deixar aqui em forma de apelo para que todos tenham mais um pouco de educação e principalmente respeito para com o Solo Sagrado, aí galerinha, pista não é lugar de lixo, vamos nos conscientizar e dar o destino final adequado para o resíduo que geramos durante o evento.

Shamanic, em Castanhal. Visão noturna da projeção no Palco.

…….

E aqui terminamos mais uma matéria com nossos queridos conterrâneos artistas amazônicos! Compartilhem esta matéria com seus amigos e chamem mais pessoas para ler! Enjoy!

 

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A Arte Visionária de Dimorphic

O novo EP do Goch em parceria com os Schlabbaduersters (aqui representados pelos projetos Ka Sol, Battle Of The Future Buddhas e Zoon) é musicalmente intrigante.

Constantemente experimental, “Tree Knights” é uma surra de organicidade trance escandinava nos ouvidos. Visualmente, a arte da capa é chocante. O artista responsável por essa e outras artworks da Treetrolla Records se chama Dmitryi Ditkovskyi a.k.a. Dimorphic.

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Ucraniano, Mestre em Design, o cara permeia a cena desde 2004 atuando em exibições e curadoria de festivais como o “Electric Meadow”.

Dá uma olhada no que ele faz:

 

 

Abstractus Org. Apresenta Uma Noite no México

Vibrando no embalo deste ótimo momento em que o cenário cultural da música  eletrônica de Belém vem vivendo, em um grande fôlego de eventos bem produzidos, chega novamente a vez da produtora Abistractus org.  Com sua festa “Arriba”,  nos apresenta à aspectos das tradições Mexicanas que saúdam e comemoram o “dia de los muertos”. Então fomos em busca dos produtores, Dhuenne César (28, e também atua como DJ), Adriane dos Anjos (25),  Willer Fritz (29) e Risangela Moreira (31), que formam a equipe que compõe este talentoso núcleo. Os Apreciadores de Música Eletrônica  foi entrevistá-los e ficar por dentro das novidades que vamos vivenciar neste sábado (09/07), em seu próximo evento.

Ventimbora!!

Dj Moon, é a atração convidada para a festa Arriba – Uma Noite no México!

A.M.E. – Em que contexto brotou a ideia de produzir eventos?

Abstractus org – Depois de algum tempo dando suporte na produção de eventos, surgiu o desejo de fazer uma festa própria, onde nos pudéssemos decidir e escolher tudo conforme a nossa vontade. A ideia era fazer uma festa com a nossa cara, com o nosso jeito, com a nossa identidade.

Arriba Caveira Mexicana: Na foto, Willer, Risângela, Goastral, Dhuenne e Adrianne!
Arriba Caveira Mexicana: Na foto, Willer, Risângela, Goastral, Dhuenne e Adrianne!

A.M.E. – Qual a percepção da Produtora sobre o atual momento da Cena, em Belém?

Abstractus org – A cena vive seu melhor momento. Praticamente todo fim de semana tem festas. Recebemos nos últimos anos grandes nomes nacionais e internacionais, enfim, a cena vem crescendo e exigindo cada vez mais empenho dos seus organizadores. Mas ainda há muito preconceito e isso acarreta uma série de dificuldades ainda à serem enfrentadas.
Ex: Disponibilidade de locais (sítios, clubes, etc)

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Arriba Flower by Lilac Pic

 A.M.E. – Qual o objetivo da produtora com o cenário cultural local?

Abstractus org – Fazer o melhor! Mostrar que aqui tem profissionais capacitados para fazer uma festa e não deixar nada a desejar, trazer a oportunidade de ver o que há lá fora para pessoas que não tem condições de viajar.

Apresentação do Live Subtonic by Andrey Bastos
Apresentação do Live Subtonic by Andrey Bastos

A.M.E. – Quais temas vocês já realizaram e qual o tema da próxima vibe?

Abstractus org – Nossa festa “Arriba” é baseada na festa do dia dos mortos que acontece no México.Na primeira , focamos nas caveiras mexicanas. [veja fotos Aqui e Aqui]. Na segunda, Arriba Flowers, exploramos o tema focando nas flores que enfeitam as ruas do México na época da festa do dia dos mortos. [Veja como foi Aqui e Aqui]. E na terceira que acontecerá dia 9 de julho, de tema “Uma noite no México ” focará na fé por trás dessa tradição contada de uma forma belíssima no filme “FESTA NO CÉU“.
Nossa meta é trazer um pedacinho do México com todas as suas luzes, cores e alegria.

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Dhuenne César, Adrianne dos Anjos, Risangela Moreira e Willer Fritz

A.M.E. – quem produz e qual matérial utilizado na produção das decorações de seus eventos?

Abstractus org – A produção é toda feita por nós 4 (Abstractus org.).
Utilizamos diversos materiais : papel, Eva, tnt, tecidos, esponja, isopor e etc. [Veja os álbuns de Construção das Decorações Aqui e Aqui]

Fluorescência sempre foi um detalhe importante.
Fluorescência sempre foi um detalhe importante.

A.M.E. – Quais eventos e artistas inspiram vocês no momento da criação?

Na verdade nossa temática é inédita, então nos inspiramos exclusivamente na tradição original,  com elementos fiéis ao tema do dia dos mortos.

A.M.E. – O que vocês prometem ao público no próximo evento?

Abstratctus – Muita emoção ! Qualidade nos pequenos detalhes, ambientes variados e uma temática riquíssima pra surpreender o público.

[Saiba mais no Evento do Facebook, que contem todas as informações!]

 

——

Aho! Até a Próxima, Apreciadores!

A Arte Geométrica de Rogério Teiji Hirata

Continuando a viagem por entre os universos artísticos que compõem a cultura eletrônica, chegamos ao ponto da arte decorativa ou “música para os olhos”, como bem afirma Rogério Teiji Hirata. Nascido em São Paulo (Capital), esse artista incrível tem expressivo trabalho voltado à geometria sagrada, de efeitos visuais impressionantes. Desde linhas laser e imagens gigantes feitas com traços em macramê até absurdos poliedros em terceira dimensão criados ao longo de dez anos de experiência.

Fizemos algumas perguntas a fim de conhecer mais sua trajetória e visão cultural. Vamos lá!

AME: Quando e como começou o seu processo criativo?

ROGÉRIO: Acho que sempre estive voltado pra arte, mas foi na virada do terceiro milênio que a coisa se intensificou e parece ter assumido outro papel. No ano de 2001 eu ingressei na USP para cursar Ciências Biológicas, daí foram anos de muita leitura, filosofia, festas, psytrance e experiências com drogas psicodélicas. Eu estava fascinado por tudo isso, e foi nesse ambiente que assumi um relacionamento com a arte que dura até hoje. Encarei o fato de que para cumprir minha missão teria que me esforçar muito para fazer da arte meu trabalho, minha diversão e meu estudo do mundo. Tive apoio da família, dos amigos e de coisas que eu nem fazia ideia que existiam naquela época. Resumindo bem, foi assim o começo…

AME: Quais suas Inspirações?

ROGÉRIO: Uma conversa, uma viagem, um filme, uma música, uma dor, um amor, um relaxamento… A vida inspira de forma misteriosamente divina.

Festival Mundo de Oz - FMOz7 (Foto By: Rafael Benitez Fotografia)
Festival Mundo de Oz – FMOz7 (Foto By: Rafael Benitez Fotografia)

AME: Quais outros artistas o inspiram?

ROGÉRIO: Os que notadamente já sacaram a solidão que é a Arte. E não pularam fora.

AME: De onde surgiu a ideia de trabalhar com arte geométrica?

ROGÉRIO: Nunca fui nerd, mas sempre gostei de geometria na escola. Nada complicado também. Normal. Quando criança eu construía os sólidos platônicos em papel, com auxílio de um livro da enciclopédia “Mundo da Criança”. Lá tinha umas ilustrações do Escher que me fascinavam também. Tive fases de empenho no origami, na universidade me apaixonei pelos fractais, uma infinidade de pequenas coisas que acabaram me deixando marcas. E lá para o  ano de 2003 o psytrance se mostrou o grande laboratório, onde todos esses e outros traumas que eu carrego podiam viver numa boa. Dentro desse meio, me influenciaram muito o trabalho do Avikal, Marcelo Jaz e do César Franzói.

Papel, Canetas 0.7, recorte, dobradura, colagem
Papel, Canetas 0.7, recorte, dobradura, colagem

AME: Quais foram os seus primeiros trabalhos?

ROGÉRIO: Foram um pano e uma peça de linhas, para umas festas que uns amigos da faculdade produziam. O nome da festa era Biodélica (não é Biodelic…), e rolava no centro acadêmico de Biologia, na Cidade Universitária. Especiais demais, saudade enorme.

Biodélica 2008 at University of São Paulo (USP) Photo by Silvio Sato
Biodélica 2008 at University of São Paulo (USP)
Photo by Silvio Sato

AME: Quais seus momentos inesquecíveis, profissionalmente?

ROGÉRIO: Só alguns:

  • A semana que pintei o primeiro pano “Universo dos Cogumelos”, em 2004.
  • Quando Juarez me convidou pro Universo Paralello #6, quando foi tocar na Klatu.
  • Dia que recebi uma grana pela primeira vez decorando uma festa. Foi numa REZpect, balada de PsyTrance voltada pra colônia oriental e afins, em São Paulo. Eu não tinha cobrado nada, mas me falaram que fez toda a diferença na festa, e que eu levava jeito pra coisa. Falaram pra eu seguir em frente que o futuro prometia.
  • A construção do “Bicho-do-Coco” e da  “Flor-de Lótus” com meu amigo/parceiro César Franzói, no Universo Paralello #7 e #8, respectivamente.
  • Montagem da pista 303 no Universo Paralello #12, ao lado do Zion,meu filho de 2 anos, e de uma equipe de amigos do coração. Lá, nas areias de Pratigí, pela primeira vez na vida eu ou vi meu filho dizer pra mim: “papai, tô feliz”.
reZpect 2007, DJ Smoke Machine
reZpect 2007, DJ Smoke Machine

AME: O que ambicionas? Qual seu projeto para o futuro?

ROGÉRIO: Meu filho Zion Haruki Hirata. Ele não é um “projeto meu” exatamente, mas estar ao lado dele, viajar com ele, lutar, conversar, ser um bom pai, é isso que quero hoje em dia. E isso é indissociável de todos meus projetos com a Arte. Ser o pai que quero implica em estudar mais, trabalhar mais, viajar mais, investir em projetos maiores.

AME: Seu trabalho tem influências fora das artes geométricas?

ROGÉRIO: Esteticamente, acho que meu trabalho é muito influenciável, mas sou incompetente em dizer quais são minhas influências e de onde vêm exatamente.

AME: Qual sua opinião a respeito da importância das artes decorativas para a cultura da música eletrônica?

ROGÉRIO: Arte decorativa é música para os olhos.

Vagalume Records Party 2008 Photo by Silvio Sato
Vagalume Records Party 2008
Photo by Silvio Sato

Você pode conferir mais arte aqui:

Geômetra Nova Arte no Facebook

Geômetra Nova Arte


 

 

Imagem Destacada: Fernão Prado.

O Sincronário da Paz ensina que o Tempo é Arte

Dentro do universo da música eletrônica há os eventos de arte e cultura alternativa que exploram a exibição e apresentação de vários contextos artísticos e culturais, que enriquecem a imaginação e percepção com suas variações expressivas. Uma dessas é a expressão do Sincronário da Paz, movimento artístico que sugere uma transformação na percepção do tempo através da mudança do calendário vigente por um calendário harmônico chamado de “Sincronário de 13 Lua de 28 dias, ” ou Sincronário da Paz.

calendario maia

A ideia é simples. Consiste em nos fazer compreender que o tempo é medido pela humanidade de uma maneira desarmônica, fora dos ciclos naturais que regem diversos movimentos no planeta e em nós. A desarmonia pode ser percebida pela maneira que calculamos a quantidade de dia de cada mês, se olharmos bem, não é possível dizer com exatidão quantos dias são necessários para contar um mês. Meses com 28 ou 29, 30 e 31 dias, são variações desarmônicas e não proporcionam uma percepção mais profunda acerca do tempo, pois constantemente nos perdemos em sua contagem intuitiva.

Para encontrar a harmonia do tempo, como sugere o Sincronário da Paz, é necessário passar a vê-lo como uma medida certa e precisa, assim como todas as outras medidas do universo. E assim é proposto dividir o ciclo solar que chamamos ‘Ano’ em 13 meses de 28 dias. Assim todos os meses terão exatamente 4 semanas. Cada semana começando no que seria o Domingo (Dali) e terminando no que seria o sábado (Sílio). Para estes dias da semana chamamos Plasmas radias.

Além dessa medida básica de contagem do tempo, que seria o aspecto material do tempo ou a contagem dos dias, temos também o aspecto espiritual do tempo, que é chamado de Kin. Kin é uma pessoa, um dia, um ano, uma flor. Kin é uma unidade de tempo que contém os aspectos materiais e espirituais. O calendário é contado através da contagem dos Kins, e assim vão formando as semanas, os meses, os anos, as décadas e assim por diante. Você pode descobrir seu Kin através de sua data de nascimento.

Talvez vocês estejam perguntando: Mas 13 meses de 28 dias somam apenas 364 dias. E a Terra leva 365 dias para girar ao redor do Sol. O que acontece com esse dia que falta?

É o seguinte, este dia é o Dia-Fora-do-Tempo, dia de celebração da paz e cultura através da arte. É um dia mágico que não está na contagem do Sincronário, e retomaremos esta contagem no dia seguinte ao Dia-Fora-do-Tempo. Este é um dia tão mágico e especial que coisas maravilhosas acontecem. Para dar um exemplo, em 2007 eu fui ao primeiro festival de arte e cultura alternativa de minha vida, em Carolina-MA, e nada conhecia sobre o Sincronário da Paz. Todos os dias transcorreram antecedendo o Dia-Fora-do-Tempo, mas quando ele chegou, o clima de celebração da paz e da cultura através da arte me dominou por completo e me transformou em um ser artístico, malabarístico, um pouco místico, recebi um Don. Voltei do maranhão com a semente das artes em mim e dela brotou um malabarista criativo que aqui vos escreve. Meu kin é o 193, caminhante do céu espectral vermelho.

Como disse no início deste texto “Dentro do universo da música eletrônica há os eventos de arte e cultura alternativa que exploram a exibição e apresentação de vários contextos artísticos e culturais, que enriquecem a imaginação e percepção com suas variações expressivas.” E isso é fantástico e maravilhoso, lindo de se mostrar, trabalhar e compartilhar. Sem falar nas incontáveis possibilidades artísticas nas mais diversas linguagens, que podem ser inseridas, cultivadas e exibidas, só por conhecer uma pontinha deste contexto sincronístico. Viaje um pouco nas Ondas de Zuvuya, descubra seu kin no Sincronário da Paz, deixe um novo tempo participar de sua mente.

Encontrei um site muito bom para estudar onde pude ler o Programa Piloto de Auto-Estudo elaborado pela Rede de Arte Planetária de Portugal (PAN-Portugal).strip_20_seals_65

A Arte da Galactivation

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Carey Thompson é o norte-americano por detrás do Galactivation, núcleo artistico responsável por parte da decoração do Templo da Dança do BOOM FESTIVAL.

Em seu trabalho percebemos a interação com a natureza (biocontruções), arte visionária (pinturas) e a materialização do visionário em portais incríveis em segunda, terceira e quarta dimensão. Como se não bastasse, o cara também é diretor de arte do festival português, expositor tanto do museu quanto de instalações localizadas ao longo do terreno e esse ano será responsável por reunir mais uma vez o grande time de decoradores e artistas que construirão o Dance Temple.

Suas fontes de inspiração são as dimensões ocultas da realidade, o cosmos e experiências sensoriais.

Para maior contato com a arte, visite galactivation.com

Foto: Daniel Zetterstrom