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Pequeno habitante planetário da biocenose Terra.

A Mixórdia Coletânea II: Prophets Of Destruction

Mictlan ou Inframundo… era o submundo da mitologia Asteca pelo qual, arduamente, a maioria das almas humanas peregrinavam em direção ao extremo Norte, rumo ao tormento de provações em nove níveis distintos. Alfim, alcançar a Paz da eternidade.

Recentemente, em 2 de Março, A Infernal Family Crew lançou seu primeiro mefistofélico V.A., compilado pelo mexicano Czar Psikcopata, manager da IFC, e pelo dinamarquês Snuratekk, artista nato, produtor musical e designer.

Mathias Christensen (aka Snuratekk) atua na cena underground da Europa desde 2004. Sendo proprietário da Sonic Contrast Beings – Record Tribe onde dissemina novos artistas psicodélicos e promove suas artes. Além da SnurArt Design que produz diversas peças de roupas customizadas.

Segundo Mathias, não houve nenhuma seleção de track ou manipulação na criação dos artistas. Apenas foram invocados… A ideia é que todos se sintam livres para a mais pura expressão. Sendo assim, todos guiem o caminho da história.

O V.A. é repleto de frequências experimentais sutis, fractais oblívios de obliteração, atmosferas perturbadoras e diabólicas que induzem a pessoa a extrema histeria ou contemplação em meio ao caos.

Prepare-se para aniquilação de sua percepção acerca de bpms!!!

Creepy Track List:

1. Ra – Horror (xxx bpm)

2. Cosmic Wizard – Monita De Guayaba (205 bpm)

3. Bhassam – Island Of The Dolls (xxx bpm)

4. Multikhauzal – Agares (xxx bpm)

5. Audionimus – Sasfire (220 bpm)

6. MinDelve – Secret Basement (300-xxx bpm)

7. Belfegor – Daemoniorum (222 bpm)

8. Azark – Mortuus Inferni (215 bpm)

9. Dravna – Destruction Is A Form Of Creation (260 bpm)

10. Khorshid – Just My Imagination (xxx bpm)

11. Annalah – Perversion Of The Virgin (215 bpm)

12. ShamoOrtee – Beauty Macrocosom (245 bpm)

13. Snuratekk – Alfablòt Ritual (20/460 bpm)

14. Dajjal – Dimension Of Darkness (220 bpm)

15. K-Owl – Whispercraft (xxx bpm)

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Versão completa:

Infernal Family Crew Bandcamp Page: https://infernalfamilycrew.bandcamp.com/

O Percussionismo Sônico de Psylocida

Particularmente, o percussionista sônico é capaz de tocar não somente um complexo conjunto de instrumento de percussão, mas transpassa a totalidade que nos rodeia, como nossas memórias, experiências vividas, nossas emoções e permeia nossas tênues ligações sensoriais.

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Viktor Verekei nasceu em Budapeste, honrosa capital da Hungria, em 10 de Outubro de 1990. Não se engane por ser tão jovem, o húngaro é detentor de um vasto conhecimento em Ciência Tecnológica, formado em Administrador de Sistemas, Engenharia e Programação de Computadores, Comunicação, Jornalismo e Programas relacionados, além de ter atuado como Verificador de Games.

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Viktor Vereckei

É o mentor do Projeto Musical Psylocida que se baseia em propiciar uma nova visão aos gêneros undergrounds. Por ser baterista, não se contenta em apenas manter as levadas habituais, por exemplo misturar batidas quebradas como Jazz Jungle e outros elementos. Em suma, o objetivo dele nunca foi produzir exatamente as mesmas coisas já feitas antes.

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Modular Heaven
  • Sagrada Teoria Musical

Durante seu processo criativo, visualiza  a música como formas geométricas e cores em sua mente. Uma forma sublime para manter a sinestesia, já que a intenção é criar algo melódico, sensível e harmônico.

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A música é baseada na matemática, partindo desse pressuposto, ele desenvolveu sua forma de aplicar a famosa Golden Ratio que consiste na constante e veloz expansão de nosso universo, conforme a efêmera sequência Fibonacci que tudo foi criado da mesma essência. Assim encontra-se em toda a parte da natureza.

Em breve explicação de Viktor, você pode interpor o acorde maior perfeitamente, como o Fibonacci. Caso comece a contar a partir de uma única nota e, em seguida, seguir a contagem de 1, 3, 5, 8… Quando você ouvir algo harmônico, então é uma forma de simetria, representada como geometria sonora.

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Viktor curte combinar as melodias variadas, manipulando a dualidade dos sentimentos e emoções que circundam nossa realidade, como felicidade e tristeza, calmo e intenso, ordem e caos 😀

A track “Crystal Succubus” é um exemplo disso, pois reuni uma gama de emoções, codificadas em frequências. É um pacote de uma história 😀 Além de ser pessoalmente uma das favoritas:

  • Trajetória Musical

Em 2015, ocorreu o 4.49 Party Hungary nos arredores remotos de Budapeste, uma celebração intensa que disseminou a pura Cultura Alternativa Underground. De acordo com Viktor, foi uma grande experiência, trouxeram a maioria da artilharia eletrônica de lá. Os organizadores cuidaram dos pequenos detalhes. tornaram o evento sustentável e repleto de soluções amigáveis em todo lugar. Além de haver grandes oficinas também.

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Em 14 de Maio de 2016, rolou uma preparty de um dos fetivais mais cogitados na Europa nos dias atuais, Master Of Puppets. Viktor se apresentou com Akós (aka Nasgul / Alien Hardware), juntamente formam o projeto Psylocid Hardware, que expressa uma variação absurda de faixas atmosféricas e densas.

No Halloween, dia 30 à 31 de Outubro, a Psybaba Allstars realizou a Psybaba Halloween!!! Um ritual obscuro que reuniu todos os seres encantados das estórias de horror. Viktor se apresentou em conjunto com o Nasgul e Osiris, juntos integram ao projeto Osilocidalien. Segundo Viktor, foi um fim de semana KILLA!!!!!! Eles conseguiram 3 roupas de cirurgiões, e destruiram a pista durante as 2 últimas hrs de festa.

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Em 04 de Fevereiro de 2017, próximo do equinócio de Primavera, Viktor e Mészáros Csaba, também conhecido pelo projeto Osiris (juntos são Fetus Deletis) organizarão em conjunto com a KVLT BP uma Indoor Party chamada Hellscape: The First Gate (A Dark Psychedelic Gathering) que ocorrerá na Supersonic – Blue Hell & KVLT, em Budapeste. Este é primeiro evento organizado pela Dark Psychedelic Gathering (antiga DarkAngels Gathering Decor) voltado para ambientes fechados e traz consigo um avançado conceito temático inusitado.

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  • ENTREVISTA

Ao longo desse semestre, trocamos um vasto diálogo com Viktor Vereckei que humildemente disserta sobre sua vivência artística no decorrer de sua caminhada de vida.

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Viktor e Akós

A.M.E – At what moment in your life, did you feel the first contact with the world of music? [Em que momento em sua vida, sentiu o primeiro contato com a música?]

VIKTOR – At a pretty young age. I was always fascinated by music, and probably started to hit random objects around the house when I was roughly 5 years old. My brother was into rave back then, while my father was more like a classic-rock guy. That both influenced me to develop my own taste.

[Em uma época muito jovem. Sempre fui fascinado pela música, e provavelmente comecei a bater nos objetos aleatórios em torno da casa quando eu tinha aproximadamente 5 anos de idade. Meu irmão foi de rave naquela tempo, enquanto meu pai era mais como um cara de rock-clássico. Tanto que me influenciou a desenvolver meu próprio gosto.]

A.M.E – What did you fascinate by eletronic music? [O que te fascinou pela música eletrônica?]

VIKTOR –That you can freely create anything you want from scratch, while also being able to use high quality recordings from real life instruments. I’m a fan of both instrumental and electronic music, as well as the collaboration of the two.

[De que você pode livremente criar qualquer coisa que você queira do nada, além de ser capaz de usar gravações de alta qualidade de instrumentos da vida real. Eu sou um fã de ambas as músicas eletrônica e instrumental, bem como a colaboração das duas.]

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Psylocida & Freq36

A.M.E – How was the beginning of your career? Do you remember where was your first presentation? [Como foi o inicio de sua carreira? Você relembra onde foi sua primeira apresentação?]

VIKTOR – As a group of friends, we’ve started to organize parties around Budapest. I’ve met Ákós Pecze (Nasgul / Alien Hardware) around that time. He was into mixing Drum and Bass from vinyl back then, while I was busy drumming in my basement to grooves I’ve made with Fruity Loops, and later Ableton Live. Long story short, we ended up somehow in a psytrance party, then later a darkpsy one. There weren’t many parties to our taste, so we started to make them happen, while we pulled each-other more deeply into music production.

[Como um grupo de amigos, nós havíamos começado a organizar festas ao redor de Budapest. Eu havia conhecido Ákos Pecze (Nasgul / Alien Hardware) aproximadamente naquela época. Ele estava mixando em Drum and Bass de vinyl naquele tempo, enquanto eu estava ocupado na percussão de Grooves do meu porão que eu fazia no Fruity Loops, e mais tarde no Ableton Live. Resumindo, nós acabámos de alguma forma numa festa de Psytrance, logo após uma de Darkpsy. Lá não existiam muitas festas para o nosso gosto, então nós iniciámos a fazê-las ocorrer, quando nós puxámos, mutuamente, mais profundamente em produção musical.]

 

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Psylocid Hardware (Psylocida & Alien Hardware)

A.M.E – Who were your influences? [Quem foram suas influências?]

VIKTOR –The complete list would be pretty long, but I’m a big fan of the projects of Kasatka, Dark Whisper, Silent Horror, and nowadays Yaminahua and Calyptratus as well.

[A lista completa seria muito longa, mas eu sou um grande fã dos projetos de Kasatka, Dark Whisper, Silent Horror, e atualmente, Yaminahua e Calyptratus também.]

A.M.E – How did you create the Psylocida’s Project? [Como você criou o projeto Psylocida?]

VIKTOR – Used this as my nickname in countless computer games, so it just sticked. At first it was not a goal to create it as a project, but after a while I had more and more tracks, and had to group them under something. It was a long way to get every equipment necessary to produce, but this allowed me to get into Ableton on my own, and create my own creative process.

[Usei isso como meu pseudônimo em inúmeros jogos de computador, por isso apenas aderi. No início, não foi uma meta cria-lo como um projeto, mas depois de um tempo eu tinha mais e mais faixas, e devia agrupá-las em algo. Foi um longo caminho para obter todos os equipamentos necessários para produzir, mas isso me permitiu chegar no Ableton por minha conta, e criar meu próprio processo criatividade.]

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Psylocida, Azhir Atila & Nasgul

A.M.E – Does your solo Project occupy a long time of your day? [O seu Projeto solo ocupa bastante tempo do seu dia?]

VIKTOR – Depends on the day. As I have a fulltime occupation as well, it’s a challenging thing to manage my time, and spend several hours behind the computer. I collect create ideas from the influences I have during my everyday life, and convert them to audio, so in a way I’m always producing.

[Depende do dia. Como eu tenho uma ocupação em tempo integral, bem como, é uma coisa desafiadora gerenciar meu tempo, e passar várias horas atrás de computador. Eu coleciono ideias criadas das influências que eu tenho durante todo minha vida cotidiana, e convertô-los em áudio, para que de uma forma estou sempre produzindo.]

A.M.E – What are the origins of the name “Psylocida”? [Qual a origem do nome “Psylocida”?]

VIKTOR – There exists a funny audio footage in my native language, where a girl describes her shroom journey while it’s happening, and there is a Sphongle track in the background. There’s a part when she says “Pszilocidamárkájúkerékpárommal a piacraindultam”, which roughly translates to “I’ve set off to the market on my psilocida manufactured bike”. Loved how it sounds, so I kept it.

[Existe uma metragem de áudio engraçada em minha língua nativa, onde uma garota descreve a jornada de cogumelos dela enquanto está acontecendo, e há uma faixa de Sphongle em segundo plano. Há uma parte enquanto ela diz: “Pszilocidamárkájúkerékpárommal a piacraindultam”, que se traduz em “Eu já parti para o mercado em minha bicicleta psilocida fabricada”. Amei como soa, então eu o mantive.]

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András Kovács, Viktor, Jérôme Andrieux, Annajuli Rosenfeld e Besenyei Cintia

A.M.E – What inspire you in your artist’s life style? [O que te inspira em sua vida artística?]

VIKTOR – Everything a lilbit, I just feel that I gather the impressions and experiences during my everyday life, and as it reaches a certain threshold, I need to decode it into a song. So existence is a kinda good inspiration itself

[De tudo um pouco, eu apenas sinto que recolho as impressões e experiências durante minha vida cotidiana, e como ela alcança um certo limite, preciso decodificá-las numa música. Assim, a existência é uma boa inspiração. :D]

A.M.E – Do you know to play some instrument? What? [Você sabe tocar algum instrumento? Qual?]

VIKTOR – I play drums, started with metal, then learned jazz drumming. Always loved to play any kind of broken beat, like jungle or drum and bass. Nowadays I’m learning to play the piano, and it made my process of producing much easier. When I have a melody in my head, I dont forget it by the time I would click it together with the mouse.

[Eu toco bateria,comecei pelo metal \m/, depois aprendi bateria de jazz. Sempre amei tocar qualquer tipo de batida quebrada, como jungle ou drumandbass. Hoje em dia, estou aprendendo a tocar piano, e isso fez meu processo de produção muito mais fácil. Quando tenho uma melodia em minha cabeça, não esqueço-a no momento que clicaria juntamente com o mouse.]

 

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Antigo Home Studio

A.M.E – For you, how happen your creative process to create news sounds? [Para você,como ocorre o seu processo criativo para criar novas músicas?]

VIKTOR –In every possible way. I prefer to collect all the tools I might use around me, like virtual instruments, midi controllers, also a mic, and anything I might have. Then  I turn on a base groove to with a kick and a bassline to start with. Then I start to jam and build it up layer by layer. I use a Novation launchpad to trigger loops, and when my screen is full MIDI and Audio clips, I basically have the essence of the track im working on. After this, I only have to spend countless hours to slice things up in the Session view.

[Em todas as formas possíveis. Eu prefiro coletar todos as ferramentas que poderia usar em torno de mim, como instrumentos virtuais, controladores midi, também um mic, e tudo oque eu poderia ter. Então ligo uma base groove com kick e linha de baixo para iniciar. Depois, começo a obstruir e construí-lo camadapor camada. Uso um Launchpad Novation para acionar loops, e quando minha tela está cheia de clips de MIDI e Audio, tenho basicamente a essência da faixa que estou trabalhando.Depois disso, só tenho que passar inúmeras horas para fatiar as coisas na sessão de exibição.]

A.M.E – How define your loudness? What do you seek to transmit to the people? [Como você define sua música?O que você busca transmitir às pessoas?]

VIKTOR – I gather impressions from my everyday life, and transfort them into audio. I would say it’s basically ordered chaos. A mixture from contradictory emotions, to push our perception to the boundaries, in order to feel the difference between the two ends something. This is just the way I prefer to make these frequencies, and luckily other people enjoy them too.

[Eu recolho as impressões do meu cotidiano, e transmito-as em áudio. Diria basicamente um caos ordenado. Uma mistura de emoções contraditórias, para impulsionar nossa percepção aos limites, a fim de sentir a diferença entre dois fins de algo. É assim que eu prefiro fazer estas frequências, e felizmente outras pessoas as apreciam também.]

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Psylocida, Nasgul & Osiris

A.M.E – Nowadays, What are your main influences? Hoje em dia, quais são suas principais influências?]

VIKTOR – Everything and everyone I encounter during my days. I work together a lot with Alien Hardware and Osiris. The three of us have many collaboration projects together, and we influence each other very much.

[Tudo e todos que encontro durante meus dias. Eu trabalho muito junto com Alien Hardware e Osiris. Nós três temos várias colaborações de projetos juntos, e nós influenciamos bastante uns aos outros.]

A.M.E – What are the programs that you use to build your tracks? [Quais programas que você utiliza para criar suas faixas?]

VIKTOR – Ableton LIVE, and it’s native plugins. And a few third party VST-s and VSTi-s of course. I also love my Novation Launchpad and my MPK49.

[Ableton LIVE, e seus plugins nativos. E um pouco de terceiros VST-s e VSTi-s é claro. Eu também amo meu Launchpad Novation e minha MPK49.]

A.M.E – Sometimes I sense full communcation of the vital systems of living organisms or information about distant galaxies when I’m involved for your loudness. So do you use photografic tracks? [Para você, qual a essência primordial para criar melodias e atmosferas de ambientações?]

VIKTOR – Well, I mainly create music by following my intuition when I visualise sounds and musical thoughts as shapes and colours. I always try to code a message into each track, using my own set of mind. Decoding is up to the listener I believe.

[Bem, eu principalmente crio música seguindo minha intuição quando visualizo sons e pensamentos musicais como formas e cores. Sempre tento codificar uma mensagem em cada faixa, usando meu próprio conjunto mental. Decodificando até o ouvinte, acredito.]

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Osilocidalien

A.M.E – Do you like to perform experiments when producing or acting live? [Você gosta de efetuar experimentações durante a produção ou atuando ao vivo?]

VIKTOR – Hell yes! Especially when I’m performing with my colleagues with collaboration projects. The more we make on the spot, the bigger the fun is.

[Mas é claro! Especialmente quando estou realizando com meus colegas com colaboração de projetos. Quanto mais nós fazemos no lugar, maior é a diversão.]

A.M.E – What was the presentation that marked you most? Why? [Qual foi a apresentação mais te marcou? Por quê?]

VIKTOR – I’ve really enjoyed the Psylocid Hardware live at 4.49 festival. We had around 4 hours to play along, and it really was a beautiful experience, as people connected the frequencies and went crazy.

[Realmente havia gostado Psylocid Hardware Live na 4.49 Festival. Tivemos cerca de 4 horas para tocar juntos, e isso foi mesmo uma bela experiência, como pessoas conectadas as frequências e foram a loucura.]

A.M.E – What do you think about musical moviments that are arising in Europe and into the world? [O que pensas a respeito dos movimentos musicais que estão surgindo na Europa e no mundo?]

VIKTOR – I think the musical scene is a constantly changing and evolving creature. I see a lot of great festivals, and a lot of could be great ones as well. Time will tell which one has actual value. I’m just happy to witness 🙂

[Eu acho que a cena musical é uma criatura em constante transformação e evolução. Vejo uma série de grandes festivais,e um monte que poderiam ser os grandes também. O tempo dirá qual deles tem o real valor. Estou apenas feliz em testemunhar.]

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By Melaniedark Photos

A.M.E – How do you visualize the progress of underground genres like darkpsy and its subgenres into the Hungary? [Como você visualiza o andamento de gêneros undergrounds como darkpsy e seus subgêneros na Húngria?]

VIKTOR – Luckily, with the Psybaba guys and the Darkangels Gathering series, darkpsy already nested it’s roots in Budapest, and there are small but enthusiastic groups of people around the country, to organise events. It’s good to see, that there are more and more quality parties, both indoor and outdoor. However, my dearest one’s are, and will always be the small illegal parties in the woods 🙂

[Felizmente,com os caras da Psybaba e da Darkangels Gathering séries, Darkpsy já inseriu suas raízes em Budapeste, e são pequenos, mas entusiásticos grupos de pessoas em todo país,a organizar eventos. Isso ótimo de ver, que há mais e mais festas de qualidade, ambas indoor e outdoor. No entanto, uma das minhas mais queridas é e sempre será as pequenas festas ilegais na floresta.]

A.M.E – What do you think of Hungary’s scene eletronic? And in the world? [O que você acha da cena eletrônica Húngara? E no mundo?]

VIKTOR – Well, let’s say that there are great parties if you know where to find, regardless the genre. As I’ve said, its a constantly evolving stuff, and even tough I see the point of bringing the “4chord for every radio besthits”  principle into the psychedelic genre as well, I dont like the idea.

[Bem, digamos que existem grandes festas, se você souber onde encontrar, independentemente de gênero. Como eu havia dito, é uma coisa em constante evolução, e eu até mesmo vejo difícil o ponto de trazer o “4chord para cada besthits de radio” principalmente no gênero Psychedelic, eu não gosto da ideia.]

A.M.E – What are your expectations for the Psylocida project? And you as a artist? [Quais são suas expectativas para o projeto Psylocida? E você como artista?]

VIKTOR – As long as I enjoy to produce, and there are people who like what I do, there is a reason to do it. As music production is not my primary profession, I consider myself lucky because I feel no push to follow guidelines, or work  with strict deadlines. I really enjoy to play along with frequencies and express myself in that way. So I expect to continue it for a long time regardless the genre. We plan to put more energy into our collaborations projects,  such as Psylocid Hardware, Osilocidalien, and Fetus Deletis. That is for sure.

[Enquanto eu gostar de produzir, e há pessoas que gostem do que eu faço, existe uma razão para fazê-lo. Como produção musical não é minha profissão primária, eu considero-me sortudo, pois não sinto nenhum impulso para seguir diretrizes, ou trabalhar com prazos rigorosos. Gosto mesmo de tocar juntamente com frequências e me expresso dessa forma, assim espero continuar isto por um longo tempo independentemente de gênero. Nós planejamos colocar mais energia em nossas colaborações de projetos, tal como Psylocid Hardware, Osilocidalien e Fetus Deletis. Isso é certeza.]

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By Melaniedark Photos

A.M.E – Actually, what are your biggest challenges? [Atualmente,quais são seus maiores desafios?]

VIKTOR – To have my own place, where I can live, work and produce without being disturbed. Also, it kind of helps if I do not disturb my neighbours that much, that is the hard part about being a drummer. Getting more experimental with  sideprojects is also a great challenge I think.

[Ter meu próprio lugar, onde possa viver, trabalhar e produzir sem ser incomodado. Também, isto ajuda se eu não perturbar meus vizinhos tanto, que é a parte mais difícil sobre ser um baterista. Ficando mais experimental com projetos paralelos é também um grande desafio, eu acho.]

A.M.E – What are your hobbies when aren’t working, producing or traveling? [Quais são seus hobbies quando não está trabalhando, produzindo ou viajando?]

VIKTOR – I’m kind of a geek, so gaming was always a big love for me, especially RPG-s and competitive multiplayer games. I also like to read, cook, and to build. Basically anything, from anything. I love to unleash my creative self,  and get busy with DIY project around the house.

[ eu sou um tipo de nerd, então jogos sempre foram um grande amor para mim, especialmente RPGs e jogos multiplayers competitivos. Eu também gosto de ler, cozinhar e construir. Basicamente qualquer coisa do nada. Eu amo libertar meu eu criativo, e ficar ocupado com o projeto DIY em torno de casa.]

A.M.E – What are you passionate about in life, than music? [O que você é apaixonado na vida, além da música?]

VIKTOR – I don’t think there is anything else. I love my job, I love my life, and in general consider myself okey with everything, but music will allways be a big-big FUCKYEAH button for me.

[Eu não acho que há mais alguma coisa. Eu amo meu trabalho, amo minha vida e em geral consider-me certo com tudo, mas a musica sempre será um imenso botão “FUCKYEAH” para mim.]

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By Melaniedark Photos

A.M.E – What’s new in relation to releases, tours and collabs? [Quais as novidades em relação aos lançamentos, turnês e collabs?]

VIKTOR – I was busy with making singles for VA complations nowadays. Now I feel that its time to finish a Psylocida EP, and also a debut album for every possible formation and deformation we have with Alien Hardware/Nasgul and Osiris.

I feel that I’ve finally found the sound I was looking for, so now its time to sit down a lillbit, and focus on production, and to perform with joined forces around the world.

[Eu estava ocupado com a realização de singles para compilação de VA, hoje em dia. Agora sinto que é hora de terminar um EP do Psylocida, e também um álbum de estreia para cada possível formação e deformação que temos com o Alien Hardware/Nasgul e Osiris.

Sinto que tenho finalmente encontrado o som que eu estava buscando, então agora é hora de sentar um pouco, e focar na produção, e executar com as forças unidas ao redor do mundo.]

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By Melaniedark Photos

A.M.E – Is there any place you have never been presented and really want to play? [Existe algum lugar que você nunca tenha se apresentado e realmente deseja tocar?]

VIKTOR – South America seems like a wonderful place, and Japan is on the list as well.

[A América do Sul parece ser um lugar maravilhoso, e Japão está na lista também.]

A.M.E – An unforgetble moment into the life? [Um momento inesquecível em sua vida?]

VIKTOR – The “Hópenair” party… 40cm snow, Kosd mountain top. It was quite complicated arrange it, but worth every drop of sweat.

[A festa “Hópenair”… 40 cm de neve, topo da montanha Kosd. Foi bastante complicado organizá-lo, mas valeu cada gota de suor.]

Gratitude for your opportunity, patience and clarity during our dialog!! And Grateful Melaniedark Photos for your support and exclusive pictures to our interview!! ❤

[Gratidão pela sua oportunidade, paciência e clareza durante nosso diálogo!! E Grato Melaniedark Photos pelo suporte e fotos exclusivas para nossa entrevista!! <3]

Apreciem a Page do Bandcamp de Psylocida!!! Enjoooooy it

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The Tatics of Angels Gigantos by Blake (2010)

A Era Psygeddon de Annalah

Poderes arcanos ressurgem. Aglomeração de sombras. Tempos de admiração e terror em breve tecerão sobre nós, é a época da obliteração.

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O crepúsculo da noite forçá-nos a iluminar intensamente os meandros de nossa jornada. O Projeto musical Annalah originou-se em plena selva de concreto, em Melbourne, a capital mais populosa do estado de Vitória, Austrália. Criado por Zac Peters em Abril deste ano, completamente imerso nas frequências experimentais obscuras e cataclísmicas existentes em nosso mundo, proporciona ao ouvinte um estado de purificação e libertação em meio a uma nova visão da Era Darkpsy que está por vir.

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Zac Peters aka Annalah
  • Trajetória Artística

Em 2002, com 4 anos de idade, Zac foi introduzido ao mundo da música clássica, envolvido com lições de piano, por influências de seus pais que o incentivaram bastante. Perdurou até o 10 anos.

Por volta de 2008, durante os 10 anos de idade, foi apresentado ao álbum da dupla Daft Punk, “Homework”. Completamente extasiado com as variações de samples e loops que interagiam nas músicas. Ainda assim, seu coração era guiado para as sonoridades mais densas do álbum como Rollin’ a Schartin’ e Rock’n Roll.

Desde então, iniciou-se sua obsessão e mergulhou profundamente em gêneros e subgêneros underground, até se apaixonar pelo gênero Core e Hard Trance.

Durante o percurso dos anos, Zac conheceu Fabrizzio Marcenaro, aka Belfegor, e se tornaram grandes amigos. Com o tempo, Fabrizzio, devido seu envolvimento árduo com a produção sonora, tentou diversas vezes convencer Zac a começar a mixar. Por anos o nervosismo dele o impedia, até que comprou uma Controladora de Dj barata e durante as práticas, nasceu o que hoje é conhecido por ANNALAH.

Ao longo de 2015, o projeto era voltado apenas para Dj Set, nem imaginava que ia vir a produzir e muito menos ter a oportunidade de trabalhar em duas labels tão cedo. Todavia, no decurso do ano, Zac foi convidado a tocar Psycore ou Hitech numa festa de aniversário, uma pvt underground localizada a 15min de trem da cidade de Melbourne. Zac descreve este momento como angustiante, pois não se considerava bom o bastante para se apresentar ao público. No entanto, depois de uma hora de “puro pânico” o set havia terminado e se sentia aliviado ao ouvir que foi muito bem recebido.

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Atualmente, em Abril deste decorrente ano, após ver a criação de automatizações em Bassline pelo Belfegor, isso atingiu sua percepção e uma ideia surgiu em sua mente, decidiu que ia começar a produzir.

  • “Highly Technical DarkCore”

Ao iniciar seu processo de produção musical, Zac dedica-se desde o início ao aperfeiçoamento de suas técnicas, com a ajuda de Belfegor, os dois vem desenvolvendo um novo olhar para o bassline.  Nota-se que não se configura um novo gênero ou vertente, apenas um modo de modulação e modificação de kick and bass. Zac conceitua da seguinte forma:

– Apocalyptic Psychedelic (Breaking Point): Ao final do dia tudo se resume ao momento final. São escolhas que você faz, são consequências que você enfrenta. Então viso proporcionar uma experiência psicodélica que irá impulsioná-lo para o momento de “Breaking” (Quebra). Eu sou libriano! Então, eu creio que este conceito reflete meu signo também. Pois você faz algo ou não faz.

Também tenho um animal dentro de mim, lutando para sair. A música representa a luta de controlar o animal para que você possa transcender em plena consciência.

– DeusCore: é um conceito que surge entre mim e Fabrizzio, enquanto tentamos em nossa primeira faixa de versus. tínhamos criado uma linha de baixo que se tornou o motivo “DeusCore”. A ideia é escura, profunda, experimental. Não é mesmo um gênero real ou qualquer coisa, apenas o conceito técnico completo de DarkPsycore.

  • Interação Artística

Annalah é um projeto de Dark Psychedelic Experimental, além de disseminar o gênero Core. Assim, transpassa a dualidade de dia e noite, podendo transitar e ser concebido entre diurno e noturno. De modo a construir e explorar atmosferas de tensão com um bassline ofensivo, propiciando profundos estados alterados de consciência.

Em 10 de Abril de 2016, FRMO foi a 1ª festa que Annalah se apresentou, no Outback australiano. No evento, encontrou seus amigos e celebrou junto a deles esse momento único e prazeroso.

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Fabrizzio Marcenaro (esquerda), Ilan Mosesson (Meio) e Zac Peters (Direita)
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Click da Mãe de Zac!! haha
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Voltando do FRMO

Em Junho de 2016, ocorreu o Transposition Lobby uma festa que reuniu o público psicodélico australiano. O evento emana paz, interação e diversão entre os presente.

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Instalações da Transposition Lobby
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Zac e Fabrizzio

Em 09 de Setembro de 2016, A Psyed by Psyed indoor que aconteceu na MusicMan Megastore em Bendigo, próximo de Melbourne, trouxe uma noite épica de Dark Psychedelic e sua Prole haha difundindo o cenário underground na região.

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“Ventos tempestuosos inflamam brasas, gerando uma força imparável.” – Zac Peters

  • ENTREVISTA:

Sem mais delongas, diretamente de Melbourne, local onde nasceu e vive atualmente, Zac Peters dialoga a respeito de diversos aspectos e envolvimento com relação a música em sua história de vida.

A.M.E – At what moment in your life, did you feel the first contact with the world of music? [Em que momento em sua vida, sentiu o primeiro contato com a música?]

ZAC –  I have been brought up with music since a child, from age 4 I was enrolled into piano lessons, and this continued to around age 10. However, this experience had always seemed forced by my parents and my heart wasn’t truly in piano. At around age 10, I was introduced to Daft Punk’s album ‘Homework’, and this is where my obsession truly began. The engaging loops and samples took my heart! Finding a liking for the more ‘harder’ songs on the album, ie. Rollin’ and Scartchin’ and ‘Rock’n Roll’, I naturally delved deeper into the subgenres and fell in love with the Core genres and hard trance.

[Eu tenho sido educado com música desde criança, a partir de 4 anos de idade eu estava matriculado em aulas de piano, e isto continuou há cerca dos 10 anos de idade. No entanto, esta experiência sempre tinha parecido forçada pelos meus pais e meu coração não estava verdadeiramente no piano. Por volta de 10 anos de idade, eu fui apresentado ao álbum do Daft Punk “Homework”, e isto é onde minha obsessão realmente iniciou.  Os loops envolventes e samples tomaram meu coração! Encontrando um agrado para canções mais “sólidas” do álbum , isto é, “Rollin’ a Schartin’” e “Rock’nRoll”, naturalmente, eu mergulhei mais fundo nos subgêneros e me apaixonei com o gênero Core e Hard Trance.]

A.M.E – What did you fascinate by eletronic music? [O que te fascinou pela música eletrônica?]

ZAC –  What fascinated me about electronic music was the simple majesty of the 4/4 Kick. The amount of energy and power stored in every kick excited me greatly, always begging for the next 32 bars. Also, the way that it is so obscurely tangible has also always intrigued me, I always found it impossible to imagine the production of those synths, but now as I am now producing it puzzles me even more how interactive frequency is.

[O que me fascinou acerca da música eletrônica foi a simples magnificência do Kick 4/4. O montante de energia e potência armazenado em cada  Kick, me exalta extremamente, sempre suplicando pelos próximos 32 bars. Além disso, da forma que é tão obscuramente tangível, também sempre me intrigou, eu sempre achei impossível imaginar a produção daqueles synths, mas agora, como eu já estou produzindo, eles intricam-me, ainda mais como interativa a frequência é.]

A.M.E – How was the beginning of your career? Do you remember where was your first presentation? [Como foi o inicio de sua carreira? Você relembra onde foi sua primeira apresentação?]

ZAC –  My good friend Fabrizzio aka Belfegor had been trying to convince me to start mixing darkpsy, for ages I was too nervous to learn but eventually I bought a cheap DJ Controller and started to practice and create what eventually became ANNALAH.

I started my project as a DJ, I did not imagine that I would end up producing, let alone getting the opportunities to work with two record labels so soon!

I started my DJ project in December 2015,  and after only a little while, a birthday party came up and I was asked to play Psycore or Hitech. Now at this point I was NOT good at mixing 😅, so as you can imagine it was very nerve wracking. I was playing at a underground party in a local parkland around 15 minute train ride from Melbourne City. After what seemed like an hour of pure panic my set was over and I was relieved to hear that it was very well received.

I began producing in early April this year; after watching Belfegor write automations to his bassline, I began to notice how the automisations that he was drawing was affecting it. A lightbulb popped in my head and I decided that I was going to start to produce.

I began to explore Ableton and learn how its basic functions worked, eg. fades, tranpose, and thus naturally my first tracks consisted of all samples except for an Operator bassline that Belfegor taught me to use basically.

[Meu bom  amigo Fabrizzio, também conhecido por Belfegor, tinha tentado me convencer a iniciar mixagem de Darkpsy, por anos eu estava nervoso demais para aprender, mas finalmente eu comprei uma controladora de DJ barata e criar, por fim, o que veio a ser ANNALAH.

Originei meu projeto como um DJ, eu não imaginava que eu ia acabar produzindo, e muito menos ter a oportunidade trabalhar com duas gravadoras tão cedo!

Introduzi meu Projeto de Dj, em Dezembro de 2015, e após apenas um pequeno tempo, uma festa de aniversário surgiu e fui convidado para tocar Psycore ou Hitech. Neste momento, eu NÃO era bom em mixagem L, então como você pode imaginar, era muito angustiante. Eu estava tocando em uma festa underground num terreno, em torno de 15 min de trem da cidade de Melbourne. Depois o que parecia como uma hora de puro pânico meu set estava terminado e eu estava aliviado ao ouvir que foi muito bem recebido.

Eu comecei a produzir cedo em Abril deste ano, depois de assistir o Belfegor escrever automações no Bassline dele, atentei como as automatizações que ele estava desenhando, estavam  afetando-o. Uma lâmpada estalou dentro da minha cabeça e eu decidi que ia começar a produzir.

Iniciei a explorar o Ableton e aprendi como são as funções básicas trabalhadas, por exemplo fades, tranpose e thus naturalmente minhas primeiras faixas consistiam em todas as amostras, exceto por um Operator Bassline que Belfegor me ensinou a usar basicamente.]

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A.M.E – Who were your influences?[Quem foram suas influências?]

ZAC –  My number one influence will always be my brother Belfegor! He inspired me to express myself and learn! If I never met him, I don’t even know if I would of started to make music, I wouldn’t of had the confidence to even suggest it! He inspires my creativity, as I have been brought up with parents that have wanted me to be good at maths and logical things, I can often get caught up in technicalities and loose inspired sound, so if it wasn’t for Belfegor I wouldn’t have any ideas to work. 😛

Coming in second I would have to say Crone. His dark, ambient vibe alongside his killer bassline had me in love with fast and dark psychedelic genres! I remember weeks and weeks where I would listen to Crone’s EP ‘No Hope’ and his Soundcloud non-stop!

[Minha influência número um sempre será meu irmão Belfegor! Ele me inspirou a expressar-me e aprender! Se eu nunca o conhecesse, não sei nem se eu teria começado a fazer música, eu não teria tido a confiança nem para sugerir isso! Ele inspira minha criatividade, como eu tenho sido educado com pais que me queriam para ser bom em matemática e coisas lógicas, posso muita das vezes ser apanhado em tecnicismo e som frouxo fomentado, então se não fosse pelo Belfegor não teria nenhuma ideia para trabalhar 😛

Vindo em segundo eu teria que dizer, Crone. Seu Dark, Ambient Vibe ao lado de seu killer bassline, tinha me apaixonado por gêneros psicodélicos obscuros e acelerados! Relembro de semanas e semanas onde eu ouvia o Ep do Crone, “No Hope” e seu soundcloud sem parar!]

A.M.E – What are the origins of the name “Annalah”? How did you create the Annalah’s Project? [Qual a origem do nome “Annalah”? Como você criou o projeto Annalah?]

ZAC –  Annalah is a misspelling of the word ‘Anala’ which is how the Hindu god of fire Agni is called when he is referred to in the Vasus!

This also is inspired by Belfegor. As I am an Air sign and he is a Fire sign, my Air blows his Sagittarius spark completely out of control causing a cataclysmic destructive force. When a fire burns down the forest, it means new life. And I believe this is true for consciousness as well. You have to destroy what you think you are, to actualise who you REALLY are. This is what I hope my music achieves.

[Annalah é um erro ortográfico da palavra “Anala” que é como o deus hindu de fogo Agni é chamado quando ele é referido em Vasus!

Isso também é inspirado pelo Belfegor. Como eu sou um signo de ar e ele é um signo de fogo, meu ar sopra sua centelha de Sagitário completamente fora do controle, causando uma força destrutiva cataclísmica. Quando se apaga um incêndio na floresta, quer dizer vida nova. E acredito que isso é verdade para a consciência também. Você tem que destruir o que você pensa que é, para atualizar quem você REALMENTE é. Isto é o que eu espero que minha música alcance.]

A.M.E – Does your solo Project occupy a long time of your day? [O seu Projeto solo ocupa bastante tempo do seu dia?]

ZAC –  Depends, mostly I spend time with my beautiful girlfriend Tallulah, and when I’m with her I try to make reasonable time to produce, say maybe 3 hours maximum a day. She supports me in every way possible and loves to see me enjoy myself and experience me evolve through my music. However when I’m with my friend Belfegor, which is often, I will be up all night all day writing music and I’ll turn into a psycore zombie hahaha 😛

But I would say I balance my personal, social, and music life quite well.

[Depende, na maioria das vezes eu passo o tempo com minha linda namorada Tallulah, e quando estou com ela, tento criar o tempo razoável para produzir, digamos, talvez 3 horas no máximo por dia. Ela me apóia em todos os sentidos possíveis e ama ver eu me divertir e experimentar me desenvolver por meio de minha música. Entretanto quando eu estou com meu amigo Belfegor, o que é muita das vezes, estarei acordado toda noite, toda manhã, escrevendo música e transformarei em um zumbi psycore hahaha 😛

Mas eu diria que equilibro a minha vida pessoal, social e a música muito bem.]

A.M.E – What are your hobbies when aren’t working, producing or traveling?[Quais são seus hobbies quando não está trabalhando, produzindo ou viajando?]

ZAC –  Can I say listening to music?? Hahahahaha I think my main hobby would be spending time with people that I love, sounds corny but to be honest there’s nothing else more rewarding in life. I hadn’t really had any hobbies for many years as I had been depressed for quite a long time. So music has really given me the drive to keep moving forward!!

[Posso dizer ouvindo música?? hahahahaha Eu acho que meu principal hobby seria passando o tempo com as pessoas que amo, parece cafona, mas para ser honesto,  não há nada mais gratificante na vida. Eu realmente não tinha nenhum hobby por muitos anos pois eu havia sido deprimido durante bastante tempo. Então a música tem realmente me dado para seguir em frente!!]

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A.M.E – What inspire you in your artist’s life style? [O que te inspira em sua vida artística?]

ZAC –  I spent a lot of my teen years throwing my life away for drugs and instant fixes. It’s taken years of growth and self-actualisation to get myself to where I am now. My music depicts the chaos that is my darkside, and the light that can be found when fear is put aside. My music is a reflection of my journey through my own self.

[Eu passei muitos anos de minha adolescência jogando minha vida fora por drogas e soluções rápidas. Levou anos de crescimento e auto-realização para mim mesmo chegar onde estou agora. Minha música representa o caos que é o meu lado negro, e a luz que pode ser encontrada quando o medo é posto de lado. Minha música é um reflexo da minha jornada através do meu próprio ser.]

A.M.E – Do you know to play some instrument? What? [Você sabe tocar algum instrumento? Qual?]

ZAC –  I can play guitar and keys basically 🙂

[Eu posso tocar guitarra e teclas basicamente :)]

A.M.E – For you, how happen your creative process to create news sounds? [Para você, como ocorre o seu processo criativo para criar novas músicas?]

ZAC –  Up until recently all my sounds were either samples, or very short synths that were stretched and effected. In the last month thought I have only been using synths except for things such as Vocals. I play all my synths with my NOVATION Launchkey Mini 25 key MIDI controller. Such a small basic controller but its knobs and pads have allowed me to intuitively play and record synths throughout the whole track. Everyday I’m learning new techniques, things are making more and more sense as my experience in production goes on.

[Até recentemente, todos os meus sons eram samples ou sintetizadores muito curtos que foram esticados e efetuados. No último mês, pensei que eu apenas havia utilizado synths, exceto para coisas tais como Vocais. Eu toco todos meus synts com meu controlador MIDI NOVATION Launchkey Mini de 25 teclas. Tal um pequeno controlador de base, mas são botões e blocos que me permitiram intuitivamente a tocar e gravar synths ao longo de toda a track. Todos os dias, eu estou aprendendo novas técnicas, coisas estão ganhando mais e mais sentido como minha experiência na produção continua.]

A.M.E – How define your loudness? What do you hope to convey to the people? [Como você define sua música? O que você espera transmitir às pessoas?]

ZAC –  I hope to create a sense of cataclysm that leaves you two options ‘Do or Don’t’. Everything in life comes down to that one moment where you decide whether you do something or you don’t. Whether it’s going for a walk to the park or traumatic experiences, the only person that can take charge of your destiny is yourself. It’s all about the choices you make and the consequences you face. My music aims to force you into a state of ‘breaking’ where you are no longer able to think, and you just DO, to strip the ego and transcend above what is material and leave  your soul naked and beautiful for the world to see.

We need to feel free to express ourselves however we feel fit and not be afraid of other peoples, opinions or perceptions as they are just a reflection of themselves. Because we are light and still a fire burns bright in the darkness of nights….

[Eu espero criar um senso de cataclisma que te deixa duas opções “fazer ou não fazer”. tudo na vida se resume a um momento onde você decide se você faz ou não. Seja está indo para uma caminhada ao parque ou experiências traumáticas, a única pessoa que pode assumir o controle do seu destino é você mesmo. É tudo acerca das escolhas que você faz e as consequências que enfrenta. minha música tem o objetivo de forçá-lo a um estado de “quebra” onde você já não é mais capaz de pensar, e você apenas FAZ, para retirar o Ego e transceder acima do que é material e deixar sua alma nua e bela para o mundo ver.

Nós necessitamos sentir-nos livres para expressar a nós mesmos, todavia nós sentimos aptos a não estar com medo de outros povos, opniões ou percepções como eles são apenas um reflexo de si mesmos. Porque nós somos Luz e ainda uma chama queima brilhante na escuridão das noites……]

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A.M.E – Nowadays, what are your main influences? [Hoje em dia, quais são suas principais influências?]

ZAC –  My main influence these days would have to be Azhalon (BR). His experimentalist style with his kick arrangement has inspired lots of new creative flow.

[Minha principal influência nos dias de hoje teria de ser Azhalon (BR). Seu estilo experimentalista com seu arranjo de kick tem inspirado muitos novos fluxos criativos.]

A.M.E – What are the programs that you use to build your tracks? [Quais programas que você utiliza para criar suas faixas?]

ZAC –  All my tracks are produced on Ableton Live 9.5, but I also use Ableton 9.0 so I can collaborate with others 🙂

[Todas minhas tracks são produzidas no Ableton Live 9.5, mas eu também uso Ableton 9.0 assim eu posso colaborar com outros :)]

A.M.E – Do you like to make experiments when producing or acting live? [Você gosta de fazer experimentações durante a produção ou atuando ao vivo?]

ZAC –  I haven’t had much experience playing live, so I am still learning heaps. It’s just about the confidence, because I know I have the skill and intuition to adapt to the music I am playing and be the master. However, there is no darkpsy/psycore scene where I am so there are not many opportunities to play.

[I não tenho tido muita experiência tocando ao vivo, então eu ainda estou aprendendo um à beça. É apenas sobre a confiança, porque eu sei que eu tenho a habilidade e intuição para adapta à música que eu estou tocando e ser o mestre. No entanto, não há nenhuma cena de Darkpsy/Psycore onde eu estou, por isso não há muitas oportunidades para tocar.]

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A.M.E – What was the presentation that marked you most? Why? [Qual foi a apresentação que mais te marcou? Por quê?]

ZAC –  ‘Imminence’. This is one of the cooler tracks I’ve made and it was also a huge learning curve. I created a heavy attack kick and bassline that drove through the synths and FX and took you on a melodic journey through BPMs automisations. This is really the track where I discovered why I was making music, I was making music to heal.

[“Imminence”. Esta é uma das tracks mais legais que tenho feita e foi também uma enorme curva de aprendizado. Eu criei um attack de kick e bass pesado que atravessou os synths e FX e levou você a uma jornada melódica através de BPMs automatizados. Esta realmente é a track em que descobri porque eu estava fazendo música, eu estava fazendo música para curar.]

A.M.E – What do you think about musical moviments that are arising in Australia? [O que pensas a respeito dos movimentos musicais que estão surgindo na Australia?]

ZAC –  There is a huge psytrance scene in Australia, however it is almost exclusively focused on ‘light’ trance, for example Full-On, Progressive, and ProgPsy, with the darkest hours Twilight and Forest. I have noticed a substantial number of people becoming interested in Hitech these days, so maybe people will start being interested in more experimental Psychedelic music. A lot of psy fans in Australia don’t even consider psycore music, and is very disrespected. So it is hard sometimes to find inspiration. But thats why I have Belfegor! And recently Menterama (Galactic Crew) moved to Melbourne so now we have another friendly face 🙂

[Há uma cena enome de Psytrance na Ausralia, no entanto, é quase exclusivamente focada sobre “leve” trance, por exemplo Full-On, progressive e ProgPsy, com horas mais obscuras de Twilight e Forest. Tenho notado um número substancial de pessoas se interessando em Hitech hoje em dia, assim talvez as pessoas começarem a se interessar por músicas psicodélicas mais experimentais. Muitos fãs de psy na Australia nem sequer consideram música Psycore, e é muito desrespeitado. Por isso, as vezes é difícil encontrar inspiração. Mas por causa disso que tenho Belfegor! E recentemente Menterama (Galactic Crew) mudou-se para Melbourne, então agora temos uma outra face amigável :)]

A.M.E – How do you visualize the progress of underground genres like darkpsy and its subgenres into the Australia? [Como você visualiza o progresso de gêneros undergrounds como darkpsy e seus subgêneros na Australia?]

ZAC –  I think eventually people will delve deeper into darkpsy as the need for something more substantial and personal than Prog or Fullon, which I find to be too commercially based and not enough soul. There is a quite a successful darkpsy party on NYE in Sydney every year, but I have yet to see it for myself.

 [Eu acho, eventualmente, que as pessoas vão aprofundar no Darkpsy como a necessidade de algo mais substancial e pessoal do que Prog e FullOn, o que considero ser também baseada comercialmente,  e não a alma suficiente. há uma parte darkpsy bem sucedida na NYE em Sidney todo ano, mas ainda tenho que ver por mim mesmo.]

A.M.E – What do you think of Australia’s scene electronic? [O que você acha da cena eletrônica Australia?]

ZAC –  I think Australia has quite a good electronic scene, lots of events all the time, of all sorts from psy to techno to dub to glitch! However it is hard to find experimental events, there are lots of breakcore events but I haven’t explored that scene properly yet.

[Eu acho que a Australia tem uma boa cena eletrônica, muitos eventos o tempo todo, de todos os tipos, de psy ao techno, ao Dub, ao Glitch! Entretanto, é difícil encontrar eventos experimentais, há muitos eventos de Breakcore, mas eu não exploro essa cena ainda adequadamente.]

A.M.E – What are your expectatives for the Annalah project? And you as a artist? [Quais são suas expectativas para o projeto Annalah? E você como artista?]

ZAC –  My ultimate goal is to travel the world playing parties and festivals, but all my expectations are to keep producing and keep learning.

[Meu último objetivo é viajar o mundo tocando em festas e festivais, mas todas as minhas expectativas são para manter a produção e continuar aprendendo.]

A.M.E – Actually, what are your biggest challenges? [Atualmente, quais são seus maiores desafios?]

ZAC –  My biggest challenge is my constant movement, I live between my house and my girlfriends house which are on the complete opposite sides of Melbourne!!!!

[Meu maior desafio é o meu constante movimento, eu vivo entre a minha casa e a da minha namorada que estão em completo lados opostos de Melbourne!!!!]

A.M.E – What are you passionate about in life, than music? [O que você é apaixonado na vida, além da música?]

ZAC –  Can I say my beautiful other half Tallulah? She keeps me humble, loyal and on the right path. I couldn’t ask for a greater gift than the heart of someone who loves without condition!

[Posso dizer minha bela outra metade Tallulah? Ela me mantém-me humilde, leal e no caminho certo. I não poderia pedir um presente maior do que o coração de alguém que ama sem condição!]

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A.M.E – What’s new in relation to releases, tours and collabs? [Quais as novidades em relação aos lançamentos, turnês e collabs?]

ZAC –  I am currently working on my first release at the moment! To be released on Galactic Crew (Mexico). I also am working on an EP for sometime next year. No details about tours yet, but it’s definitely the plan! Need to find work to visit other countries 🙂

[Atualmente, eu estou trabalhando no meu primeiro lançamento no momento! Para ser lançado na Galactic Crew (Mexico). Eu também estou trabalahando em um EP para o próximo ano. Não há detalhes sobre tours ainda, mas é definitivamente o plano! Necessidade de encontrar trabalho para visitar outros países :)]

A.M.E – Is there any place you have never been presented and really want to play? [Existe algum lugar que você nunca tenha se apresentado e realmente deseja tocar?]

ZAC –  There isn’t a experimental darkpsy scene in Australia, so I’m not sure about this question, but one day I would love to play major festivals such as Kali Mela and Master of Puppets.

[Não há uma cena de dark experimental na Australia, assim eu não estou certo sobre esta questão, mas um dia eu amaria tocar nos maiores festivais tal como Kali Mela e Master of Puppets.]

A.M.E – An unforgetble moment into the life? [Um momento inesquecível em sua vida?]

ZAC –  Hahahah, that is a hard question!! The first time I drove up the windy dirt road and heard the ‘doof, doof’ in the bush 😉

[Hahahah, Essa é uma questão difícil!! A primeira vez que eu dirigi até a estrada de terra sinuosa e ouvi o “doof, doof” no mato ;)]

A.ME. – Greatful, Zac!!!!! We enjoy so much ❤

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A Mixórdia Coletânea I: Aureum Horologium

A essência de nossa realidade/dualidade: histeria e serenidade; paz e caos são ressonadas e guiadas pelos conterrâneos das terras dos altos BPM’s.

Atualmente, no dia 1º de Agosto do decorrente ano, o Dj produtor austríaco Alex  Dimoiu, também reconhecido por The Mogli, devido seu notório envolvimento com produtores, reuniu faixas de contribuições de novos projetos sonoros da cena underground do mundo. Segundo Alex, a ideia de fazer o álbum surgiu por meio de uma amiga da gravadora Hippyflip, a djane produtora Faina, no momento em que iniciaram um projeto juntos, Nectribus. Além disso, ressalta a ajuda recebida pelos amigos, como a masterização das faixas feitas pelo Nocturne’s Creatures e a realização do lançamento desta épica coletânea pela Label Hyprid Records.

A Hyprid Rec. é uma independente gravadora austríaca fundada por Peter K. (Zhoprenica/Kypernetic) e David M. (Paratax) em 2011, Salzburg. Constituída com o intuito de disseminar música eletrônica de gêneros como Darkpsy, High Tech, Psycore, N.A.P. (New Age Psychedelic) e experimentações em sublimes frequências.

Neste sentido, a label expõe a visão de vislumbrar e recriar novas áreas e aspectos anormais de se desfrutar a música. Afinsal a música é formada de matéria infinita e atemporal.

Particularmente, vejo como fulgor de despertar e incentivo à exploração de frequências e sonidos audíveis ainda não habitados do que vêm para o mundo. O álbum progredi de 180 à 230 BPM’s, difundindo total experimentalismo de estilos elevados da cultura eletrônica underground.

Alex enfatiza que os artistas foram selecionados devido o estilo de produção de cada um, são músicas propriamente intensas, profundas e repletas de energia. Apreciem:

  • Tracklist:

01. Riptide – My Horse is a Raver (180 BPM)
02. Unreal Sign – Psychedelic Teknotizm (185 BPM)
03. Nocturnes Creatures – Aureum Noctis (188 BPM)
04. Audiokidnapping – Fame Bitch (190 BPM)
05. Psylocida – Ouroboros (196 BPM)
06. Lova – Lets Dance (202 BPM)
07. Spakum Hupakum – Corrosive Drops (202 BPM)
08. MantiCore – Growth is pain(ful) (204 BPM)
09. Psyloairlines – Omega (210 BPM)
10. Alien Hardware meets Osiris – Sacred Deathstar (210 BPM)
11. Zhoprenica – Calibrate 1111 System
12. Kontaton – Vortex (215 BPM)
13. Alpscore – Nuway (200-220 BPM)
14. Logic Psycho – Overstimulation (220 BPM)
15. Mirror Me – Aureum Phareum (225 BPM)
16. Aloc – Overlook Hotel (230 BPM)

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Obtenha a versão completa:
Hyprid Rec page: http://www.hypridrecords.com/va-aureum-horologium/

The Mogli Bandcamp page: themogli.bandcamp.com/album/v-a-aureum-horologium

O Jângal de Awwen

Awwen é o projeto musical do jovem produtor, Charlie Montero. Nasceu na Espanha em 1985, em Galícia também conhecida por Galiza, onde cresceu rodeado de Montanhas e Vales, sob a forte remanescência da cultura céltica que inspira-o em suas jornadas musicais.

  • Trajetória artística:

Em 2009, Ainda muito jovem, Charlie iniciou seu despertar pela música, quando foi vocalista em uma banda chamada Crust Punk em Barcelona. Durante o mesmo ano, começou a frequentar eventos undergrounds de cultura eletrônica de Psytrance. Seu envolvimento ampliou pela cena eletrônica quando se mudou para Amsterdã, aprendeu técnicas de Dj e apresentava-se em festas pela região.

Em 2011, já havia identificado seu estilo e aprofundou seu aprendizado sobre produção sonora, a fim de vivenciar a criação de seu próprio som.

Em 2012, com o amadurecimento das experiências de produção, decidiu criar um novo projeto de trance psicodélico. Dando origem ao Awwen.

Em 2014, surge uma ideia coletiva com seus amigos da cena psicodélica, devido partilharem o mesmo gosto musical, decidiram fundar o novo selo de música baseado em sonoridades obscuras, a GloOm Music Records. A gravadora promove subgêneros contemporâneos, como Twilight (Nightpsy), Forest e Groove. Atualmente, a label é gerenciada somente por Awwen e está focada para representar os talentos de todo o mundo, no intuito de gerar uma grande família e propagar a cultura!

  • Interação artística:

O projeto é concebido para a noite, porém podendo transitar entre diurno e noturno. De modo a explorar frequências psicodélicas decorrentes das sombras, desencadeando atmosferas profundas e subterrâneas, evoluindo de ruídos retorcidos de sons à ligações orgânicas de ambientações.

Em 21 de Novembro de 2015, a GloOm Music Records realizou o . GloOm Music Label Party Ibiza em Baba Yaga club, puerto de San Migue, Ibiza. O encontro propagou a intenção da gravadora, proporcionando uma noite inteira de sons noturno, além de comemorar os 2 anos de caminhada da Label.

Baba Yaga club, puerto de San Miguel, Ibiza 21-11-2015

Recentemente, em 25 de março de 2016, participou do evento Dark Energy, situado em Hanôver, Alemanha.

Em 14 à 18 de Abril, esteve presente na celebração de um dos festivais inovadores na Europa, precisamente na Espanha, Barcelona, o Own Spirit Festival. Por meio da experiência individual e coletiva vivida, o festival promove um despertar para um novo mundo, onde o ser humano por meio do amor, a união e o respeito convivem em total harmônia com a natureza. Nesta 2ª edição, expande novos espaços e áreas para a mais profunda proposta psicodélica, a cura:

The Temple of Frequencies (O Templo de Frêquencias): O cenário destinado ao Chill Out para disseminar diferentes estilos, como Psy-Dub, Experimental,  Downtempo, Rock psicodélico, psytechno, etc.

Conscient Family (Família Consciente): Um lugar dedicado a fortalecer o vínculo entre pais e filhos colocando suas mãos nos jogos e oficinas para que eles possam aprender e se divertir ao expandir sua consciência.

Healing Area (Área de Cura): Dedicado à honrar a divindade dentro de nós, lembrando-se do poder da Universal Energia Sanadora. Tendemos terapeutas qualidade humana, comprometida com o trabalho de fornecer conhecimento.

Dance Floor (PISTÃOOOO!!!!): Contou com a presença de 30 Lives e 40 Djs-sets que definitivamente não deixaram o público parar de dançar.

Awwen Live@Own Spirit Festival 2016

Durante 22 à 25 de Abril,expôs seu Live act no Konfussion Festival, Badajoz, Espanha. Em sua 3ª edição, hipnotizou o público com o tema dedicado à geometria sagrada, que contempla as ligações tênues que configura nossa realidade, desde as moléculas mais minúsculas às fascinantes constelações estelares existentes.

KONFUSSION 2016 22-25 abrilKonfussion

No decorrer do dia 13 à 16 de Maio, ocorreu a 2ª edição do La La Land, e Awwen foi convocado ao Line-up, apresentou-se na noite de sábado. O fato curioso desse Open Air, é propagar um incentivo similar ao Mundo de Oz, constituindo uma organização que busca a autossuficiência, sustentabilidade e continuidade. Sendo disponível, naturalmente, duas fontes de água no local e um pequeno riacho para refrescar-se.

la la land

La la land flyer

Enquanto que dia 18 à 19 de Junho, situado as margens de um lago próximo as montanhas de “Pirineo Catalán, fronteira entre Espanha e França, ocorreu o evento Kundali Lake. Um grande espaço público de Open Air com duração de 20hrs (fora o after) e limite para 400 pessoas, expressando bastante arte, cultura e evolução do movimento underground na cena eletrônica.

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Atualmente, no decurso do dia 14 à 21 de Julho, estará selecionado para apresentar-se num dos Festivais mais cogitados do ano, Kali Mela Festival, localizado próximo de Berga, Espanha. A cerimônia ritualística será limitada para a capacidade de 2000 pessoas. Moldado para propiciar a evolução no tempo, juntos, unidos vivenciando aprendizados, ensinamentos e celebrando a cultura e artes visionárias, através da convivência sustentável e ecológica entre nós (respeito) e a Mãe-natureza (harmônia). A celebração viabiliza uma massiva experiência, por intermédio de vários cursos, workshops, e demonstrações sobre diversos tópicos de Xamanismo, Meditação, Yoga, Tantra, Permacultura, bioconstrução, sustentabilidade agrícola, base de plantas medicinais e terapêuticas, e muito mais. Ademais, 3 stages estarão vibrando a sonoridade energética do puro underground. Para mais informações, clique aqui.

kali mela

  • Entrevista:

A.M.E: At what point in your life, do you feel inserted into the world of music? [Em que momento em sua vida, você se sentiu inserido no mundo da música?]

CHARLIE: Hi!!!!! I started to be interested about music very young, I started to play as singer in a Crust Punk Band in Barcelona in 2009. But that year in Barcelona I started to be regulas at psy trance parties. [Oi!!!!! Eu comecei a ser interessado por música muito jovem, iniciei a tocar como vocalista na Banda Crust Punk em Barcelona, 2009. Mas naquele mesmo ano, em Barcelona, comecei a estar regularmente nas festas de psytrance.]

A.M.E: What did fascinate you enough to be wrapped by electronic music? [O que te fascinou a ponto de estar envolvido pela música eletrônica?]

CHARLIE: I started to go to psy parties more about the people, at first i didn’t found my style until some time later, after i fall in love about Groove and forest. [Eu comei a ir para festas mais pelas pessoas, em primeiro lugar não encontrei meu estilo até algum tempo, depois cai de amor por Groove e Forest.]

charli

A.M.E: When did you begin your career as a producer? [Quando você iniciou sua carreira de produtor?]

CHARLIE: I started to make music in 2011-2012 but i learned very fast because i love this genre, Awwen was born in the end of 2012. [Comecei a fazer música em 2011-2012, mas eu aprendi muito rápido, pois amo este gênero. Awwen nasceu no final de 2012. ]

A.M.E: Where did come the name “Awwen”? [De onde veio o nome “Awwen”?]

CHARLIE: The name “awen” is a symbol from celtic culture, i live in Galicia, Spain, where we have a strong celtic culture. Then I put second w to be called Awwen. This symbol means the power of the creativity. [O nome “awen” é um símbolo da cultura céltica, nasci em Galicia, Espanha, onde nós temos uma forte cultura cética. Então eu coloquei o 2º “w” para ser chamado Awwen. Este símbolo significa o Poder da Criatividade.]

A.M.E: Does the Awwen project occupy a long time of your day? [O projeto Awwen ocupa bastante seu dia?]

CHARLIE: Yeah! I’m also owner from GloOm Music Label and I am every time in the computer managing the label, or in the studio making new tunes or traveling making Live Sets. Also I started a new forest project called Uzz. Now I’m finishing the Uzz Live Set. [Yeah! Eu também sou dono da gravadora GoOm Music e estou sempre no computador gerenciando a label, ou no estúdio fazendo novas músicas ou viajando criando Live Sets. Também iniciei um novo projeto de Forest, chamado Uzz. Agora, estou terminando o Uzz Live set.]

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A.M.E: What inspire you in your artist’s life style? [O que te inspira em sua vida artística?]

CHARLIE: Everything is an inspiration with forest and groove psy trance, I live in the mountain where I can get a big inspiration looking trough the window and seeing the nature. [Tudo é uma inspiração com Forest e Groove psy trance, eu vivo nas montanhas, onde posso conseguir uma grande inspiração olhando através da janela e vendo a natureza.]

A.M.E: Today, what are your main influences? [Hoje em dia, quais são suas principais influencias?]

CHARLIE: Mmm… my main influences are the big groove-forest producers from european labels like sangoma, parvati, vantara, etc. [Mmm… Minhas principais influências são os grandes produtores de groove-forerst das gravadoras européias, como Sangoma, Parvati, Vantara, etc.]

A.M.E: Do you play some instrument? Which? [Você gosta de tocar algum instrumento? Qual?]

CHARLIE: yeah! I play flute and a little bit piano. [Yeah! Eu toco flauta e um pouco de piano.]

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A.M.E: About your creative process. How happens? [Acerca do seu processo criativo. Como ocorre?]

CHARLIE: Normally I spend a lot of continue hours, if I start a track i can stay six days into the studio until is almost finished. [Normalmente, eu eu gasto muitas horas contínuas, se eu iniciar uma faixa, posso ficar 6 horas dentro do estúdio até está quase pronta.]

A.M.E: Usually. What do you seek to transmit in your soundscape? [Normalmente. O que você busca transmitir em sua sonoridade?]

CHARLIE: I try to transmit really psychedelia with a bit of funny dark inside, normally I try to give a evolution starting more groove or with more light and finishing giving a forest touch more dark. [Eu tento transmitir realmente psicodelia com um pouco de graça interior obscura, normalmente tento dar uma evolução começando mais Groove ou com mais luz e finalizando dando um Forest com toque mais noturno.]

A.M.E: Which programs that you use to create music? [Quais programas tu utilizas para criar músicas?]

CHARLIE: Ableton Live, i started. But now i use cubase a bit too. Also I have a Access Virus ti synth to make almost all the sounds. [Ableton Live, comecei. Mas agora, eu uso cubase um pouco também. Idem, eu tenho um Access Virus TI sintetizador para fazer quase todos os sons.]

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A.M.E: For you. Which does the primordial essence to create melancholic melodies and obscure? [Para você. Qual a essência primordial para criar melodias melancólicas e obscuras?]

CHARLIE: I think that the combination of the notes can give to the track that you are looking for, but for sure depends a lot about the bassline note. [Eu penso que a combinação das notas podem dar para a faixa o que você está procurando, mas com certeza depende muito da nota do bassline.]

A.M.E: Sometimes I feel in the middle of Amazon when I’m envolved by your loudness. Do you use photographic tracks in your sounds? [As vezes me sinto em plena Amazônia quando estou envolvido pela sua sonoridade. Você faz uso de faixas fotográficas em seus sons?]

CHARLIE:  Yeah! I live in the mountain where I record a lot of sounds, but I like more play with synths and made my own sounds that are similar too nature sounds. [Yeah! Eu vivo na montanha onde gravo muito sons, mas eu gosto mais de tocar com synths e fazer meu próprio som que é similar também aos sons da natureza.]

A.M.E: Do you make experimentations when you are producing? [Você efetua experimentações quando estás produzindo?]

CHARLIE: Yeah! all the time I am experimenting, but now with more knowledge I can focus really what im looking for.[Yeah! Todo o tempo eu estou experimentando, mas agora com mais conhecimento, posso realmente focar no que estou procurando.]

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A.M.E: How do you see the movement of ideas about genre Darkpsy/Forest in Spain? [Como você vê o movimento de ideias sobre o gênero Darkpsy/Forest na Espanha?]

CHARLIE: Is growing a lot, in the last years we are making a big movement in Spain and the people started to be interested in this type of sound. GloOm Music is making a lot of work in this way, artists are playing in all the Spanish events and also in all the world!! [Está crescendo bastante, nos últimos anos estamos fazendo um grande movimento na Espanha e as pessoas inciaram a serem interessadas neste tipo de som. GloOm Music está fazendo um grande trabalho nesta caminhada, artistas estão tocando em todos os eventos Espanhóis e também em todo o mundo.]

A.M.E: What do you think about the musical movements that are born today in the Spain and the World? [O que pensas a respeito dos movimentos musicais que nascem atualmente?]

CHARLIE: I think in Spain is difficult, because the underground people liked more free techno. But we are making a good job!! [Eu penso que na Espanha está difícil, porque o povo underground gosta mais de Techno livre. Mas nós estamos fazendo um ótimo trabalho!!]

A.M.E: Through its perspective. How do you see the electronic underground scene in Spain? And in the world? [Por meio de sua perspectiva. Como você vê a cena eletrônica underground na Espanha? E no mundo?]

CHARLIE: Like I said in Spain is growing, we have many beautiful places to make good festivals, and now in the world forest psy trance, people follow more underground music I think. [Como eu disse na Espanha está crescendo, nós temos muitos lugares belos para fazer ótimos festivais, e agora no mundo do Forest psy trance, as pessoas seguem mais a música underground, eu acho.]

jorge saiyan e charlie awwen
Jorge Sayan e Charlie Montero

A.M.E: I think it’s a real dream to become an owner of Records. How was born the Label GloOm Music? [Creio que é um sonho realizado ser Dono de uma Records. Como nasceu a Label GloOm Music?]

CHARLIE: GloOm Music born like a common idea from some friends regulars at psy trance parties in Spain, and I started to manage it because at first nobody knew what to do, now I’m the owner because i make almost everything the work for the label. [GloOm Music nasce como uma ideia comum de alguns amigos frequentadores de festas de psy trance na Espanha, e eu comecei a gerenciá-la, pois no início ninguém sabia o que fazer, agora eu sou dono porque fiz quase todo o trabalho para a gravadora.]

A.M.E: Did you feel difficulty in administering a label at the beginning?[Você sentiu dificuldade de dirigir uma label no início?]

CHARLIE: No I didn’t find difficult. I also have some friends with other labels that helped me a lot, and now is like automatic work, the most important is continue working every day and be stable to release at least 3 or 4 releases per year. [Não, eu não encontrei dificuldade. Eu também tinha alguns amigos com outras labels que me ajudavam bastante, e agora é como trabalho automático, o mais importante é continuar trabalhando todos os dias  e ser estável para lançamentos de pelo menos 3 ou 4 por ano.]

A.M.E: Nowadays. What do we can wait for news in brief of GloOm Music? [O que podemos aguardar de novidades em breve da GloOm Music?]

CHARLIE: wowww!! now we have a lot of future projects, some surprises hehehe, but I can say you the next releases: The Gloomers: GloOm Tales compiled by Awwen; Awwen – Organic Modulation Ep; V.A. Heart of the Forest compiled by Luca; Spooky Hertz – Scream of the butterfly EP; Kontrol Z Ep, Ludopsy Ep; V.A The Ancient Scripts II compiled by mr grassman/Isometric and some more releases will come!!! Stay Tuned!!!!! [wowww!! Agora nós temos um monte de projetos futuros, algumas surpresas hehehe, mas posso dizer os próximos lançamentos: “The Gloomers: GloOm Tales” compilado por Awwen; “Awwen – Organic Modulation EP”; “V.A. – Heart of the Forest” compilado por Luca; “Spooky Hertz – Scream of the butterfly EP”; Kontrol Z Ep; Ludopsy EP; “V.A. – The Ancient Scripts  II” por Mr Grassman/Isometric e alguns lançamentos mais virão!!!! Fique Ligado!!!!!]

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A.M.E: What are your perspective about the Awwen project and you as an artist? [Quais são suas perspectivas quanto ao projeto Awwen e você como artista?]

CHARLIE: I’m very happy with my projects because with a lot of work, the people started to support me and know about my project awwen and gloom music. Hope to continue this way and keep growing to travel around the world showing the psychedelic side of the life!!! [Eu estou muito feliz com meus projetos porque com bastante trabalho, o povo começou a me apoiar e saber sobre meu projeto Awwen e GloOm Music. Espero continuar esta caminhada e manter crescendo as viagens em torno do mundo mostrando o lado psicodélico da vida!!!] 

A.M.E: An unforgettable moment into your life? [Um momento inesquecível em sua vida?]

CHARLIE: Hahaha in my life a lot!! But in my artist life not so much. At first like all the artists I had frustration because i didn’t get the quality that I wanted hehehe but only is work every day! Also I remember first year travel to play in some parties that the organization was very bad and the party worse Hehehhe but I don’t want to mention any organizer. Thank you very much for the interview I hope you enjoy reading my bored history!!! 😜 [Hahaha Em minha vida um monte!! Mas na minha vida artística não tanto. Em primeiro lugar, como todos os artistas, eu tive frustração porque não consegui a qualidade que eu queria hehehe mas é apenas trabalhar todos os dias! Também lembro da primeira viagem para tocar em alguma festa que a organização era muito ruim e a festa pior hehehhe mas eu não quero mencionar nenhuma organização. Muito Obrigado pela entrevista, espero que você goste de ler minha chata história!!! :D]

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O Altissonante Vena Portae

 

Fascinante como nos lugares mais inusitados da terra, o fulgor do âmago do ser humano continua incandescente, límpido e cheio de ternura. O projeto musical Vena Portae nasceu em Barnaul, cidade-guardiã da entrada para a cordilheira de Altai, Rússia, criado por Artem Demidov em 2006.

artem
Artem Demidov

 Os primeiros lançamentos foram ligados ao dark-ambient, constituído de ruídos obscuros, melodias abstratas e experimentais. Nos anos seguintes, houve uma mudança no clima da música na direção do IDM, ambient, pulso aleatório e downtempo. Em consonância, desenvolvem  faixas “fotográficas” que consistem em utilizar os sons gravados das suas cidades, trens, a natureza e as pessoas ao seu redor. Cada faixa é a história real, eventos de vida que se tornaram o Som.

Artyom Demidov
Insira uma legenda

Em 2011, o projeto une Katya Zlobina, que por sua vez também afetara as faixas de som. Pois, agora as músicas recebem os majestosos vocais mágicos de Katherine.

Katya Zlobina
Katya Zlobina
vena 2011
Katya Zlobina e Artem Demidov

Além dos vocais de Katya, o projeto assimila uma variada gama de instrumentos acústicos (glockenspiel, bronze escaleta ou blow-órgão, percussão, flauta nativa americana, guitarra elétrica, violão, Metallophone e outros mais).

Glockenspiel1
Glockenspiel
blow-órgão
Blow-Órgão
Katherine Zlobin
Flauta nativa americana
Metallophone
Metallophone

Além da dedicação à música, o Vena Portae conserva-se ativamente envolvido em atividades de concerto, bem como na realização de vários projetos artísticos de cultura (exposições, instalações, produções de teatro, etc) e uma série de apresentações em eventos e festivais, tanto na cidade e além.

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Master Class – Taças de Quartzo de canto
  • Que tal conhecermos um pouco desse envolvimento cultural?

Em dezembro de 2011, destaca-se o mesmo ano em que Katya havia incorporado ao projeto, a banda tocou no Photoinstallation “DeepLandScapes” por Alexandra Puchkova caracterizado pelos multi-instrumentistas tocando suas faixas fotográficas cheias de sons da mãe natureza.

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DeepLandScapes
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DeepLandScapes

Em 2012, o evento mais significativo para a banda foi a performance “WE ARE ALL THE NATURE”. A ideia principal era a conexão de todas as coisas com a natureza e do cosmos. Lembrete de que somos parte do todo indivisível.

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WE ARE ALL THE NATURE
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WE ARE ALL THE NATURE
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WE ARE ALL THE NATURE

Em 2013, Vena Portae realizou uma performance no festival alternativo de arte e cultura, Trimurti (especialmente, na zona de Chill-out). Todavia, o atributo marcante do festival é a conscientização humana em relação ao mundo natural. A concepção principal da celebração é o ato para com tudo: Sóbria e saudável maneira de vida. Aprimorando o desenvolvimento de interação ecológica e ética com a natureza e as pessoas ao redor.

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Line-up Chill-out do Festival Trimurti
Festival Trimurti (a zona de Chill-out)
Performance do Festival Trimurti

Em 2014, realizaram uma ilustre apresentação durante um dos mais belos eventos astronômicos, o Solstício de Verão. Um concerto de Estado de “Equilibrium”, em que usufruíram de instrumentos exóticos de todo o mundo, como taças de cristais.

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Concerto Equilibrium

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Atualmente, desde janeiro de 2016, Vena Portae está em expedição pela Índia apresentando concertos em diversos lugares como Arambol, Goa. Um lugar de celebração da essência natural com praias paradisíacas. De acordo com o próprio Artem Demidov, é o segundo ano que apresentam-se ali. Inclusive, é considerada a capital dos hippies, um lugar incrível onde todos os anos vão músicos, artistas, atores, dançarinos, faquires e outros.

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“Tudo o que você ouve aqui, ele realmente é.

Tudo o que foi ouvido e gravado por nós – os eventos que cercam as pessoas da cidade, todas as memórias, de alguma forma, que permanecem na mente, são esses sons. Quando você parar de ouvir a si mesmo, começa a soar em todo mundo. Nós só podemos apenas pressionar o botão de gravação.

Abstrato e absolutamente especifico.

Consciente e inconsciente.

De manhã e à noite.

A floresta, rio, as pedras e o ar.

Tudo tem seu próprio som e só há tempo para pressionar o botão de gravação. Aproveite sua experiência!” – VenaPortae

  • A.M.E. ENTREVISTA VENA PORTAE

Já mencionado anteriormente pela COLUNAS A.M.E. a respeito da sonoridade sinfônica do Vena Portae, projeto de Chill-Out criado e produzido por Artem Demidov. Oriundo da gélida Barnaul, a cidade porta de entrada às montanhas de Altai, inclusive conhecida pela preservação das tradições xamânicas russas.  De acordo com Artem Demidov, Barnaul é uma cidade normal com pessoas normais. Todavia, declara que  desde a chegada das “pessoas brancas”, continuam os povos indígenas locais habitando em áreas mais profundas nas montanhas, pois foram deslocados para lá. Porém, ainda há muito mistério devido o povo da montanha (cerca de 300 km de distância de Barnaul)  viver com os mesmos costumes de 100 à 300 anos atrás. Xamanismo é a principal cultura remanescente, onde pessoas relacionam-se em estreito contato com a natureza, sentindo-se parte dele próprio.

Sem mais delongas, diretamente de Arambol, Goa, local onde se encontram atualmente. Humildemente, com exclusividade, Demidov dialoga sobre a trajetória de sua ligação tênue com a música e transcorre entusiasmado, um pouco da sua história:

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A.M.E. – When and how did you feel involved for music? [Quando e como você se sentiu envolvido pela música?]

DEMIDOV – Propensity for music I felt since childhood. I remember when I was a little boy, I took my parents’ guitar, touched the strings and imagined myself on the stage. Maybe that time I had the desire to become a musician. My parents contributed to this. They made a present of records of Rolling Stones, Pink Floyd for my birthday. I received few toys. Generally all events of my life were accompanied by music. Honestly to say I eat music. And when I don’t listen to my favourite tracks for a couple of hours, I feel discomfort.

[Propensão à música eu tenho desde a infância. Lembro quando era um menino, peguei o violão dos meus pais, toquei as cordas e me imaginei no palco. Talvez naquele tempo tive o desejo de me tornar músico. Meus pais contribuíram pra isso. Me presentearam com álbuns dos Rolling Stones e Pink Floyd de aniversário. Ganhei alguns brinquedos também. No geral, todos os eventos da minha vida foram acompanhados por música. Honestamente eu me alimento de música e quando não escuto minhas faixas preferidas por algumas horas, me sinto desconfortável.]

A.M.E. – Where did come the name “Vena Portae”? [De onde veio o nome “Vena Portae”?]

DEMIDOV – I worked as a doctor for 10 years. This name is from medicine. It is the name of the biggest vein in human body! I like how these words sound.

[Trabalhei 10 anos como médico. Esse nome é da medicina. É o nome da maior veia do corpo humano! Eu gosto de como soa estas palavras.]

A.M.E. – What is the primordial essence to create ambient songs? [Qual a essência primordial para criar canções ambient?]

DEMIDOV – It is difficult to explain this. It appears in form of guitar accord, which can be the beginning of the whole track, or in form of simple melody, which becomes a base for a new track. Maybe we get signals from the Cosmos, that we let through us and make them into earthly music which everybody can understand.

[É difícil explicar isso. Surge em forma de acorde de guitarra, o que pode ser o início de uma faixa toda, ou na forma de uma simples melodia que se torna a base para uma nova faixa. Talvez tenhamos sinais do cosmos que canalizamos e transformamos em música terrena para que todos consigam entender.]

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A.M.E. –  How did you came up with the idea of recording nature’s sounds and human’s day-by-day with IDM? [Como você teve a ideia de gravar os sons da natureza e cotidianos humanos com IDM?]

DEMIDOV – Inherently I don’t like monotony and reiteration, that’s why I very seldom use ready-made libraries with samples. I am always in search of new sounds. One day I started experiments with sounds I had recorded on my Zoom H2. I cut voices of my friends, sounds of nature till they became micro-sounds. I stretched, warped, reversed them as well. Then I built rhythmical structures. Finally I found my unique sounding. Field recordings are raw material for me, like stem cells, which I use to grow new cells and somatic tissues. I can make percussion out of voice or a snare drum out of falling water drop sound, a kick out of low-frequency glitch. Of course I am not the first who experiments with field recordings and makes bits and melodies out of them. But everybody has an individual approach, that’s why different music comes out.

[Caracteristicamente não gosto de monotonia nem repetição, por isso raramente utilizo coleções pré-gravadas de samples. Estou sempre em busca de novos sons. Um dia iniciei experimentos com sons que gravei no meu Zoom H2. Edito vozes de amigos, sons da natureza até que eles se tornem micro-sons. Estico, deformo, os inverto também. Aí construo estruturas rítmicas. Finalmente encontro minha sonoridade única. Gravações em campo são matéria-prima para mim, tipo células tronco que utilizo para fazer crescer novas células e tecidos somáticos. Posso fazer percussão de vozes ou um snare de um som de gota d’água caindo, um kick de uma falha em baixa frequência. Claro, não sou o primeiro a experimentar com gravações em campo, nem a fazer batidas e melodias com isso. Mas cada um tem uma abordagem individual, por isso mesmo surge música diferente.]

A.M.E. – Nowadays, what are the main influences of Vena Portae? [Hoje em dia, quais as principais influências do Vena Portae?]

DEMIDOV – Lately I like very much what Jon Hopkins is doing. I am sure children will learn his music in music schools in 50 – 100 years, where they will synthesize sounds. Autechre, Boards Of Canada, Helios have special influence on Vena Portae, as well as glitch artists like Pleq and Kangding Ray. Ambient part of Vena Portae is nourished by music of Ishq, Jorhe Reyes, Steve Roach. In my youth I listened to rock music a lot, so my music teachers were eternal Pink Floyd.

[Ultimamente gosto bastante do que o John Hopkins está fazendo. Tenho certeza que as crianças aprenderão sua música na escola em 50-100 anos, quando elas sintetizarão sons. Autechre, Boards Of Canada, Helios têm influência especial no Vena Portae, bem como artistas glitch tipo Pleg e Kangding Ray. A parte ambient do Vena Portae é nutrida pela música dos Ishq, Jorhe Reyes, Steve Roach. Na minha juventude escutei muito rock, então meus mentores musicais foram os eternos Pink Floyd.]

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Artem e Katya.

A.M.E. – What fascinates you into the eletronic music? [O que lhe fascina na música eletrônica?]

DEMIDOV – First of all I like infinite facilities of electronic music to create. I can take a sound, noise, glitch or voice and make drums out of them. What is more it is a perfect way to impress different events of life in sounds. Every track is like a picture. It has information, images, memories. And of course electronic music fascinates us with its multilayer structure and atmosphere. But lately there are more and more live instruments and voice in music of Vena Portae. Now I play electro guitar with fx pedals. And it is very special feeling when you create music at the moment.

 [Primeiramente eu gosto das infinitas facilidades de criação da música eletrônica. Posso pegar um som, ruído, falha ou voz e fazer uma bateria deles. O que é uma maneira mais que perfeita de imprimir diferentes eventos da vida em sons. Cada faixa é como se fosse uma foto. Tem informações, imagens, memórias. E claro, a música eletrônica nos fascina com sua estrutura em multicamadas e atmosfera. Mas ultimamente tem cada vez mais e mais instrumentos físicos e voz na música do Vena Portae. Agora toco guitarra elétrica com pedais de efeito e é um sentimento muito especial que vem quando se cria música no momento.]

A.M.E. – From your perspective, how do you see the electronic scene in Russia? And around the world? [Da sua perspectiva, como enxerga a cena eletrônica na Russia? E no resto do mundo?]

DEMIDOV – I think harmonious combination of live sounds and electronic equipment facilities is the thing of the future of world electronic music. More and more electronic musicians will use live looping and combine it with analog synthesizer sounds and acoustic instruments, samplers and drums. I think computers will be used by electronic musicians in their set-up less and less. I suppose Russian electronic scene will develop along the same lines.

[Eu acho que a combinação harmônica de sons ao vivo e a facilidade dos equipamentos eletrônicos é a parada do futuro do mundo da música eletrônica. Mais e mais músicos eletrônicos vão usar looping ao vivo combinando com sons de sintetizadores analógicos, instrumentos acústicos, samplers e bateria. Acho que computadores serão cada vez menos usados por músicos eletrônicos em seus set-ups. Suponho que a cena eletrônica russa se desenvolverá pela mesma linha.]

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Foto: Acervo pessoal.

A.M.E. – An unforgettable moment? [Um momento inesquecível?]

DEMIDOV – For me one of the most unforgettable moments was our live on a traffic road on the bridge, which connects two parts of great river Ob. Our friend – a big fan of noise music – worked on this bridge that time and he decided to make a small noise festival on the closed traffic lane of the bridge. So 17:12:09 we placed our equipment right on this lane . And there were only cement blocks between us and cars and trucks. All the noises mixed. It was really unforgettable.

[Para mim, um dos momentos mais inesquecíveis foi nossa apresentação em uma ponte rodoviária que conecta as duas partes do grande rio Ob. Nosso amigo – fã de noise music – trabalhou naquela ponte àquela época e decidiu fazer um festivalzinho noise na faixa fechada. Então, colocamos nossos equipamentos na tal faixa. Só haviam blocos de cimento entre nós, os carros e os caminhões. Todos os ruídos misturados. Isso foi realmente inesquecível.]

 

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Arambol, Goa