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Poeta, malabarista e técnico em artes dramáticas. Proponente do grupo de Facebook conhecido como Apreciadores de Música Eletrônica, onde se iniciou as primeiras conversas que culminariam em criar o Colunas AME. Artista Malabarístico desde 2007, já colaborou com diversos núcleos e produtoras de eventos na cidade de Belém e em outras cidades do Brasil. Autor do blog Sincronicidade Intuitiva, publicou muitos escritos pessoais. Um apaixonado pela vibe multicultural que a cultura da música eletrônica pode criar e pelo saber compartilhado que essa contracultura de massa possibilita trocar. Um Apreciador de Música Eletrônica.

Porque temos de respeitar a palavra Festival?

Quando se trata de música eletrônica, a palavra “Festival” é um adjetivo de suprema importância, que deve ser seguido à risca. Pois os Festivais de Música Eletrônica são expoentes dessa cultura. Eles servem de exemplos e não podem ser confundidos com as festas rave. É muito importante refletirmos esse ponto. Um Festival de Música Eletrônica é um encontro de artes e culturas alternativas, uma festa rave é também esse tipo de encontro, só que com bem menos artes e culturas alternativas.

Quando um anúncio diz “Festival tarará” a gente pensa logo em no mínimo 3 espaços em pleno funcionamento: Pista principal, Chill out e Espaço Cultural. Numa delas vai estar rolando apresentações musicais, na outra também mas para relaxar e na terceira desenvolve-se cultura, aquilo que acontece longe das pistas e levaremos para nosso dia-a-dia, vem com a gente da vibe, interiorizado, que podem ser conhecimentos, aprendizados, saberes, vivências, produções manuais, etc. E não podemos esquecer os espaços de cura que são muito importantes nas atuais circunstâncias de nossas sociedades e planeta.

Espaço de Cura em Festival de Música Eletrônica

Então pede-se respeito quando se for usar esta palavra que adjetiva algo que é tido quase como sagrado para os amantes dessa cultura da música eletrônica. Já compartilhamos aqui uma matéria que abordava o assunto. Temas como espiritualidade, diversidade cultural, identidade e consumo consciente, geralmente são abordados de maneiras intrínsecas e extrínsecas, desde a manifestação desses conhecimentos na montage do todo no festival, à  proliferação desses saberes dentro do festival. Festival é uma palavra que carrega uma gama de princípios norteadores de nossos paradigmas atuais no planeta. Festival, geralmente é um evento que buscar ser consciente de si mesmo e do todo que  o circunda. Tem essência trance envolvida.

Chill-out do #UP13. Tão essencial que crianças brincam.

Vemos então que o mal uso dessa palavra em eventos de pequeno porte, festas raves, não fazendo jus à magnificência do termo, causa uma comoção negativa e danos à comunidade trance ao banalizar o termo.

Não basta apenas a pista de dança, é preciso de áreas fora dali para desenvolvermos as ideias.

É nesse sentido que buscar compreender os significados profundos que norteiam essa cultura podem gerar maravilhosos resultados com o público consciente ao satisfazer a essência que buscam, e com o público não consciente ao trazer a experimentação de vivências que podem mudar suas vidas para a melhor.

Lembre-se de quem você é! Essa é sua essência!

Lembremos, festas rave não Festivais de Música Eletrônica. No Brasil e no Mundo podemos ver os festivais. Zuvuya Festival, Kundalini, Krant, Universo Paralello, Respect, Ressonar, Pulsar, Mundo de Oz, são exemplo brasileiros, dentro outros. Ozora, The Lost Theory, Boom Festival e The Midnight Sun, são exemplos internacionais. Observá-los é buscar baluartes que norteiam os sonhos. E para os produtores, tê-los como exemplo é sempre um bom caminho para boas realizações.

Essa é a mensagem que eu gostaria de passar para vocês sobre respeitar este adjetivo que é a palavra ‘Festival’, quando se tratar da cultura da música eletrônica e as culturas alternativas. Aho!

O carnaval que a gente sempre quis: Insanity Carnival

O calendário 2017 de música eletrônica de Belém está recheado de novidades suculentas, das mais apreciáveis e bem elaboradas sonoridades e convidados especiais. Este ano teremos grandes apresentações em eventos que superarão nossas expectativas. E com essa energia festiva o núcleo  Insanity Crew vem anunciando mais uma estonteante celebração para o Carnaval da cidade, é a Insanity Carnival Festival multicultural, que chega arrebentando. Serão 3 dias de evento, com intervenções artísticas, mais de 60 atrações, e 8 lives, divididos em duas pistas. Dentre eles destacamos os projetos Marambá, Auravortex e Labirinto Live. Estes são os mais esperados para o evento.

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E não menos importantes, os lives  locais que são o orgulho de nossa Cena, desenvolvendo seus trabalhos com esmero e ampliando os horizontes desta cultura vital. São eles Ancient Masters, HYT Live, Subtonic, Dynamic Flow e Train Wreck.

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Além disso, outras ações chamaram a atenção da Cena, como foi o caso do concurso de DJs que concorreram à uma vaga no Line do festival, e aconteceu no último dia 8 de fevereiro  reunindo diversos artistas da região metropolitana de Belém que disputaram perante a Banca de Jurados da Insanity Crew, Rogério Lima, Daniel Bittencourt e Davi Milion junto com o DJ Coyote Fernanes,d tendo que mixar 4 músicas cada, sendo avaliados nos requisitos Mixagem, Técnica de Mixagem e Coerência Musical. O evento rolou no Complexo Club, CN8 SN 35, Bar e Lava-jato , onde também funciona a Hamburgueria Trip gourmet, apoiadora da Insanity.

Hamburgueria Trip Gourmet Hamburguer de Carne Bovina (ou blend de carne calabresa) alface americana e toamate rasteiro,
Hamburgueria Trip Gourmet
Hambúrguer de Carne Bovina (ou blend de carne calabresa) alface americana e tomate rasteiro,

Os DJs Style, Gregory, Müller, Diego San, Audiosonic, Yamaguchi e Groove X, foram os inscritos desta competição, e quem levou a melhor foram Audiosonic, em primeiro lugar, e Gregory em segundo lugar.

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1º Lugar na Competição de DJs.
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2º Lugar na competição.

Então neste próximo fim de semana, as belas apresentações da noite nos farão celebrar em um carnaval que a gente sempre quis. Vamos ouvir um pouco do som destes lives em destaque, aperte Play.


Esse é Marambá, projeto psicodélico formado por João Alexandre, músico e pesquisador sediadas em São Paulo, Brasil.


“Nós não nos importamos com gêneros. Não respeitamos as barreiras. Esta é a embaixada da música louca.” Diz Aura Vortex em seu release no SoundCloud.


Labirinto, também conhecido como Dj Pedrao, do Brasil. Desde a sua juventude, Pedro desenvolveu um grande amor por todas as coisas música e movimento, que ele canalizou suas energias para evoluir a cultura psicodélica em sua cena local.

Gostou? Vamos saber com a crew um pouco mais sobre o evento.

A.M.E. – Próximo sábado teremos a Insanity Carnival Festival Multicultural, o que podemos esperar desse carnaval como a gente sempre quis?

INSANITY CREW – Podemos esperar um evento sério com tudo oque o público tem direito. Atrações que o publicou pediu, assistência total, alimentação 24h, bar 24h. Um local lindo, com todas as licenças. 45 DJs, 8 lives, e outras atrações musicais. Um evento histórico.

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Flyer publicitário

É isso ai galera, faltam apenas 3 dias para esse esperado carnaval. Do jeito que sempre quisemos aqui em nossa terrinha. Façam seus preparativos, comprem ingressos antecipadamente, chamem os amigos, e venham para a Insanity, pular de alegria.

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Enjoy, Apreciadores de Música Eletrônica.

A.M.E. Entrevista Asafe Luz

Ahhh! O fantástico universo amazônico, cheio de seres mágicos, criaturas sonoras e entidades místicas. Florestas vivas, com sonoridades estonteantes e de impressionantes formas e variedades. E mais uma vez explorando as brenhas dessas matas, fomos em busca de mais um artista local. Desta vez encontramos Asafe Luz, o mais votado dentre os DJ locais, para participar do Ritual Kirtan, que trará o live Penumbra, no dia 11/02/2017, com sua maravilhosa apresentação de cinco horas ininterruptas.

Ritual Kirtan que acontecerá no dia 11/02/2017
Ritual Kirtan que acontecerá no dia 11/02/2017

Asafe que tem apenas 25 anos, reside em Belém do Pará, já participou de diversos eventos na capital, incluindo o conhecido Rock Rio Guamá, conceituado festival musical que acontecia nas beiras do rio Guamá, campus da Universidade Federal do Pará, onde os Apreciadores de Música Eletrônica realizaram um espaço em novembro de 2012, chama de Pista AME. Ele que manda bem nas pick ups e arrisca nas produções musicais, nos fala um pouco de sua carreira e suas inspirações.

Vamos conversar um pouco com Asafe em mais uma entrevista pelo Colunas AME! Enjoy!

A.M.E. – Como se deu sua aproximação com o mundo da música eletrônica?

ASAFE – Em meados de 2009 Tudo começou com a cena mais “main stream” onde ouvi na rádio um estilo de musica que soou no meu ouvido diferente de todas as outras que já havia ouvido, me interessei pelo Som do House Progressivo, mais tarde coloquei na cabeça que iria me aprofundar nos estilos da e-music, migrei pra House, Tech House, Deep House, Techno, DubTechno, Drum and Bass, em ordem quase cronológica de 2008 até 2010, me envolvi na cena de Low bpm e cheguei a tocar numa festa chamada Rock Rio Guamá que aconteceu na UFPA. A partir de 2010/2011 conheci o “High Bpm”, em especial o PsyTrance seguido de Progressive Trance, Full On, Goa, Dark Psychedelic Trance até a atualidade. também era frequentador assíduo dos eventos na cidade das mangueiras. Após tudo isso iniciei um estudo por conta própria e decidi tocar. Minhas Primeiras apresentações tocando “High Bpm” aconteceram em Castanhal, no meu set costumava tocar um mix de Psychedelic Trance, Full On, Goa e até Forest. Guardo na memória essas apresentações por que significaram muito pra mim, a gente recebe uma mensagem muito positiva de todos que estão ao redor, algo motivador e inspirador.

Castanhal - PA (Chácara encantada) 26 Abril 2013
Castanhal – PA (Chácara encantada) 26 Abril 2013

A.M.E. – Como era o cenário local quando começou sua jornada?

ASAFE – Haviam festas em diversos locais de Belém, indo do centro da cidade até os locais mais afastados em alguns municípios da região. A cena acontecia de uma maneira muito positiva, via diversos eventos de diversos núcleos. Tocavam bastante Progressive Trance, Full on, Goa. Nos últimos anos conheci outras festas onde tocavam um som mais dark e noturno. Encontrava bastante pessoas em busca de algo diferente e novo, fiz grandes amizades e pra mim a cena era aquela, mas não costumava encontrar muitas, na verdade quase nem uma até um tempo atrás.

Alien Music - Molecule (ao lado de Matheus Ohana)
Alien Music – Molecule (ao lado de Matheus Ohana)

A.M.E. – Quais artistas do cenário local, nacional e internacional lhe inspiram?

ASAFE – Sempre busquei algo que agradava meus ouvidos, algo que não se encontrava ao meu alance facilmente. Acompanhava pela internet grandes festivais internacionais que ocorriam no verão europeu e até baixava alguns Sets de Lives gravados nesses festivais . Lembro-me perfeitamente que a minha transição do gênero que eu tocava até a atualidade foi Ajja e OnkelDunkel, esses projetos me alavancaram para o que hoje é conhecido como Forest Trance. Conheci grandes projetos brasileiros: Nargun, Elowinz, Hypogeo(ProgDark), todos eles me passaram algo que ia além da música. O que tomo atualmente não somente como inspiração mas referência são artistas como: Tromo, Antonymus, Atrihom, Orestis, TerraTech, Biophotons, e Takeelur. Inclusive recomendo fortemente que ouçam todos os citados (hahaha).

A.M.E. – O que buscas transmitir com seus sets?

ASAFE – Considero o som uma divindade, ou mais que isso, é algo sagrado, onde os antigos já nos ensinavam através dos rituais tribais, festas e outras comemorações, o respeito a essa divindade. Tenho comigo um conceito que busca o significado da musica, espiritualidade e auto-conhecimento. O mantra Ohm e seu significado resume todo esse universo. Procuro tocar o que vai despertar nas pessoas e causar um efeito que traduza esse sentimento que a musica te leva além de toda a matéria existente, levando o público à uma jornada dentro do si.

Árvore da Vida parte 2 - Floresta Amazônica Org
Árvore da Vida parte 2 – Floresta Amazônica Org

A.M.E. – O que você leva em seu case?

ASAFE – Um pequeno fragmento de Forest e Dark Psy. artistas, gravadoras das quais representam bastante a cena nacional e internacional como Grimm Rec., Forestdelic Rec., Parvati Rec. com artistas excepcionais como Atriohm, Archaic, Grapes of Wrath, Farebi Jalebi. Sonic Loom Rec. Sem ficar atrás com Orestis, Biophotons, Metaphyz, Antonymous, Tromo. Tais artistas que hoje tomo como referência. A Insomnia Rec. com Terra Tech, Propagul e Chromatec e Already Maged que são um mar de psicodelia junto com todos citados.

A.M.E. – Você utiliza algum programa para selecionar suas mixagens?

ASAFE – Não costumo utilizar nem um software pra selecionar musicas ou fazer repertório, uma vez que aprendi quase tudo o que sei de mixagens com Softwares como o Virtual DJ e o Traktor. De vez em quando gosto de brincar nas horas livres usando Traktor Pro 2, e Também o FL Studio usado para produção, é o meu favorito!.

Árvore da Vida parte 2 - Floresta Amazônica Org
Árvore da Vida parte 2 – Floresta Amazônica Org

A.M.E. – Qual sua visão do cenário local?

ASAFE – O cenário tem se mostrado promissor, vemos eventos novos trazendo uma oportunidade para o público que gosta de novos conceitos, principalmente nos dois últimos anos. isso é algo bem positivo pois o publico não se limita. Existe um vasto oceano de texturas, sons, ambiências que hoje está acessível ao publico local, também vejo esse fenômeno como uma oportunidade para que os novos artistas, DJs e até futuros produtores ganhem espaço para mostrarem seu trabalho além de unir a cena, tornando ela mais vasta.

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É isso ai, Apreciadores. Conversamos com Asafe Luz, que vai se apresentar no Ritual Kirtan, neste próximo sábado, dia 11/02. Compareçam.c

GoaTribe realizará sua Confra com a Festa dos Gnomos

Agora parando para observar os evento em nossas ribeirinhas terras amazônicas, chegamos às renomadas GoaTribe, que neste mês de janeiro fará a sua Festa dos Gnomos, Reunindo diversos núcleos atuantes no cenário da música eletrônica em Belém do Pará. Serão mais de 15h de festa, iniciando a tarde e entrando pela noite, onde habilidosos guerreiros das Pick-ups farão suas apresentações.

Os núcleos mais atuantes em nossa Cena foram convidados à dar o ar de suas graças, além disso tudo, ainda teremos a visita do Live de Psytrance Mental Control que fará sua apresentação na confraternização. A GoaTribe que este ano completará 8 anos de existência, contribui com o movimento da Cena de música eletrônica do norte do País, suas festas remontam memoráveis momentos que serão celebrados da melhor maneira em seu próximo evento.

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Em uma rápida entrevista com Thiago Viana aka Tinick [Entrevistamos ele, lembram?], um dos organizadores do evento e CEO do núcleo GoaTribe (GT), ficaremos por dentro do intuito do grupo para com seu público, das dificuldades que enfrentam na atual cena local e outras curiosidades da história dessa Org.

Enjoy!

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Flyer Oficial da Próxima GT.

A.M.E. – Quando foi a primeira GT?
THIAGO – A primeira GT foi num inesquecível 4 de Julho de 2009.


A.M.E. – De lá pra cá quais as principais mudanças?


THIAGO –
As principais mudanças foram nas inovações, na criatividade de se fazer um evento realmente diferente envolvendo a cultura Trance.
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GoaTribe 3.
 A.M.E. – O que a org da GT busca oferecer para seu público?

THIAGO – 
A GT busca oferecer um evento diferente e seguro, cheio de detalhes que não se vê normalmente. Algo pra encher os olhos e fixar mais o entendimento do que é esse tipo de festa no segmento e ampliar o conhecimento de estilos vindos de Goa.


A.M.E. – Quantos anos e quantas festas tem o Núcleo GT?

THIAGO – O núcleo GT iniciou seu trabalho oficialmente na PVT Pulso em Dezembro de 2016, e participamos já de outros eventos, com destaque para o casting completo na Insanity Confra 3.0.

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GoaTribe 6 – Ato 2 Trilogia dos Deuses.

A produtora GoaTribe existe desde Julho de 2009. Na nossa confra do dia 21 será a 10ª festa. Paramos de Novembro de 2010 até Fevereiro de 2014, pois eu estava bastante focado em outros projetos e eventos de grande porte na cidade, mas a saudade bateu em 2011 e apresentamos o projeto para vários produtores, sem sucesso e interesse. Onde conseguimos de fato ver alguém que acreditasse em tudo foi só mais tarde. Hoje várias pessoas nos procuram para fechar parcerias, fazer eventos e sociedade, mas a fidelidade 100% fica com quem acreditou na ideia, meu amigo e irmão Robson Ribeiro.

A.M.E. – Destes um time de produzir evento mas não parastes de trabalhar no ramo, certo?

THIAGO – Sim! Foram alguns anos em que cresci divulgando eventos, fazia um trabalho único e era um evento atrás do outro, portas se abriram para eventos fora da E-Music. O tempo ficou curto e decidi voltar com a GT, quando vi que muita coisa que eu via errada, ou que queria testar mas só poderia fazer no meu próprio evento pela liberdade. Se é uma opinião quase geral de que a GT sempre inova, e provou isso de 2014 pra cá, foi com muitas ideias simples e criativas que foram crescendo, mas sem autorização para fazer em outros eventos. As pessoas não acreditavam, não me davam ouvidos. Hoje tenho a felicidade de dizer que 80% dos eventos da cena procura a Pulso para fazermos a divulgação dos seus eventos, pois viram na GT coisas que antes muitos não tinham pensado ou não tinham coragem de fazer.

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A vibe que não rolou. [Arquivo GT]
A.M.E. – Quais as dificuldades que a GT encontra na Cena cultural de Música Eletrônica Local atualmente? 

THIAGO – As dificuldades que encontramos estão relacionadas aos locais para realizarmos os eventos, pois não há uma vasta variedade dentro dos critérios Legais e o difícil entendimento do público na questão comportamental, não só dele dentro dos eventos mas nas exigências, pois muitas produtoras realizam seus eventos de maneira irresponsável onde às vezes da certo, e o público entende que a forma como acontecem esses eventos é viável, Legal e normal. Quando não atendemos a essas exigências ficamos em uma difícil situação de relação com uma pequena parte do público da cena.

A.M.E. – Sem estragar a surpresa, o que nos aguarda nesta próxima GT?

THIAGO – Vocês podem aguardar mais uma vez aquele impacto de encher os olhos. Sentir a energia do que é nossa festinha que contagia todos de uma forma que funciona como se fosse uma engrenagem para fazer tudo funcionar. Às vezes o palco ta lindo, som perfeito, decoração encantadora, DJs arrebentando, mas a festa não tem vibe! E é disso que vamos atrás, da vibeeeee!!

Obrigado AME, aguardamos um grande ano e vem aí parcerias da GT com esse canal tão cheio de conteúdo inteligente que todos deveriam ler.

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É isso ai, gratidão pela oportunidade de mostrar um pouco mais do que rola por aqui. E à vocês leitores, nos vemos na confra!

Saquem essa energia!

Entrevistamos Victor Olisan, grande nome no Goa Trance do Pará.

Olá, Apreciadores!

Em mais uma incursão pela floresta amazônica, desbravando os encantos sonoros destas terras distantes, chegamos a um dos baluartes do Goa Trance na Amazônia, o queridíssimo DJ Victor Olisan, que este ano está convidado à representar as “bandas de cá” no Festival Terra em Transe que acontecerá na Bahia, comemorando a virada do ano.

Com mais de oito anos de pista, acumulando fantásticas histórias contadas em seus sets maravilhosos que celebram uma impecável arte da mixagem, Victor se destaca pela sintonia em que deixa o dancefloor.  É o que diz Saullo Moreno, um de nossos apreciadores e colunistas de música eletrônica:
“O set de Dark dele é um dos mais bem feitos em nossa Região. Uma Belo repertório que te envolve do início ao fim.

Repleto de encanto é o set de Goa dele, energizante, pura magia!”

Então, vamos lá! Em mais uma entrevista conheceremo este guro do Goa Trance amazônica, que é natural de Belém do Pará, a cidade das mangueiras e Portal da Amazônia. Enjoy!

A.M.E. – Primeiramente vamos conhecer um pouco do início de sua carreira, como se deu a aproximação com esse universo?

OLISAN – Comecei a querer conhecer um pouco mais sobre ser DJ em casa, pois meu pai sempre foi muito chegado a música e equipamentos de som. Desde que me entendo por gente meu pai sempre teve um pequeno estúdio em casa, cheio de equipamentos e vinis. Foi ai que por meados de 2005 comecei a pesquisar sobre equipamentos de DJ e nesse meio tempo, ainda no Orkut, achei um curso de DJ aqui em Belém. Curso do meu amigo “Dj Cocino”, ele foi muito importante nessa minha jornada, me ensinou muito e fiz muitos amigos lá, (Richard, Cupuim, Cocino…). No meio do curso comecei a namorar com uma pessoa (Lilac Pic Fotografia) que já era do meio da música eletrônica, foi ela quem me apresentou para vários DJs e produtores, ela foi uma pessoa muito importante para eu conhecer um pouco de como eram as coisas naquela época dentro da cena. Depois que conclui o curso consegui ter um par de CDJ Pionner 200s, e ai foi minha vez de botar pra frente o estúdio que meu pai tinha em casa. Vários DJs da nossa cena atual foram em minha casa treinar mixagens, gravar set`s ou apenas ouvir música e bater papo. Depois disso me foquei mais em estudar e ouvir muita música.

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A.M.E. – O que você leva no seu case, em termos de estilos musicais e artistas?

OLISAN – Levo no case o que tem de melhor das gravadoras que faço parte, a grande maioria de NeoGoa. Ephedra, Nova fractal, zopmanika, OXI, Kurandini, JBC Arkadii, Lucid Rainbow, Siam, Stellar Force e muitos outros artistas.

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A.M.E. – Qual sua inspiração?

OLISAN – Minhas inspirações sempre foram a Inê e Pedroka, dois grandes artistas do goa trance Brasileiro.

A.M.E. – O que você busca transmitir com suas mixagens e seleções?

OLISAN – tento sempre levar meus set’s de uma forma harmoniosa, coerente e com muita psicodelia.

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 A.M.E. – O que você está está preparando para vivência do festival Terra Em transe?

OLISAN – Estou bastante ansioso pois esse vai ser meu primeiro grande festival que irei me apresentar. Estou preparando um set bem psicodélico, com algumas musicas UNR (unreleased) que ainda nem toquei. Estou com as melhores energias, que tudo ocorra bem! O festival é lindo e bem underground, do jeito que eu gosto.

A.M.E. – Qual Sua maior dificuldade nos dias de hoje?

OLISAN – Minha maior dificuldade é a dificuldade de quase todos os Djs daqui de Belém enfrentam, pouco espaço/oportunidade para conseguir tocar em outras regiões. Nossa posição geográfica não colabora conosco. Por isso que estou agarrando essa oportunidade com unhas e dentes.
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A.M.E. – Qual programa você usa para selecionar as faixas e realizar mixes?

OLISAN – Hoje em dia eu uso bastante o MixMeister, da pra ver o gráfico das tracks, fazer marcações, mostra notas musicais e etc… É ótimo para testar mixagens mas de fato a mixagem toma forma na hora mesmo.

A.M.E. – Victor, qual sua perspectiva na cena eletrônica regional?

OLISAN – Rapaz, nosso cena sempre foi uma gangorra. Agora estamos na parte de baixo (mesmo assim com várias festas). Eu espero que a cena volte a crescer, com um pouco mais de consciência do publico e espero que tenhamos menos festas, com mais qualidades e novidades.

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E é isso ai, continuamos nossa jornada em busca dos artistas Amazônicos no cenário cultural da música eletrônica nacional. Para que os conheçamos e junto com eles possamos viajar para cada vez mais longe. Agradecemos sua leitura, então não esqueça de clicar em “Gostei” e compartilhar esta publicação.

In Lack Ech.

— Tohany Sky Walker.

A.M.E. Entrevista Alien Forest

Sempre explorando o universo Amazônico da Música Eletrônica, vou buscando nas matas adentro as pistas de inteligências impressionantes. Inteligências alienígenas que por aqui passaram deixando seus rastros no comportamento musical e nas sonoridades psicodélicas e atmosferas dançantes de elevadas batidas por minuto. E representando parte do segmento musical noturno, trabalhando seja com o Forest Trance, ou com o Dark Trance e Psycore, Thúlio Barreto, assume os pseudônimos de Alien Forest e Milº. E assim sendo, vamos fazer algumas perguntinhas a fim de conhecer mais sobre este enérgico ser da floresta.

A.M.E. – Como iniciou sua trajetória com a música eletrônica?

Thúlio – Meu interesse peIa mixagem começou quando vi queo que eu gostava não estava presente nas festas em Belém. O interesse em aprender a tocar veio junto com o interesse em fazer festa, pois um completaria o outro. No ano de 2014 por volta de abriI, eu, juntamente com Kássio Porto e Barbara MeIo, resolvemos criar uma festa voltada para sons noturno, pois curtiamos o estiIo e tinhamos que viajar para poder curtir uma festa do tipo, surgindo assim a Floresta Amazônica Org., ao mesmo tempo, eu e Kássio, nos inscrevemos em um curso de mixagem para aprender a tocar e tentar difundir aquiIo que gostamos, o resultado foi super positivo, hoje temos (em Belém) outras festas voltadas para o estiIo e muitos djs que optaram por tocar as vertentes noturnas.
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Logo: Floresta Amazônica.org

A.M.E. – Como você define os sons que cultivas em seus dois projetos, Alien Forest e 1000º?

Thúlio: Comecei com o Mil°, onde eu tocava sons acelerados, HiTech, Dark e um pouco de PsyCore. Fazia mudanças de Bpm’s bruscas onde causava a confusão mental através de suas variações de aceleração, além de escolher músicas com quedas e ambientações bem longas. Percebi que os produtores (de evento) tinham uma certa dificuldade de aceitar e até mesmo entender aquilo (ahuahuahu )então mudei o foco é criei o Alien Forest, onde sigo a linha do estilo Forest, e procuro sempre músicas diferenciadas, com sons bastantes psicodélicos,  sons florestais, bastante sintetização e introspectivos, muitas variações de batidas e com bastante quedas durante as músicas ( características que trago do outro Projeto Mil°).

Descrevendo em uma narrativa o Alien Forest “Cria uma atmosfera e ambientação bem densa, conduzindo sua apresentação em uma sonoridade com linhas de baixo marcantes que variam todo o tempo, levando a introspecção da mente. Com sons Alienígenas e Florestais ao mesmo tempo, conduz a mente ao transe e a euforia do momento ao mesmo tempo.”

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Alien Forest

A.M.E. – O que vamos encontrar em seu case?

Thúlio – sempre segui a Iinha da Parvati Records (Derango, Farebi JabeIi, Nargun, EIowinz…) hoje procuro bastantes musicas com a pegada diferenciada, com baixos diferentes, e que se modificam durante a musica. Hallucinogenic Horses, Uttu, Pandoras Box, Hutti Heita, etc…

A.M.E. – Em busca de experiências, quais eventos e festivais pelo Brasil você já frequentou e o que busca aprender com eles?

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Sansara Festival 2013

Thúlio – Zuvuya, Universo ParaIeIIo, Ressonar, FestivaI Fora do Tempo e muitos outros. Procurando sempre extrair o meIhor, troca de Culturas, experiências, pensamentos, energias, e agregar valor ao mesmo da mesma forma.

A.M.E. – Como está sendo a experiência com produção de eventos na Capital Paraense?

Thúlio – Falando como pessoa, me sinto realizado, pois depois de dois anos que comecei nesse ramo, vi muitas coisas crescerem: a qualidade das festas, a diversificação sonora, intervenções artísticas, decoração, e vi também o crescimento do público. Hoje eu acredito que no Brasil inteiro, não há nenhuma cidade que viva atualmente a música eletrônica como em Belém, se parar para ver, quase todo o fim de semana tem pelo menos 1 festa voltada para o segmento, coisa que a anos atrás era raridade. Hoje em dia pode se dizer que há um certo tipo de banalização, infelizmente é essa a melhor palavra à ser usada. Como em uma música do Charlie Brown Jr diz: “muita gente tem forma, mas não tem conteúdo “.

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Floresta Viva 30/09/2016
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Árvore da Vida 24/09/2016

A.M.E. – E quanto aos seus projetos, o que vem por Quanto aos seus projetos, o que vem por ai de novidade?

Thúlio – Novidade é sempre pesquisar, sempre modificar algo, adaptar outro e seguir suas idéias, sou meio chato com isso, tenho minhas idéias formadas e tento transmiti-las quando estou tocando, afinal, somos o que transmitimos, e eu transmito o que acredito.

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A Xuxa Tinha Razão, Lincoln B-Day 2016

A.M.E. – Deixe uma mensagem para seus ouvintes e nossos leitores.

Thúlio – O desconhecido as vezes pode se tornar o novo. Não tenha medo de mudanças, as vezes elas vem pra melhor, só sabe disso quem vive experiências novas, saia de sua rotina e abra sua mente ao novo.

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Abstractus Org. Apresenta Uma Noite no México

Vibrando no embalo deste ótimo momento em que o cenário cultural da música  eletrônica de Belém vem vivendo, em um grande fôlego de eventos bem produzidos, chega novamente a vez da produtora Abistractus org.  Com sua festa “Arriba”,  nos apresenta à aspectos das tradições Mexicanas que saúdam e comemoram o “dia de los muertos”. Então fomos em busca dos produtores, Dhuenne César (28, e também atua como DJ), Adriane dos Anjos (25),  Willer Fritz (29) e Risangela Moreira (31), que formam a equipe que compõe este talentoso núcleo. Os Apreciadores de Música Eletrônica  foi entrevistá-los e ficar por dentro das novidades que vamos vivenciar neste sábado (09/07), em seu próximo evento.

Ventimbora!!

Dj Moon, é a atração convidada para a festa Arriba – Uma Noite no México!

A.M.E. – Em que contexto brotou a ideia de produzir eventos?

Abstractus org – Depois de algum tempo dando suporte na produção de eventos, surgiu o desejo de fazer uma festa própria, onde nos pudéssemos decidir e escolher tudo conforme a nossa vontade. A ideia era fazer uma festa com a nossa cara, com o nosso jeito, com a nossa identidade.

Arriba Caveira Mexicana: Na foto, Willer, Risângela, Goastral, Dhuenne e Adrianne!
Arriba Caveira Mexicana: Na foto, Willer, Risângela, Goastral, Dhuenne e Adrianne!

A.M.E. – Qual a percepção da Produtora sobre o atual momento da Cena, em Belém?

Abstractus org – A cena vive seu melhor momento. Praticamente todo fim de semana tem festas. Recebemos nos últimos anos grandes nomes nacionais e internacionais, enfim, a cena vem crescendo e exigindo cada vez mais empenho dos seus organizadores. Mas ainda há muito preconceito e isso acarreta uma série de dificuldades ainda à serem enfrentadas.
Ex: Disponibilidade de locais (sítios, clubes, etc)

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Arriba Flower by Lilac Pic

 A.M.E. – Qual o objetivo da produtora com o cenário cultural local?

Abstractus org – Fazer o melhor! Mostrar que aqui tem profissionais capacitados para fazer uma festa e não deixar nada a desejar, trazer a oportunidade de ver o que há lá fora para pessoas que não tem condições de viajar.

Apresentação do Live Subtonic by Andrey Bastos
Apresentação do Live Subtonic by Andrey Bastos

A.M.E. – Quais temas vocês já realizaram e qual o tema da próxima vibe?

Abstractus org – Nossa festa “Arriba” é baseada na festa do dia dos mortos que acontece no México.Na primeira , focamos nas caveiras mexicanas. [veja fotos Aqui e Aqui]. Na segunda, Arriba Flowers, exploramos o tema focando nas flores que enfeitam as ruas do México na época da festa do dia dos mortos. [Veja como foi Aqui e Aqui]. E na terceira que acontecerá dia 9 de julho, de tema “Uma noite no México ” focará na fé por trás dessa tradição contada de uma forma belíssima no filme “FESTA NO CÉU“.
Nossa meta é trazer um pedacinho do México com todas as suas luzes, cores e alegria.

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Dhuenne César, Adrianne dos Anjos, Risangela Moreira e Willer Fritz

A.M.E. – quem produz e qual matérial utilizado na produção das decorações de seus eventos?

Abstractus org – A produção é toda feita por nós 4 (Abstractus org.).
Utilizamos diversos materiais : papel, Eva, tnt, tecidos, esponja, isopor e etc. [Veja os álbuns de Construção das Decorações Aqui e Aqui]

Fluorescência sempre foi um detalhe importante.
Fluorescência sempre foi um detalhe importante.

A.M.E. – Quais eventos e artistas inspiram vocês no momento da criação?

Na verdade nossa temática é inédita, então nos inspiramos exclusivamente na tradição original,  com elementos fiéis ao tema do dia dos mortos.

A.M.E. – O que vocês prometem ao público no próximo evento?

Abstratctus – Muita emoção ! Qualidade nos pequenos detalhes, ambientes variados e uma temática riquíssima pra surpreender o público.

[Saiba mais no Evento do Facebook, que contem todas as informações!]

 

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Aho! Até a Próxima, Apreciadores!