Entrevistamos Victor Olisan, grande nome no Goa Trance do Pará.

Olá, Apreciadores!

Em mais uma incursão pela floresta amazônica, desbravando os encantos sonoros destas terras distantes, chegamos a um dos baluartes do Goa Trance na Amazônia, o queridíssimo DJ Victor Olisan, que este ano está convidado à representar as “bandas de cá” no Festival Terra em Transe que acontecerá na Bahia, comemorando a virada do ano.

Com mais de oito anos de pista, acumulando fantásticas histórias contadas em seus sets maravilhosos que celebram uma impecável arte da mixagem, Victor se destaca pela sintonia em que deixa o dancefloor.  É o que diz Saullo Moreno, um de nossos apreciadores e colunistas de música eletrônica:
“O set de Dark dele é um dos mais bem feitos em nossa Região. Uma Belo repertório que te envolve do início ao fim.

Repleto de encanto é o set de Goa dele, energizante, pura magia!”

Então, vamos lá! Em mais uma entrevista conheceremo este guro do Goa Trance amazônica, que é natural de Belém do Pará, a cidade das mangueiras e Portal da Amazônia. Enjoy!

A.M.E. – Primeiramente vamos conhecer um pouco do início de sua carreira, como se deu a aproximação com esse universo?

OLISAN – Comecei a querer conhecer um pouco mais sobre ser DJ em casa, pois meu pai sempre foi muito chegado a música e equipamentos de som. Desde que me entendo por gente meu pai sempre teve um pequeno estúdio em casa, cheio de equipamentos e vinis. Foi ai que por meados de 2005 comecei a pesquisar sobre equipamentos de DJ e nesse meio tempo, ainda no Orkut, achei um curso de DJ aqui em Belém. Curso do meu amigo “Dj Cocino”, ele foi muito importante nessa minha jornada, me ensinou muito e fiz muitos amigos lá, (Richard, Cupuim, Cocino…). No meio do curso comecei a namorar com uma pessoa (Lilac Pic Fotografia) que já era do meio da música eletrônica, foi ela quem me apresentou para vários DJs e produtores, ela foi uma pessoa muito importante para eu conhecer um pouco de como eram as coisas naquela época dentro da cena. Depois que conclui o curso consegui ter um par de CDJ Pionner 200s, e ai foi minha vez de botar pra frente o estúdio que meu pai tinha em casa. Vários DJs da nossa cena atual foram em minha casa treinar mixagens, gravar set`s ou apenas ouvir música e bater papo. Depois disso me foquei mais em estudar e ouvir muita música.

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A.M.E. – O que você leva no seu case, em termos de estilos musicais e artistas?

OLISAN – Levo no case o que tem de melhor das gravadoras que faço parte, a grande maioria de NeoGoa. Ephedra, Nova fractal, zopmanika, OXI, Kurandini, JBC Arkadii, Lucid Rainbow, Siam, Stellar Force e muitos outros artistas.

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A.M.E. – Qual sua inspiração?

OLISAN – Minhas inspirações sempre foram a Inê e Pedroka, dois grandes artistas do goa trance Brasileiro.

A.M.E. – O que você busca transmitir com suas mixagens e seleções?

OLISAN – tento sempre levar meus set’s de uma forma harmoniosa, coerente e com muita psicodelia.

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 A.M.E. – O que você está está preparando para vivência do festival Terra Em transe?

OLISAN – Estou bastante ansioso pois esse vai ser meu primeiro grande festival que irei me apresentar. Estou preparando um set bem psicodélico, com algumas musicas UNR (unreleased) que ainda nem toquei. Estou com as melhores energias, que tudo ocorra bem! O festival é lindo e bem underground, do jeito que eu gosto.

A.M.E. – Qual Sua maior dificuldade nos dias de hoje?

OLISAN – Minha maior dificuldade é a dificuldade de quase todos os Djs daqui de Belém enfrentam, pouco espaço/oportunidade para conseguir tocar em outras regiões. Nossa posição geográfica não colabora conosco. Por isso que estou agarrando essa oportunidade com unhas e dentes.
Boom Festival 2014

A.M.E. – Qual programa você usa para selecionar as faixas e realizar mixes?

OLISAN – Hoje em dia eu uso bastante o MixMeister, da pra ver o gráfico das tracks, fazer marcações, mostra notas musicais e etc… É ótimo para testar mixagens mas de fato a mixagem toma forma na hora mesmo.

A.M.E. – Victor, qual sua perspectiva na cena eletrônica regional?

OLISAN – Rapaz, nosso cena sempre foi uma gangorra. Agora estamos na parte de baixo (mesmo assim com várias festas). Eu espero que a cena volte a crescer, com um pouco mais de consciência do publico e espero que tenhamos menos festas, com mais qualidades e novidades.

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E é isso ai, continuamos nossa jornada em busca dos artistas Amazônicos no cenário cultural da música eletrônica nacional. Para que os conheçamos e junto com eles possamos viajar para cada vez mais longe. Agradecemos sua leitura, então não esqueça de clicar em “Gostei” e compartilhar esta publicação.

In Lack Ech.

— Tohany Sky Walker.

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