A.M.E. Entrevista Eric Bordalo

Alô Apreciadores!

Hoje vou entrevistar DJ nascido e criado em Belém do Pará, cidade conhecida como o Portal da Amazônia, Eric Bordalo. Apaixonado por Techno e Bass Music, suas pesquisas por sonoridades underground tem destacado-se nas pistas fazendo a galera dançar bastante. Fizemos algumas perguntas à ele:

A.M.E.- Desde quando você se dedica à carreira de DJ?

ERIC – Comecei a tocar em 2007, mas como a pergunta é sobre ‘carreira’, diria que no ano de 2009 eu percebi que levava jeito pra arte da discotecagem.

A.M.E – Quais estilos você toca e pesquisa?

ERIC – Hoje em dia eu toco Bass, Tecnho e House Music. Pesquiso esses estilos e mais um monte de outras coisas, gosto de saber o que tem de novo rolando na música eletrônica como um todo, então corro atrás de muita coisa que não é orientada pra pista também.

Também pesquiso gêneros mais tradicionais tipo Ska, Jazz, várias vertentes do Rock… Enfim, sou viciado em pesquisa musical.

A.M.E. – Como você vê o cenário cultural da música eletrônica local e regional?

ERIC – A cena cresceu muito, muito mesmo. Acho que a principal conquista (ainda não total) é que tem aparecido coisas de gêneros diferentes com frequência, mais opções. Artistas novos com projetos autorais, artistas de audiovisual usando linguagens da música eletrônica, festinhas novas, muitos Dj’s novos, uma molecada descobrindo todo o movimento nas platéias das festas. É bem legal essa renovação!

Belém ficou estagnada por anos demais, nos últimos 3 anos é que as coisas tem germinado mais amplamente.

Ainda falta muito, falta mais respeito e noção dos promoters, falta um selo local, falta um festival na cidade… Um passo de cada vez, é claro.

A.M.E. – Quais suas influências sonoras?

ERIC – Muita coisa! Na discotecagem me influencio bastante pela galera de Detroit formadora do Techno, mas tenho uma veia no movimento punk, pós-punk… Fui criado no Rock então carrego bastante desse espírito contestador da música.

A música negra do Brasil também tem grande influência na minha formação, busco sons guiados pelo ritmo e percussão no meu trabalho, então o que é de raiz me fez perceber mais o suingue bom, do Hip-hop, Mangue-beat ao sambão de bateria.

Sou muito tranquilo hoje em dia pra absorver música, tento sacar o que tem de legal em cada estilo, mas sempre uma quedinha pelo que é mais alternativo. Se limitar que é o mau!

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A.M.E. – Você já viajou para apresentar seus sets?

Toquei em diversos locais pelo Pará, alguns locais maravilhosos, mas fora do Estado ainda é uma página em branco. Vontade não me falta!

A.M.E. – Você Participa de alguns grupos culturais de música eletrônica em Belém, quais são?

ERIC – Fui membro ativo no AME (Apreciadores de Música Eletrônica) e ainda acompanho muita coisa de lá, de longe. Grupos de conversa e de troca de conteúdo são fundamentais pra locais com cenas menores ou desorganizadas, rola um sentimento de unidade que é fundamental pra consolidar uma cena. O maior problema geralmente é a visão fechada pra estilos de parte dos membros, gosto é gosto, mas respeito e apoio local sempre são bem-vindos.

A.M.E. – Fale da sua experiência com a Belhell.

ERIC – Belhell é foda e tem dado muito orgulho. A dificuldade maior é achar locais legais de se trabalhar, nossa ideia é não repetir local desde que começamos. Fazemos mensalmente edições totalmente diferentes e esse processo todo é bem maluco.

O público é lindo e nos apoia sempre, sem a galera que cola a gente não teria continuado.

Fizemos coisas memoráveis como a mostra de documentários sobre E-music e ajudamos em todo o processo da Virada Eletrônica, além de termos feito algumas das melhores festas de 2014 na cidade (modéstia parte).

A.M.E. – Tem tido experiências no campo da produção musical também?

ERIC – Tenho feito diversos sons junto com o Arnaldo Miranda, as ideias vem de muita bagagem sonora e feeling do momento… Em breve pretendo a lançar alguns edits pra compor meus sets e tem coisa autoral da Belhell já engatilhada.

A.M.E. – O que a galera pode esperar da Belhell para o ano de 2015?

ERIC – Qualidade, música eletrônica que ninguém acredita que role em Belém, em locais que ninguém acredita que role festa em Belém e muita sacanagem nervosa, logicamente.

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