A.M.E. Entrevista Lincoln Rabelo

Alô Apreciadores!

Faz algum tempo que não escrevo aqui no COLUNAS, mas pelo que percebo o movimento não parou. Então vamos lá!

Para aqueles que gostam de uma vibração emocionante marcada com muito groove, o DJ Lincoln Rabelo é referência. Tocando sempre ao amanhecer nas pistas de dança de Belém, ele contagia a todos com sua energia renovadora. É integrante do núcleo XTR (saudosa Xuxa Tinha Razão) e contribui de forma ativa para o crescimento da cena local de música eletrônica. Em seu trajeto já tocou ao lado de gigantes nacionais e internacionais.

Os APRECIADORES DE MÚSICA ELETRÔNICA convidam Lincoln Rabelo para uma entrevista. Vamos conhecer um pouco mais sobre esse artista das pick-ups.

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Paradise – Natal, Rio Grande do Norte

A.M.E. – Lincoln, há quanto tempo você tem contato com as pick-ups e a cultura da discotecagem? 

LINCOLN: O meu interesse por aprender a mixar iniciou quando eu tinha 14 anos e de lá pra cá não parei mais. Neste período comecei a tocar Mid Back e algum tempo depois Mid House. Em 2004 tive o prazer de tocar em uma festa de um dos DJs mais importante da nossa cena regional, DJ Coyote.
A partir desse momento, me dediquei especificamente ao Psytrance, estilo que me agradou muito desde a primeira vez que ouvi. Depois de algum tempo eu conheci o Full on Groove, estilo qual chamo somente de Groove. Foi nesse período tocando em festas organizadas em Belém e em outras cidades de outros estados que veio todo o reconhecimento como DJ.

A.M.E. – Nesse tempo de atividade, quais artistas do Brasil e do mundo lhe influenciaram musicalmente?

LINCOLN: Minhas influencias sempre foram projetos que se destacaram fazendo músicas psicodélicas. Os projetos brasileiros que sempre estão presente no meu case são:
Burn In Noise, Mental Broadcast, Xpiral, Waio, The First Stone e os gringos não poderiam ficar de fora, Zen Mechanics, Sonic Species, Tristan, Dickster, Aphid Moon, Killerwatts, Outsiders, entre outros.

A.M.E. – Atualmente você trabalha com quais estilos ou gêneros e subgêneros musicais?

LINCOLN: Desde quando me encantei pelo Full on Groove venho desenvolvendo esse trabalho em cima do estilo. Mas também faço um set de Progressive Trance. Em algumas festas faço uma transição entre os estilos.

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De manhã no Evento Árvore da Vida, da Floresta Amazônica org. Benevides – PA (out-2014)

A.M.E. – Como você explica a energia deste(s) estilo(s) ou gênero(s) e subgênero(s)?

LINCOLN: Essa energia é causada por vários fatores.
Uma música bem trabalhada com frequências e timbres bem sintetizados, um groove bem feito, um kick pesado, enfim.

Tocar música eletrônica é contagiante. Ter um feedback com o público, sempre, não é uma coisa fácil. A música tem o poder de alegrar as pessoas, mas isso depende do feeling do DJ. Você sentir que consegue mexer com a emoção de cada um em uma pista, é um sentimento indescritível. Eu já cheguei a entrar num tipo de transe tocando em uma festa.

A.M.E. – No ultimo Festival Universo Paralello (em 2013) você tocou na Pista 303, mas já esteve no line up em outra edição da celebração. Como é fazer parte do maior festival de música e cultura alternativa da América do Sul? 

LINCOLN: Tocar no Universo Paralello foi uma realização, o reconhecimento de que você está fazendo a coisa certa. Um festival dessa magnitude, onde várias pessoas de todos os lugares estão ali para absorver tudo o que a cultura tem para nos proporcionar e você fazer parte em colaborar com seu trampo (sendo tocar, decorar, etc…) é muito gratificante.

A.M.E. – Existe algum evento, tanto no Brasil quanto no mundo, que você sonha em tocar?

LINCOLN: O sonho de todo artista é dividir o palco de um festival e poder tocar do lado de artistas que nos influenciaram. No Brasil falamos do Universo Paralello, mas existem outros festivais no cenário nacional que ficaria muito feliz em fazer parte do line up. Tais como: Samsara, Zuvuya, Terra em Transe, e mundialmente o Boom Festival e Ozora.

A.M.E. – Como iniciaram suas experiências em produção de eventos locais? 

LINCOLN: A necessidade de ter uma festa mensal na nossa cidade estava bem nítida.
Foi daí que me veio a idéia de promover um evento do tipo da Feijoada Eletrônica. Porém com outra proposta.
Uma day party de doze horas no domingo onde as pessoas fossem para passar o dia inteiro com amigos ao som de muita e-music e uma deliciosa feijoada. Reuni com mais três amigos DJs e decidimos por o projeto pra frente.
Hoje em dia já estamos na 15º edição de um evento que promete ter muito tempo de vida ainda.

Feijoada Eletrônica, 5ª Edição!
Feijoada Eletrônica, 5ª Edição! (Foto: Wellington Maia )
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