A Cena Comercial Brasileira em Discussão

Visões mercadológicas, previsões, discussões, música dançante encarada como negócio rentável: isso e muito mais fará parte da Rio Music Conference edição regional Belém.

Além do credenciamento no dia 30 de outubro, serão dois dias de efetiva programação variada incluindo mesas-redondas com Arnaldo Miranda, Bruce Leroys (Marcelo Abreu e Diogo Vaille), o “prodígio” curitibano Repow, Albery Rodrigues, Felipe Proença, workshop com Sandro Cruz (da Academia Internacional de Música Eletrônica – AIMEC), demonstração e discussão sobre novas tecnologias.

Na noite de 1º de novembro acontece o Fusion Stage no Hangar Centro de Convenções, festa de encerramento do evento com House Music do Alok Petrillo, Vintage Culture de Lukas Ruiz, a dupla carioca Felguk e por aí vai.

Acerca do cenário comercial/mainstream, os Apreciadores de Música Eletrônica conversam com Maurinho Leal: empresário e promotor do evento.

rmc 02A.M.E. – Pessoalmente, qual a importância de um evento como a Rio Music Conference?

MAURINHO – Encaro como um grande passo na minha carreira profissional. Tenho enfrentado grandes dificuldades em viabilizar a vinda do RMC a Belém, apesar de agora as coisas estarem fluindo muito bem. Tenho certeza que será o maior evento que fiz até hoje. Além da junção dos maiores nomes da cena nacional em uma noite, o evento, pra mim, representa o renascimento dos grandes eventos comerciais de musica eletrônica em Belém. É só o começo, vem muita coisa por aí.

A.M.E. – O que motivou a realização dessa edição regional?

MAURINHO – Em 2013 fui convidado para participar do RMC em Manaus. Naquela ocasião estava representando Belém. Vi o nível de profissionalismo e otimismo com que os produtores manauaras estavam encarando a cena eletrônica dali. Voltei decidido em fortalecer a cena local e planejar grandes eventos para os anos de 2014/2015.

A.M.E. – Quais as principais ideias que a edição regional pretende fomentar na cena eletrônica do Pará?

MAURINHO – O RMC é uma plataforma democrática que pretende gerar discussões sobres as dificuldades, aproximar profissionais e é claro gerar soluções para o desenvolvimento da cena. A conferência vai reunir nomes importantes da cena mundial como Felguk, Repow, Bruce Leroys, Claudio Riberio (MMlive & RMC) João Anzolin (Hot Content/Tribaltech). Não tenho dúvidas de que será um grande marco no cenário local e influenciará muitas pessoas.

A.M.E. – Na sua opinião, a quantas anda o mercado de disc-jockeys no Pará?

MAURINHO – Enfim o mercado volta a dar sinais de melhoras. Novos ritmos, novos nomes, isso com certeza é o que movimenta de fato a cena. Percebo o mercado exigindo cada vez mais dos DJs, que de fato tem que mostrar profissionalismo para sobreviver na cena. Costumo dizer que os DJs de hoje tem que obedecer três pontos relevantes: produção musical + marketing + relacionamento. Quem consegue conciliar bem isso, se dá bem. O soudcloud é a maior arma do DJ, pois com certeza a primeira avaliação começa por lá. Com o desenvolvimento das redes sociais e o avanço da internet, hoje qualquer DJ do mundo pode crescer, só dependendo de como ele desenvolverá aqueles três pontos relevantes.

A.M.E. – Quais as principais dificuldades enfrentadas na promoção de festas hoje em Belém?

MAURINHO – Dificil é conseguir educar o público musicalmente. Fazê-los acompanhar as tendências mundiais que por muitas vezes demoram certo tempo para serem absorvidas por aqui. Em tempos de internet, isso é quase inacreditável. Aqui temos poucos lugares legais para fazer eventos de grande porte e isso também dificulta muito. Porém o maior problema sem sombra de dúvidas é a logística e o preconceito que sofremos por estarmos distantes dos grandes centros.

A.M.E. – Há alguma perspectiva de melhora?

MAURINHO – Sim, o mercado já começou a dar grandes sinais de melhora. A musica eletrônica está vindo com tudo. O Fusion Stage já é um sucesso de vendas. Na minha opinião, festas como “Cachorro Doido” e “HMF”, além da abertura da Pink Elephant por aqui, têm contribuído bastante pra cena local. Grandes eventos nacionais como XXXperience, Tribaltech e até mesmo a vinda do festival Tomorrowland ao Brasil são reflexos do mercado que só tende a crescer. Vamos viver o ápice da musica eletrônica em 2015, podem acreditar!

Ingressos (de ambos os eventos) estão à venda na loja Orla Rio, lojas Locus e website Sellcard. Enquanto durar o evento, os inscritos no RMC não pagarão entrada em clubes de Belém (Club Week) como Budapeste e Pink Elephant. Maiores informações no evento do Facebook,

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