R.I.P. LFO

Percebi postagens atípicas na Page oficial da Björk no Facebook compartilhando sons do LFO (Low-frequency Oscilator) e citando o integrante Mark Bell com certa nostalgia. Minhas suspeitas se confirmaram ao ler mensagens de pêsames na manhã desta terça-feira.

O produtor britânico ajudou a propagar a mensagem da Warp Records no início de 1990, formando a dupla LFO ao lado de Gez Varley. Foram precursores do Acid House e Techno inglês em listas Top 20 da época. A dupla se separou em 1996, porém Mark permaneceu solo assinando LFO, Speed Jack e Counterpoint. No mesmo ano se juntou à Björk na produção do clássico “Homogenic”. A parceria deu tão certo que ele se tornou integrante da turnê do disco, acompanhando a banda da islandesa em várias partes do mundo, bem como na megalomaníaca “Volta Tour” (aquela do Reactable) em 2007, tornando-se co-produtor constante de seus álbuns.

Mark Bell e Björk discotecando na época do "Volta Tour". Foto: Flickr.
Mark Bell e Björk discotecando na época do “Volta Tour”.
Foto: Flickr.

Depeche Mode (no álbum “Exciter” de 2001), Radiohead e Deltron 3030 fazem parte da extensa trajetória de co-produções. Um dos pontos mais altos da carreira do LFO se deu em 2003 com o estrondoso sucesso mundial de “Freak”.

A causa da morte foi em decorrência de complicações inesperadas após uma cirurgia, segundo divulgação da Warp datada de 13/10/2014. Ele tinha câncer.

O blog do The Guardian listou as 10 faixas essenciais do produtor.

Infelizmente, mais uma mente pensante deixa este plano.

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